Assine SUPER por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Reino Unido e outros três países também pedem a seus cidadãos que deixem a Ucrânia

EUA já tinham feito isso na quinta. Nações repercutem declaração da Casa Branca, segundo o qual a Ucrânia pode ser invadida pela Rússia nos próximos dias. Moscou diz que não pretende atacar - mas não quer que o país vizinho entre na Otan. Entenda o caso.

Por Rafael Battaglia
Atualizado em 11 fev 2022, 20h04 - Publicado em 11 fev 2022, 18h49

Nesta sexta (11), o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido aconselhou os cidadãos britânicos que vivem na Ucrânia a deixarem o país. O motivo é a possibilidade de invasão da Rússia, que nas últimas semanas deslocou 130 mil soldados para perto da fronteira com a Ucrânia.

O pedido foi incisivo: para o Reino Unido, a evacuação deve ser feita o mais rápido possível, “enquanto ainda há meios comerciais [trens, aviões] para fazer isso”. Os Estados Unidos acreditam que a Rússia está prestes a invadir a Ucrânia. A Casa Branca declarou: “Temos a informação de que Putin invadirá a Ucrânia antes do fim das Olimpíadas de Inverno”. O evento acaba dia 20/02.

Os EUA já tinham pedido, na última quinta (10), que seus cidadãos deixassem o país. Na sexta (11), Holanda, Coreia do Sul e Japão, além do Reino Unido, fizeram o mesmo. Já Israel iniciou um plano de evacuação de diplomatas e demais funcionários (além de seus respectivos familiares) da embaixada no país. O governo israelense recomenda ainda que pessoas com viagem marcada para lá reconsiderem a decisão.

O cerne da tensão geopolítica está na preocupação do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que a Ucrânia se junte à Otan, aliança militar formada pelos EUA e por países europeus após a Segunda Guerra Mundial, e que hoje serve justamente para fazer um contraponto à forca militar da Rússia e da China. 64% dos ucranianos se dizem favoráveis à adesão à Otan (e 58% gostariam que o país entrasse na União Europeia). Ou seja: Putin tem um problema.

Continua após a publicidade

Na quinta (10), Rússia e Bielorrússia (que faz fronteira ao norte com a Ucrânia) iniciaram exercícios militares conjuntos. Até o momento, há em território bielorrusso cerca de 30 mil militares, além de aviões-caça e dois batalhões de sistemas de mísseis terra-ar. O movimento acentuou a preocupação global de uma possível invasão. A Rússia tem movimentado tropas na região da fronteira da Ucrânia, mas nega que pretenda invadi-la.

Ex-república soviética, a Ucrânia vive sob tensão desde 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, ao sul do país. De lá para cá, os militares ucranianos vivem em uma guerra contra rebeldes separatistas (e que recebem apoio russo). Mais de 13 mil pessoas já morreram desde então.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A ciência está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por SUPER.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.