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Fazer sauna com frequência pode diminuir risco de Alzheimer

Segundo um estudo finlandês que durou 20 anos, relaxar no vapor pode trazer benefícios de longo prazo para a sua memória

Por Ana Carolina Leonardi Atualizado em 19 dez 2016, 15h40 - Publicado em 19 dez 2016, 13h28

Na Finlândia, a sauna é praticamente patrimônio nacional – o país gelado tem quase 1 sauna para cada dois habitantes. Mas o hábito de curtir o vapor quente pode trazer mais benefícios do que os finlandeses esperavam.

A Universidade da Finlândia Oriental investigou pela primeira vez a relação entre banhos de sauna e o Alzheimer. Os pesquisadores usaram dados de um estudo que investigou fatores de risco para doenças cardíacas. Mais de 2 mil homens finlandeses foram acompanhados por 20 anos.

No estudo, esses participantes foram divididos em três grupos, de acordo com a frequência com que iam à sauna: 1 vez por semana; 2 ou 3 vezes e de 4 a 7 vezes. Depois, os cientistas analisaram quais dos 2 mil participantes tinham desenvolvido algum tipo de demência, incluindo o Alzheimer.

O que os resultados mostraram é que, quanto mais banhos de sauna os finlandeses tomavam, menor seu risco de desenvolver Alzheimer e outras doenças que afetam a memória.

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Os homens que faziam sauna de 4 a 7 vezes na semana tinham um risco 65% menor de desenvolver Alzheimer e uma redução de 66% nas chances de sofrer com outros tipos de demência, quando comparados aos finlandeses que só iam à sauna uma vez no mesmo período.

Para ter certeza que o benefício vinha da prática da sauna, os cientistas filtraram outros fatores de risco à saúde, como diabetes, histórico cardíaco, peso e consumo de drogas. Mesmo assim, a relação entre sauna e prevenção do Alzheimer foi mantida.

O pesquisador que liderou o estudo, Jari Laukkanen, disse em um comunicado à imprensa que as pesquisas anteriores também mostram que a prática da sauna ajuda a melhorar a saúde cardiovascular, e os dois resultados podem estar conectados de uma forma que sua equipe ainda não compreende.

A pesquisa foi abrangente, mas a amostra era bastante específica: só de homens, entre seus 47 e 60 anos, que moravam na região leste da Finlândia. Os estudos precisam ser repetidos em uma população mais diversificada (e talvez menos fanática por saunas) para garantir que a sauna é mesmo um jeito consistente de proteger a memória e prevenir a demência.

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