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Remédio para pulga pode impedir surtos de dengue, zika e até malária

A droga que você usa no seu cachorro mata o mosquito quando ele pica – e poderia evitar novas epidemias

Por Bruno Vaiano - Atualizado em 5 set 2018, 19h41 - Publicado em 24 ago 2018, 16h41

Qualquer pessoa que já cuidou de um cãozinho precisou comprar isoxazolinas, os famosos antipulgas. Mas cientistas acabam de descobrir que remédios desse tipo, se consumidos pelo ser humano, podem combater as epidemias espalhadas por mosquitos, como o Aedes aegypti, da Zika e da dengue, e o Anopheles, da malária.

Em um experimento realizado pela Calibr, um instituto farmacêutico sem fins lucrativos, fêmeas dos insetos que beberam sangue contendo o inseticida veterinário morreram logo em seguida. Uma única dose faz efeito por até 90 dias – ou seja, tem potencial para controlar surtos de dengue ou Zika o verão todo.

Em uma simulação de computador, pesquisadores concluíram que ministrar o remédio a apenas 30% da população de países da África subsaariana evitaria 70% dos casos de malária. É bom deixar claro que isso não é uma vacina: quem é picado pega a doença do mesmo jeito.

O negócio é que o mosquito morre antes de picar outras pessoas – e as grandes calamidades de saúde são evitadas.

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