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Míssil hipersônico dos EUA falha no primeiro teste

Rússia e China já dominam esse tipo de arma, que pode alcançar 27 vezes a velocidade do som - e redefinir o futuro da guerra.

Por Bruno Garattoni Atualizado em 4 ago 2021, 18h29 - Publicado em 15 jul 2021, 10h36

O primeiro lançamento do AGM-183 ARRW (abreviação da palavra “flecha” e acrônimo para “arma aérea de resposta rápida”, em inglês), projetado para voar a até Mach 8 (10 mil km/h), teve um problema técnico não especificado, e o míssil não chegou a disparar. Foi um revés crítico para a Força Aérea dos EUA, que está em desvantagem nessa tecnologia.

A China opera seu míssil DF-ZF, que alcança a velocidade Mach 10, desde outubro de 2019, e a Rússia possui dois: o Avangard, que é lançado do solo e chega a Mach 27, e o Kinzhal (“adaga”, em russo), que é lançado de aviões e alcança Mach 10. Ambos os mísseis russos já estão operacionais – em junho, o Kinzhal foi visto em um caça na Síria.

Os mísseis hipersônicos podem redesenhar o equilíbrio de forças entre as superpotências, pois conseguem atravessar longas distâncias rapidamente (o Avangard iria de Moscou a Washington em menos de 15 minutos) e são considerados inescapáveis: não existe avião capaz de driblá-los, nem escudo antimísseis que possa interceptá-los.

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