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Público – Táxi robô

Carrinhos elétricos sem motorista vão levar você direto do metrô ao escritório - tudo para que os carros saiam do centro das cidades

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h47 - Publicado em 16 abr 2011, 22h00

Maurício Horta

Soa contraditório, mas um dos próximos passos para melhorar o transporte público será um carrinho elétrico sem motorista para até 5 adultos. Não, ele não vai substituir o metrô nem o ônibus, mas, enquanto esses continuarão a servir de artérias urbanas, o Veículo de Trânsito Pessoal (VTP) fará o papel de vasos capilares em áreas como centros de cidades.

Com paradas instaladas em estações de metrô, em prédios públicos, universidades, centros empresariais e shoppings, o passageiro não precisará mais andar 1 quilômetro a pé para ir do metrô até o trabalho ou às compras. E, ao conectar o sistema a estacionamentos mais afastados, carros poderão ser banidos do centro da cidade.

Inviável? De jeito nenhum: no Aeroporto de Heathrow, Reino Unido, 21 deles passarão a ligar neste ano estacionamentos ao terminal 5, e nos EUA 7 projetos já estão em desenvolvimento a maioria, claro, no Vale do Silício. Já em Masdar, cidade de emissão zero em construção em Abu Dabi, carros serão banidos e o transporte será todo feito por VTPs guiados por marcadores magnéticos no chão – já em 2015.

Ficha técnica
• Velocidade máxima – 40 km/h
• Investimento por km – entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões
• Impacto – diminui em média 15% o uso de carro
• Distância mínima entre os carros – 3 segundos, com potencial de 0,5 segundo
• Capacidade máxima – 500 kg
• Consumo – equivalente a 85 km/l

COMO FUNCIONA

1. O VTP fica à espera de passageiros em sua estação, como num táxi. Selecione o ponto final num monitor touchscreen e a informação vai para a central de controle.

2. Entre, sente-se e relaxe dentro do carrinho; a central de controle escolherá o melhor caminho até o seu destino e guiará o VTP automaticamente sobre faixas exclusivas.

3. Enquanto o embarque e desembarque acontece em acessos exclusivos, o fluxo na pista do VTP permanece constante, diferentemente do que ocorre com trens.

“Bôndibus” guiado por ímã
O Phileas é uma mistura de bonde e ônibus: anda sobre rodas, sem trilho nem fiação elétrica, mas é guiado por uma trilha de marcadores magnéticos espalhados a cada 5 metros ao longo de sua faixa exclusiva. Assim, o motorista só controla o acelerador e o freio – é o fim da barbeiragem. Não é tão ecológico quanto um bonde elétrico, mas seu motor híbrido tem emissões mais baixas que as de ônibus convencionais. O sistema vale a pena em cidades médias onde o fluxo de passageiros é grande, mas não o suficiente para se investir num sistema de metrô.

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O “bôndibus” já está em prática nas cidades de Douai, na França, Eindhoven, na Holanda, e Istambul, na Turquia. E, de acordo com Robert Cervero, especialista em transporte público da Universidade de Berkeley, EUA, é uma das tecnologias com potencial para se popularizar.

Vai ser uma moleza…

Bilhete único europeu
Atravessar toda a União Europeia com um só bilhete eletrônico será possível até 2015. O projeto de Gerenciamento de Tarifa Interoperável unificará todo o sistema de cobrança de transporte público do bloco. Testes já foram feitos na Alemanha, na França e no Reino Unido. Vai ficar muito mais fácil fazer mochilão.

Vale-transporte no celular
Em breve será possível usar o celular para pegar o ônibus ou metrô bastará mandar um código por SMS para o sistema de transporte, que ele responderá com um código de barras para você passar num leitor na catraca. E a conta vai direto para seu banco ou para o cartão de crédito, sem tocar em uma moeda. Já está em prática no Japão e em teste na Alemanha.

Flanelinha wi-fi
Com o FastPark, você não vai mais dar uma de barata tonta para estacionar na rua. Sensores wireless instalados bem nas vagas identificam as que estão livres e mandam a informação para um servidor. Por sua vez, o servidor informa em painéis eletrônicos espalhados pelas ruas ou em seu smartphone onde você pode estacionar. Desenvolvido pela WorldSensing e Centro de Tecnologia de Telecomunicações da Catalunha, Espanha.

Trólebus wireless
Ultracapacitores têm uma grande vantagem sobre baterias: demoram pouco mais de um minuto para se carregarem completamente. Ótimo, não fosse o fato de armazenarem pouca energia e se descarregarem em algumas horas. Isso pode ser um problema para carros elétricos, mas não para ônibus urbanos: basta aproveitar os embarques e desembarques para fazer recargas frequentes. É o que tem sido feito desde 2006 em uma linha experimental de 17 ônibus em Xangai, e com mais 36 na Expo 2010.

1. Chegada ao ponto de ônibus
Arcos eletrificados para recarga são instalados nos abrigos dos pontos de ônibus.

2. Conexão/carga
Quando o veículo para, um conector instalado no teto se eleva e se liga aos arcos, enquanto passageiros sobem e descem.

3. Retorno à rota
Depois, o ônibus segue o caminho, recarregado. É como se fosse um trólebus, mas sem cabos espalhados pela cidade.

• 7,9 km É o quanto o ônibus pode andar por carga
• 22 km/h Velocidade média
• 90 s Tempo para recarregar o ultracapacitor vazio
• 44,8 Velocidade máxima

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