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Netflix compra selo de HQ’s Millarworld, que publicou Kick-Ass

Compra faz parte dos planos da empresa de streaming para aumentar em 400 horas sua meta anual de produções próprias

Os icônicos personagens Kick-Ass e Kingsman poderão ter séries próprias na Netflix. A maior empresa de streaming do mundo acaba de anunciar a compra do selo de quadrinhos Millarworld, fundado pelo autor Mark Millar.

O valor do negócio não foi revelado, mas o objetivo sim: reunir o portfólio das franquias dos personagens da Millarworld, além de criar e adaptar as histórias para produzir filmes, séries e programas infantis que serão exibidos com exclusividade no serviço de streaming.

Em comunicado, a companhia declarou que “mal pode esperar para aproveitar o poder criativo da Millarworld para a Netflix e começar uma nova era na narrativa global de quadrinhos”.

A empresa ressalta também a força do criador por trás da nova aquisição. Em seus oito anos na Marvel, o cartunista criou os quadrinhos e partes das histórias que inspiraram o primeiro filme dos Vingadores, Capitão América: Guerra Civil e Logan, filme elogiado que retrata um Wolverine com jeito de cinquentão, de pavio curto e cabelos grisalhos.

“Mark está tão perto quanto dá para chegar de um Stan Lee moderno”, disse Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix.

Millar, que dirige Millarworld com sua esposa Lucy Millar, afirmou, no mesmo anúncio, que está apaixonado pelo que a Netflix está fazendo no mercado.

“Netflix é o futuro e o selo Millarworld não poderia ter uma casa melhor”, disse.

Dívida bilionária

A compra aconteceu dias depois da companhia ter surpreendido investidores ao declarar uma dívida de longo prazo de 4,8 bilhões de dólares, oriunda de gastos com a criação de conteúdo próprio.

As produções da Netflix, consagradas por sucessos como Narcos e Stranger Things, tem ganhado um peso cada vez maior no balanço da empresa, tanto em audiência quanto em faturamento e aportes.

O orçamento destinado a séries e filmes originais para este ano é ainda maior. Serão seis bilhões de dólares para atingir a meta de mil horas de produções novas e exclusivas (em 2016, foram 600 horas).

A quantidade equivale à metade de tudo que é transmitido pela Netflix atualmente para seus 104 milhões de assinantes em 190 países.

Conteúdo publicado originalmente em EXAME.com