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Celular subterrâneo

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h38 - Publicado em 31 mar 2000, 22h00

Quem costuma tomar metrô certamente já teve que interromper alguma conversa telefônica ao entrar numa estação. Isso acontece porque as ondas de rádio que carregam a voz não têm potência suficiente para atravessar o chão e chegar ao subsolo. A solução encontrada por uma empresa israelense foi carregar antenas para dentro dos ambientes fechados. Um receptor, ao ar livre, capta o sinal de voz e o transforma em impulsos de luz, que trafegam dentro de cabos de fibra óptica. Lá dentro, esse sinal óptico é convertido novamente em ondas de rádio por pequenas antenas (veja infográfico). Isso faz com que, nos lugares equipados com esse sistema, a ligação só caia mesmo quando acabar a bateria do telefone.

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Algo mais

A fibra óptica foi inventada em 1952 pelo físico indiano Narinder Singh Kapany. Para desenvolver a tecnologia, ele se baseou nas idéias de John Tyndall (1820-1893), um físico inglês que demonstrou que, em algumas circunstâncias, a luz pode assumir uma trajetória irregular. Kapany mostrou que ela poderia trafegar dentro de cabos.

Sinal permanente

Pequenas antenas e fibras ópticas levam o sinal do celular para dentro de túneis ou elevadores.

Uma antena receptora na entrada do túnel capta os sinais de rádio e os converte em impulsos de luz, encaminhando-os para um cabo de fibra óptica.

Pequenas antenas transmissoras acopladas ao cabo convertem o sinal óptico em sinal de rádio, que é captado pelos celulares dentro do túnel.

Espalhadas por toda a extensão do túnel, as antenas garantem que a chamada não seja interrompida em nenhum momento.

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