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Rússia não irá mais colaborar com a Alemanha na Estação Espacial Internacional

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (03) pela Roscosmos, agência espacial russa. Atualmente há quatro astronautas americanos, dois russos e um alemão vivendo na ISS.

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 1 ago 2022, 19h04 - Publicado em 4 mar 2022, 16h45

Os cosmonautas russos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) não irão mais colaborar em projetos com pesquisadores da Alemanha, como vinham fazendo até então. A partir de agora, a Rússia irá conduzi-los de maneira independente. A informação foi divulgada por meio de um tweet da Roscosmos, agência espacial russa, na última quinta-feira (03).

A decisão é a resposta russa às sanções impostas pelos Estados Unidos e Europa, devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Segundo a Roscosmos, “O programa espacial russo será ajustado de acordo com o contexto das sanções. A prioridade será a criação de satélites e interesses de defesa”. 

Em outro tweet, a agência espacial russa afirma que não irá mais enviar os motores de foguetes RD-180 aos Estados Unidos e suspenderá a manutenção daqueles que já foram entregues. No momento, há quatro astronautas americanos, dois russos e um alemão vivendo na Estação Espacial Internacional.

Futuro incerto

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Na semana passada, o presidente americano Joe Biden anunciou que as sanções ​​impostas pelos Estados Unidos iriam degradar a indústria aeroespacial russa, incluindo seu programa espacial. 

Não demorou para que o diretor da Roscosmos, Dmitry Rogozin, respondesse dizendo que as sanções aplicadas poderiam ter consequências graves para a Estação Espacial Internacional. Ele lembrou, pelo Twitter, que a órbita e localização da ISS são controladas por máquinas russas.

“Se vocês bloquearem a cooperação conosco, quem irá salvar a Estação Espacial Internacional de uma queda descontrolada nos Estados Unidos ou na Europa?”, escreveu ele. “A ISS não voa sobre a Rússia, então todos os riscos são seus”.

Mas não é como se a Rússia não dependesse dos Estados Unidos também. A Estação Espacial Internacional está dividida em dois setores: o Segmento Orbital Russo e o Segmento Orbital dos EUA. O lado estadunidense fornece energia e sistemas de suporte à vida de toda a Estação, enquanto o russo controla os sistemas de propulsão. “Não dá para fazer um divórcio amigável”, disse o ex-astronauta Garrett Reisman à CNN.

A Nasa informou que continua trabalhando com a Rússia para manter o funcionamento da ISS. A Estação também é administrada em conjunto com as agências espaciais do Japão, Canadá e Europa.

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