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O fim do mistério do gás cerebral

No ano passado, para espanto geral, cientistas americanos e europeus conseguiram provar a existência de um gás no cérebro – o óxido nítrico. Até então, ninguém tinha noticias de uma substancias neurotransmissora em estado gasoso. Os cientistas, porém não se concentram com essa constatação e logo passaram a pesquisar a função do oxido nítrico. Alguns estudos apontaram que o gás danifica as células cerebrais, enquanto outros indicaram justamente o contrario, isto é, o oxido nítrico protegeria os neurônios. Recentemente, a pesquisadores da Universidade Harvard, afirmaram que o gás tanto pode ser bandido quanto mocinho.
Segundo os americanos quando a molécula do gás perde um elétron, ela acaba se encaixando em certos receptores das células nervosas, que geralmente abrigam uma substancia chamada glutamato. “A união do glutamato com a célula ajuda a provocar a sua destruição”, explica o neurofisologista José Cipolla Neto, da Universidade de São Paulo. “E, se o gás ocupa lugar da substancias, ele acaba protegendo o neurônio da morte”. Porém, o oxido nítrico pode ganhar um elétron, em vez de perder. Isso ocorre, por exemplo, na presença da vitamina C. No caso, o gás com elétron extra danifica as células nervosas. Os cientistas, agora querem desenvolver drogas que estimulem a versão positiva.