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Como é feita uma pesquisa eleitoral?

Um candidato na dianteira não significa que os questionários foram feitos com militantes do partido X ou Y. Os entrevistados devem representar a população.

Por Alexandre Carvalho Atualizado em 27 Maio 2022, 20h34 - Publicado em 27 Maio 2022, 20h32

Muita gente duvida de seus resultados. Às vezes, de fato, a urna desmente o que ela diz. Mas a pesquisa de intenção de voto é uma parte considerada indispensável em qualquer eleição. Ela é capaz de mexer com a Bolsa de Valores, formar alianças políticas e até incentivar o voto útil (quando a pessoa vê que seu candidato dos sonhos não tem chance nenhuma e, então, vota em outro para não deixar que um terceiro vença).

Geralmente a pesquisa é encomendada a um instituto de pesquisa por grupos políticos, instituições financeiras ou por algum grupo de mídia. Aliás, os resultados ajudam muito na cobertura jornalística. Um veículo de comunicação não quer perder tempo entrevistando alguém que tenha 0% de intenção de voto. Então ele precisa saber quem está na frente. Muitos debates na TV são feitos apenas com os candidatos com alguma chance de vencer. 

Além disso, as pesquisas eleitorais ajudam os partidos políticos a fazer a mesma avaliação das chances de cada candidato e bolar suas estratégias. E ainda dão ao eleitor a oportunidade de analisar o cenário pré-eleição, as possibilidades de seu político preferido vencer.

É comum ainda a contratação de pesquisas privadas por instituições financeiras para monitorar a situação dos candidatos. Com custo elevado, estimado entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, a encomenda parte, geralmente, de bancos e grandes corretoras. 

Como é feita

Encomenda feita, valores acertados, o instituto de pesquisa começa selecionando um grupo de pessoas com características que representem toda a população, como idade, renda, gênero etc. Os pesquisadores chamam essas particularidades de variáveis. E o grupo de “amostragem”. As pessoas vêm de cidades de pequeno, médio e grande porte. E são selecionadas com base nos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entrevistadores abordam pessoas que possuem justamente essas características. E a entrevista tanto pode ser feita na casa da pessoa quanto em algum local com bastante fluxo de gente. No Datafolha, todos os questionários são aplicados com o uso de tablets, que permitem a geolocalização online do entrevistador, gravação das entrevistas e checagem instantânea das respostas, que são enviadas para a central de dados no mesmo instante em que são colhidas. 

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Após as entrevistas, o instituto de pesquisa entra em contato com 20% dos entrevistados, para conferir se os dados anotados estão corretos. 

Com a supervisão de um estatístico, os dados são analisados por vários métodos. Até chegar ao resultado. 

A pesquisa é registrada na Justiça Eleitoral em até cinco dias antes da sua divulgação. No documento devem constar dados como contratante, valor pago, questionário aplicado e métodos utilizados. 

E o que é margem de erro

É o máximo de erro que uma pesquisa pode ter. Ela vem sempre acompanhada do nível de confiança, que é o número de vezes que a pesquisa pode ser repetida, e o resultado será sempre um valor próximo. 

Os índices que se tornaram padrão no mercado são 2 pontos percentuais de margem de erro com 95% de nível de confiança. Isso significa dizer que, se a pesquisa for repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estarão dentro da variação de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Uma pesquisa com essas variáveis precisa ouvir 2.401 eleitores.

Digamos que um candidato apareça com 48% das intenções de votos. Levando em consideração a margem de erro padrão de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, ele terá entre 46% e 50% dos votos. E, se tiver mesmo mais da metade dos votos, leva a eleição.

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Fonte: Agência Senado.

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Um candidato na dianteira não significa que os questionários foram feitos com militantes do partido X ou Y. Os entrevistados devem representar a população.

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