Ciência Maluca Ciência Maluca

Por Atualizado em 07/07/2016

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Desde os tempos de Marilyn Monroe, lá na década de 1950, o cinema adora retratar mulheres loiras como burras. A moda pegou geral e segue até hoje. Mas isso não passa de preconceito. As loiras (e os loiros), na verdade, superam um pouco outras pessoas quando o assunto é inteligência.

É o que mostra uma pesquisa com 11 mil americanos. Todos tiveram de fazer testes de QI. E, surpresa ou não, os loiros lideraram com pontuação média até 3 pontos acima de outros grupos. Ruivos, pessoas com cabelos pretos ou castanhos não conseguiram superá-los.

A diferença não foi lá grandes coisas. Segundo a pesquisa, é “estatisticamente insignificante”. Mas serve para uma coisa: provar que loiras não são burras, como reza a lenda.

Os pesquisadores ainda não sabem o quanto fatores genéticos e sociais influenciaram o resultado. O chute dele é que, talvez, pessoas loiras tenham mais estímulo intelectual dentro de casa.

Ilustração: Caio Gomez

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Por Atualizado em 30/06/2016

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Wilfred Doricent levava uma vida tranquila em uma pequena vila no Haiti. Era só mais um jovem adolescente na pequena ilha caribenha. Até adoecer repentinamente. Começou a ter convulsões e os olhos amarelaram. Uma semana depois, não apresentava qualquer sinal vital. Os médicos o deram por morto e Doricent foi enterrado horas depois.

Até aí seria uma história normal – quer dizer, uma morte inesperada do tipo que acontece de vez em quando, mas sem grandes mistérios. Mas Doricent reapareceu. Um tempo após o sepultamento, lá estava o jovem perambulando pelo pequeno povoado, cheio de machucados e cicatrizes e sem qualquer memória. Não conseguia conversar ou compreender qualquer coisa. Assustada, a família o prendeu com correntes. A culpa recaiu sobre o tio do rapaz, acusado de ser um conhecido e temido feiticeiro da região.

Mas não havia ali qualquer magia. Anos antes, em 1982, o etnobotânico Wade Davis havia descoberto uma substância chamada tetrodoxina, 10 mil vezes mais letal que o cianeto. Ela faz o corpo parecer morto, mesmo sem estar. A mistura dessa toxina, encontrada em baiacus, com ervas alucinógenas deixa as vítimas paralisadas em 25 minutos. O cérebro se desliga. Se não morrerem em até 24 horas por parada cardíaca ou asfixia, os pacientes voltam à vida como se nada tivesse acontecido. Foi o que aconteceu com Doricent, após beber ou comer alguma coisa batizada pelo tio com o veneno.

Ele sobreviveu à toxina, mas voltou lesado. Quando Roger Mallory, neuropsiquiatra da Sociedade Médica Haitiana, escaneou o cérebro do rapaz ele entendeu o motivo: havia ali sinais de danos causados por falta de oxigênio. Enterrado dentro de um caixão, o rapaz ficou quase sem ar. Doricent acordou do coma e, num instinto de sobrevivência, escapou do túmulo (em geral, as covas são rasas no Haiti). Mas as consequências da falta oxigênio nunca mais foram embora.

Gostou? Essa e outras histórias estão no livro Ciência Maluca, publicado no ano passado. Compra lá!

Créditos da foto: Reprodução

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Por Atualizado em 16/06/2016

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Um sonho: três dias de descanso por semana, sem nem pensar em trabalho. É muito mais justo. Teríamos 42% do nosso tempo semanal livre – e não apenas 28%, como acontece. A vida seria bem mais feliz e as pessoas muito menos chatas. E digo mais: a ciência concorda. Confira abaixo três estudos que comprovam que o fim de semana deveria mesmo ter três dias.

Você seria mais saudável
Passar horas e horas no escritório deixa qualquer um stressado. E isso faz muito mal para a saúde do seu coração. Um estudo que avaliou os dados de mais de 600 mil americanos, europeus e australianos descobriu que trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% os riscos de ter um infarto. E esses workaholics ainda têm 13% mais chances de sofrer qualquer outro problema cardíaco. O ideal é trabalhar menos do que 40 horas semanais.

Sofreria menos de insônia
Até por que excesso de trabalho acaba com o seu sono. Outra pesquisa com 10 mil trabalhadores descobriu que quem trabalha menos do que 8 horas por dia caía no sono bem mais rapidamente do que os outros. Aí, além de dormir mais, quando acordavam se sentiam mais energizados que os outros.

E se sairia muito melhor no trabalho
Pesquisadores da Harvard Business School obrigaram alguns funcionários de uma firma de consultoria em Boston para tirar um dia a mais de folga, toda semana. Depois de cinco meses nessa dura rotina, os clientes da empresa começaram a contar sobre a melhora dos serviços prestados por esses funcionários. Quem havia seguido o cronograma normal, de 50 horas por semana, apresentou resultados piores.

Ainda é pouco para convencer os chefes? Bem, outros estudos já mostraram que pessoas com sono costumam se meter mais em briga do que outras pessoas – isso por que elas entendem mal os sinais alheios, confundem sinais de decepção e raiva, por exemplo. E como trabalho em excesso dá sono… pelo bem do mundo, é melhor apostarmos logo em expedientes mais curtos – ou fins de semana maiores.

Crédito da foto: Belitas / iStock

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Por Atualizado em 14/06/2016

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Acha que religião e pornografia não combinam? Pois pense de novo. Uma pesquisa americana revelou que religiosos fervorosos são os maiores consumidores da indústria pornográfica.

Eles chegaram a essa conclusão ao checar as respostas de vários voluntários sobre quantos filmes pornôs assistiam por mês e quão religiosos eram (se duvidavam de Deus). Quem não via esses filmes era sempre religioso. Mas, surpreendentemente, os consumidores diários de “conteúdo adulto” eram os mais devotos. Os menos crentes pertenciam ao grupo que via pornôs raramente.

Os pesquisadores ainda não sabem explicar a relação entre pornografia e religião. Mas dá para especular. Se já são religiosos e adoram esses filmes, talvez a consciência pese toda vez que se rendam aos pornôs. Aí correm para a igreja para receber o perdão divino. 

Créditos da foto: Caio Gomez

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Por Atualizado em 09/06/2016

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Quantos bares existem perto da sua casa? Se a resposta for nenhum, considere uma mudança de vizinhança. Um estudo inglês descobriu que morar perto de bares deixa as pessoas mais felizes e saudáveis.

Os pesquisadores entrevistaram pessoas no condado de Oxfordshire, no Reino Unido. E descobriram que quem frequenta pubs pela vizinhança relata uma satisfação maior com a vida, tem mais amigos, enfrenta menos problemas de saúde e corre menos risco de beber exageradamente.

Surpreendente? É que o bar funciona como um ponto de encontro – e ajuda você a criar laços com o lugar onde mora. Cheios de amigos por perto, você se sente melhor (a gente já contou por aqui que amizade faz bem à saúde) e, com mais suporte social, tende a fazer menos besteiras, do tipo encher a cara todos os dias.

Mas funciona melhor em botecos pequenos. Afinal, bares grandes sempre recebem diferentes pessoas – e, talvez, seja mais difícil se sentir em casa e fazer aquele encontro casual entre amigos numa sexta à noite movimentada.

Créditos da foto: Caio Gomez

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