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Tarefas domésticas ajudam a manter seu cérebro saudável, diz estudo

Está em quarentena? Aproveite para deixar a casa um brinco – sua mente agradece.

Por Maria Clara Rossini - Atualizado em 30 mar 2020, 14h21 - Publicado em 23 abr 2019, 19h03

Cada vez mais as pesquisas demonstram que, quando se trata de atividade física, mesmo um pouquinho já faz um bem danado para a saúde. E “um pouquinho” pode ser, acredite, varrer a casa e gastar uns minutos pra lá e pra cá limpando seu quarto.

É o que indica um estudo publicado na revista científica Jama Network Open. Segundo a pesquisa, essas atividades podem garantir um cérebro saudável na terceira idade.

 A pesquisa foi feita com mais de 2 mil participantes, que tinham 53 anos, em média. Suas atividades rotineiras foram monitoradas durante três dias e, nesse período, eles também passaram por exames de ressonância para acompanhar a variação de volume do cérebro. Sabe-se que a diminuição da massa cinzenta está relacionada ao envelhecimento: cerca de 0,2% do volume cerebral é perdido a cada ano a partir de 60 anos de idade.

Os autores do estudo notaram que cada hora extra de atividade por dia, mesmo que seja uma faxina leve, garante 0,22% a mais no volume cerebral. O trabalho mostrou ainda que os participantes que davam ao menos 10 mil passos por dia – recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) – apresentavam um cérebro 0,35% maior do que aqueles que se restringiam a 5 mil passos.

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Por outro lado, os próprios pesquisadores admitem que a pesquisa tem suas limitações. Três dias é um período muito curto para analisar o verdadeiro impacto dos exercícios na saúde da massa cinzenta. Estudos maiores e mais longos são necessários para entender a verdadeira relação de causa e efeito entre a atividade física e o tamanho do cérebro. 

Mas uma coisa é certa: o artigo reforça a importância de ter uma rotina ativa, mesmo que você não seja a pessoa mais fitness da galera. “Estamos apenas sugerindo que atividades de baixa intensidade podem ser importantes também. Principalmente para o cérebro” disse, em entrevista ao The Guardian, Nicole Spartano, autora do estudo.

 

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