Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Em breve, você poderá usar o metrô sem pegar fila na catraca

Por
Atualizado em 11 mar 2024, 09h33 - Publicado em 16 mar 2016, 18h30

As filas gigantescas causadas pelas catracas do metrô podem estar com seus dias contados. A empresa brasileira Digicon criou uma tecnologia de controle de acesso que permite que os pedestres entrem e saiam livremente de estabelecimentos públicos e privados.

Em vez de ficarem fechadas e se abrirem com o uso de uma credencial, como um bilhete, as catracas ficam sempre abertas e se fecham caso alguém use uma credencial inválida ou sem crédito. Quem tentar passar sem pagar também será rapidamente bloqueado.

Chamado de dFlow, o conceito levou dois anos para ser desenvolvido e recebeu um investimento de dois milhões de reais. A tecnologia usa de sensores de profundidade 3D para bloquear ou liberar a passagem das pessoas.

LEIA: Qual é o metrô mais antigo do mundo?

De acordo com a Digicon, o equipamento tem a capacidade de rastrear mais de 50 usuários por minuto – os dispositivos tradicionais podem comportar fluxos de 20 usuários por minuto.

Para que o acesso feche apenas quando o usuário não é autorizado, a empresa precisou utilizar um sensor com um número quase infinito de feixes virtuais que abrangem toda a região de passagem – que vai de 50 centímetros a 90 centímetros. Desse modo, a tecnologia segue o usuário de modo contínuo e gera informações de posição e tempo, controlando a velocidade do fechamento de portas.

Continua após a publicidade

“O hardware de controle é muito rápido e os algoritmos, muito precisos”, explica Peter Elbling, CEO da Digicon, em um comunicado. Segundo ele, a novidade se mostrou capaz de barrar os usuários “caronas”, aqueles que tentam passar pela catraca sem pagar com outra pessoa.

A identificação dos usuários pode ser feita a partir de cores. Por exemplo, uma credencial verde pode identificar a pessoa como um funcionário e a vermelha como um visitante. São mais de 16 milhões de cores que podem ajudar no controle do acesso.

LEIA: Qual é o maior metrô do Brasil?

Além disso, o dFlow é capaz de se integrar com outros recursos de identificação mais tradicionais, como o código de barras e cartões de proximidade Mifare (o mesmo usado nos metrôs de São Paulo), e outros mais novos, como a biometria de reconhecimento facial.

Segundo a empresa, a inovação poderá ser implantada em locais de grande fluxo de pessoas, como estádios, escolas, aeroportos e estações de transporte público. Elbling disse que a novidade surgiu quando a equipe de engenharia questionou o fato de os acessos estarem sempre fechados.

Continua após a publicidade

“Isso não fazia muito sentido, afinal a maioria de usuários tem credenciais válidas de entrada e não deveriam ser bloqueados”, explica. Outro benefício do conceito de livre passagem é o fato de que os investimentos em bloqueios de acesso podem ser reduzidos, garantindo uma performance mais confortável e segura para o cliente.

“Quando associamos isto a vantagens operacionais como redução de uso de energia, de manutenção de leitores e controladores, entendemos que o dFlow é uma solução mais econômica”, explica o CEO em entrevista para a EXAME.com.

Segundo a Digicon, o dFlow será apresentado no Brasil ainda neste mês e tem lançamento marcado para o exterior em abril.

LEIA TAMBÉM:
6 técnicas para sobreviver ao metrô lotado
O maior metrô do mundo comparado aos de outras cidades

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.