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No Twitter, fake news se espalham 6 vezes mais rápido que notícias verdadeiras

A rede social mais relevante para os políticos brasileiros é um antro de notícias falsas — e isso não é culpa dos bots, mas das pessoas mesmo.

Por Ingrid Luisa 21 Maio 2019, 20h12

O Twitter é uma das redes sociais mais importantes: no Brasil e no mundo, ela é o principal meio pelo qual diversos governantes, artistas e celebridades se pronunciam. Por isso, posts de 280 caracteres têm virado cada vez mais notícia.

No entanto, é preciso ter cuidado: de acordo com uma análise de conteúdo do Laboratório de Mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), as fake news se disseminam seis vezes mais rápido do que notícias verdadeiras nessa rede social.

O estudo analisou 126 mil histórias contadas no Twitter entre 2006 e 2017. Os dados foram compartilhados por cerca de 3 milhões de pessoas mais de 4,5 milhões de vezes. Seis organizações independentes verificaram as alegações, incluindo instituições respeitadas de checagem de fatos, como Snopes, Politifact e Factcheck.

Elas chegaram a várias conclusões importantes. A primeira é que as notícias falsas se difundem significativamente mais rápido e mais amplamente do que as verdadeiras. As baboseiras mais compartilhadas são sobre política — mas temas como terrorismo, desastres naturais, ciência, lendas urbanas ou informações financeiras também se destacam.

O estudo identificou ainda que as fake news são 70% mais propensas a serem retweetadas do que fatos verdadeiros. As notícias falsas mais populares analisadas na pesquisa atingiram até 100 mil pessoas, enquanto as verdadeiras mais compartilhadas não chegaram a mais de mil indivíduos.

Outra conclusão importante do trabalho diz respeito aos famosos bots: ao contrário do que muitos pensam, esses robôs não são os grandes responsáveis por disseminar notícias falsas. Nem mesmo comparando com outros robozinhos: tanto os que espalham informações mentirosas quanto aqueles que divulgam dados verdadeiros alcançaram o mesmo número de pessoas.

Segundo os experts do MIT, os usuários de carne e osso são os que se saem melhor na tarefa de divulgar notícias falaciosas no Twitter. Então, não acredite em tudo o que aparece na sua timeline – mesmo que a conta seja de alguém “confiável”.

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