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Inteligência Artificial aponta nossas chances de vencer a Copa

Pesquisadores alemães e belgas usaram mais de 100 mil simulações para prever o resultado dos jogos. E você não vai gostar do que eles concluíram

A Copa do Mundo chegou e já começaram as apostas para saber quem vai levar a taça de 2018. A boa notícia é que você pode ter um aliado de peso para melhorar seu resultado no bolão da firma. A equipe de pesquisa formada por acadêmicos da Universidade Técnica de Dortmund, da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, e da Universidade de Ghent, na Bélgica, usaram inteligência artificial para prever o resultado do campeonato.

Eles alimentaram um banco de dados com os resultados de diversos jogos de anos anteriores, tanto da Copa quanto de outros campeonatos, e cerca de 100 mil simulações. Tudo isso serviu para a IA fazer sua previsão com embasamento estatístico. Você não vai gostar muito do resultado, mas o robô acredita que a Espanha leva a taça este ano, com probabilidade de 17,8%. A Alemanha é a favorita, mas a análise concluiu que eles estão numa chave muito mais difícil do que os espanhóis, o que pode impedir sua chegada à final enquanto o outro time avança sem grandes dificuldades.

Foram usadas três técnicas para processar as estatísticas: a “regressão de Poisson”, que interpreta e pesa o maior número de variáveis diferentes; o “método de classificação”, que compara a força atual de cada equipe; e a floresta aleatória, que mapeia ramos aleatórios com diversos cenários e consequências.

O Brasil não está muito atrás com suas chances  em terceiro, com cerca de 12,3% de probabilidade de ganhar. Muito melhor do que a seleção da Arábia Saudita, por exemplo, que conta com 0 chances de ganhar. Se você prefere ouvir palavras mais doces, um sistema de aprendizado de máquina da empresa financeira Goldman Sachs usou métodos diferentes e calculou uma vitória do Brasil — mas eles também haviam apontado que levaríamos o título em 2014…

Além de Espanha, Alemanha e Brasil, as chances também estão com França (11,2%), Bélgica (10,4%), Argentina (7,3%), Inglaterra (7,1%), Portugal (2,5%), Croácia (2,2%) e Suíça (2,2%).

O estudo ainda não foi revisado, mas está disponível no servidor de pré-impressão arxiv.org. Só o tempo dirá se essa é uma maneira melhor de prever os jogos do que confiar no novo “polvo Paul”, o gato Aquiles.

Comentários

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  1. André de Souza

    Tendo em vista que um jogo de futebol pode ser caracterizado como um sistema caótico, ou seja, um sistema cujos resultados variam drasticamente em função de alterações mínimas no seu início – mais ou menos como a trajetória das bolas de bilhar variam drasticamente quando há uma pequena alteração na intensidade e direção na tacada inicial – prefiro não levar em consideração nenhum tipo de previsão.

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