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Como funciona o judô paralímpico

A deficiência é identificada no uniforme: judocas completamente cegos têm um círculo vermelho bordado no braço do quimono e aqueles que, além de cegos, também são surdos têm uma esfera azul nas costas do quimono

Por Pâmela Carbonari Atualizado em 4 nov 2016, 19h18 - Publicado em 9 set 2016, 23h15

COMO FUNCIONAM AS PARALIMPÍADAS
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Apesar do nome significar “caminho suave”, a marca registrada do primeiro golpe é força e velocidade. O objetivo do judô é que o atleta derrube o oponente com as costas voltadas para o chão e o imobilize no tatame por 20 segundos. A pontuação depende do tipo de golpe aplicado – ippon, wazari e yuko. No momento em um judoca dá um ippon, a luta acaba e isso pode acontcer em três situações: quando um dos atletas desiste por causa de um estrangulamento ou uma chave de braço, quando um dos atletas é imobilizado por 20 segundos e também se o esportista derruba o rival em um golpe rápido e certeiro.

O wazari é um golpe intermediário entre o xeque-mate ippon e o yuko – se dá quando o competidor é imobilizado por 15 segundos ou atleta cai de costas no tatame, mas com pouca força e velocidade. Dois wazaris correspondem a um ippon. O terceiro é o mais fraco dos três e acontece quando um dos atletas cai no tatame de lado ou é imobilizado por 10 segundos.

A deficiência dos paratletas é identificada no uniforme de cada um: judocas completamente cegos têm um círculo vermelho bordado no braço do quimono e aqueles que, além de cegos, também são surdos têm uma esfera azul nas costas do quimono. Os judocas são classificados conforme o grau de deficiência – cegos totais, cegos que percebem vultos e judocas com deficiência visual que conseguem definir imagens.

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