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O que são cookies?

Eles ficam armazenados no seu computador. E há quase 20 anos causam polêmica por ameaçar a privacidade do internauta

Marcel Verrumo

Imagem: Jonathunder / Wikimedia Commons / GNU Free Documentation License

São dados pessoais que sites armazenam na máquina do usuário. Seu objetivo é duplo – personalizar a navegação de acordo com suas preferências e ajudar os donos dos sites (além de investidores e anunciantes) a conhecer melhor o internauta. E o que isso tem a ver com a palavra “biscoitos” em inglês? Provavelmente nada. Cookie é também uma gíria para “pessoa de um determinado tipo”. Ou seja, uma figura ou estereótipo. E é exatamente essa a função dos cookies da internet: moldar um perfil determinado do usuário. Quando ele navega por uma página, o site envia ao navegador informações arquivadas na forma de um pequeno arquivo de texto. Por um tempo determinado, esses cookies vão guardar quais são as preferências do usuário em relação a essa página. Por exemplo: se você acessar um site de busca e definir o idioma da pesquisa como inglês, quando voltar a busca será feita nesse idioma.

Os cookies foram lançados nos primórdios da internet, em 1994, no lendário navegador Netscape. Com menos de dois anos de existência, já eram vistos como uma ameaça à privacidade dos usuários. Afinal de contas, embora não armazenem dados de contas bancárias, por exemplo, eles podem guardar informações pessoais como endereço pessoal, login e senhas de e-mail. E eles não estão só nos computadores. “São armazenados em todo dispositivo com um navegador (smartphones, tablets etc.)”, diz Arthur Catto, professor de Ciência da Computação da Unicamp.

Biscoito da sorte
Os cookies estão de olho em você. E a Justiça, de olho neles

Venda personalizada
O comércio eletrônico usa bastante os cookies. É graças a eles que as lojas on-line conseguem sugerir produtos parecidos com suas últimas compras – e assim delinear que tipo de consumidor você é.

Lei anticookies
No final de maio, sites e aplicativos ingleses foram proibidos de usar cookies sem a autorização do usuário. A lei é polêmica. Por um lado, deixa a navegação mais segura. Por outro, pode prejudicar o comércio eletrônico e a publicidade.

Da cozinha para a web
Cookies não são o único doce a entrar no jargão digital. Os easter eggs (ovos de Páscoa, em inglês) são surpresas escondidas pelos programadores, como fases ocultas de jogos ou páginas surpresa. Os newsgames da SUPER têm vários.

Fontes Ândrea Andrade, pesquisadora de Banco de Dados na USP; Arthur Catto, professor de Ciência da Computação da Unicamp; Jean Cristtus Portela e Paulo Marcos Antônio Cavenaghi ,professores da Unesp.