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Cada buraco com seu rebanho

Flávio Dieguez

Acontece com todo mundo: uma bela noite, sozinho num lugar isolado, você olha para o céu e se pergunta que diabo estão fazendo todas aquelas estrelas lá em cima. A resposta da Astronomia, acredite se quiser, é que elas são como ovelhas reunidas por um pastor diante do qual todo respeito é pouco. Trata-se de um buraco negro gigante, dentro do qual caberiam dois ou três milhões de estrelas como o Sol. Todas as galáxias, não só a Via Láctea, contêm um desses monstros escuros no coração – ele é o eixo em torno do qual giram 200 bilhões de astros. Desde que essa suspeita pintou na mente dos astrofísicos, lá pelos anos 70, eles já colecionaram 34 superburacos negros nos mais diversos tipos de galáxias. Concluíram que a presença deles é universal e que a sua função, logo depois do nascimento do Cosmo, há 13 bilhões de anos, foi a de reunir as estrelas em fantásticos rebanhos luminosos. Como o que você vê à noite no céu.

Presença obscura nas estrelas

Toda galáxia tem um superburaco negro

1. Há cerca de 13 bilhões de anos, o Universo se organizou. Os astros se agruparam em certos pontos enquanto outros ficavam vazios

2. No centro dos ajuntamentos sempre havia um grande buraco negro, capaz de atrair os astros vizinhos com sua imensa força gravitacional

3. Engolindo as estrelas mais próximas, os corpos escuros engordaram até ficar milhões de vezes mais pesados que o Sol

4. Hoje, as feras quase não têm o que devorar. Quietas, descansam no centro das galáxias relativamente esmaecidas