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Excesso de açúcar pode te deixar menos esperto

Carol Castro 16 de maio de 2012

Pois é, se o risco de ter diabetes ou engordar nunca te motivou a maneirar nos doces, agora o apelo é outro. Ou você diminui o consumo de açúcar, ou corre o risco de ficar um pouquinho menos inteligente.

É o que diz um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em testes realizados com ratos, os pesquisadores concluíram que o excesso de frutose pode prejudicar o aprendizado e a memória. A boa notícia é que o consumo de omêga-3, encontrado em peixes, pode amenizar esses danos.

Primeiro os pesquisadores ensinaram dois grupos de ratos a encontrarem a saída de um labirinto – eles memorizaram marcas visuais e decoraram o caminho. Fizeram o mesmo percurso duas vezes ao dia, durante 5 dias.

Passado o período de treinamento, os dois grupos tiveram dietas diferentes. Ambos beberam diariamente altas doses de frutose derivada do xarope de milho - substância encontrada em refrigerantes, bolachas e bolos industrializados, que é seis vezes mais doce do que açúcar da cana. Só que um dos grupos recebeu, além do excesso de frutose, doses diárias de ômega-3.

Seis semanas depois do início da dieta, os ratos foram colocados de novo no labirinto. Os bichinhos mais espertos, os mais rápidos no labirinto, eram aqueles que haviam tomado doses de ômega-3. Segundo os pesquisadores, os ratos mais lentos mostraram atividade sináptica menor. Ou seja, a comunicação entre as células do cérebro ficou comprometida. Aí ficou mais difícil pensar claramente e recordar o caminho aprendido.

Os pesquisadores acreditam que o excesso de frutose pode bloquear uma das funções da insulina: regular como as células usam e armazenam açúcar para gerar energia suficiente para pensar e agir. E o ômega-3 reduz esse efeito.

Então fica a dica: se você é do time que abusa do refrigerante e doces industrializados, é bom compensar com uma dieta rica em peixe.

Crédito da foto: flickr.com/chasingdonguri

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Cientistas testam remédio que não deixa você ficar bêbado

Carol Castro 14 de maio de 2012

Eles querem que você beba e não sinta nada. Absolutamente nada. Adeus, fala enrolada, declarações sinceras de amor e amizade, tropeços, euforia… Parece um pouco estraga prazer, mas o objetivo é nobre: ajudar na cura do alcoolismo.

A mágica está numa substância chamada iomazenil. Pesquisadores da Escola de Medicina de Yale acreditam que ela consiga cortar os efeitos do álcool no cérebro. Ou seja, aquela produção extra de serotonina (neurotransmissor responsável pelo controle do prazer, humor e ansiedade) que o álcool estimula não vai mais acontecer. Seria o fim dos porres inventados para afogar as mágoas ou para perder a timidez. Beber não faria nenhum efeito e perderia a graça. E, se não tem graça, as pessoas bebem menos. (Para entender direito como o álcool age no cérebro e no corpo todo, é só clicar aqui)

“Uma medicação que tem o potencial de bloquear as ações do álcool no sistema nervoso central poderia agir como um medicamento único no tratamento de intoxicação alcoólica e alcoolismo”, explica Deepak D’Souza (as aspas são do Daily Mail).

Os pesquisadores já comprovaram a eficácia do iomazenil com alguns testes. Mas ainda há mais por vir. Voluntários, entre 21 e 35 anos, irão tomar o medicamento antes de começar a bebedeira e, depois de algumas doses, participarão de testes em um simulador de direção. Se tudo correr como os cientistas esperam, os motoristas não devem mostrar problemas na coordenação motora.

Crédito da foto: gettyimages

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Você está acima do peso? Culpe o despertador

Carol Castro 11 de maio de 2012

Fique tranquilo, a comida e a falta de exercício físico não têm nada a ver. Se você ganhou alguns quilinhos nos últimos anos, a culpa é do seu despertador.

Segundo um estudo de pesquisadores da Alemanha, os conflitos entre nosso relógio biológico e o relógio social bagunçam o funcionamento do nosso metabolismo. E aí ficamos mais gordinhos.

Os cientistas tiveram acesso aos dados de mais de 65 mil pessoas e avaliaram os horários em que dormiam e acordavam, tanto nos dias livres como nos dias de trabalho. Eles concluíram que cada hora de diferença entre o relógio natural e biológico aumenta em 33% as chances de ter um índice de massa corpórea (IMC) maior. E o pior: 70% das pessoas fazem isso.

Claro que o efeito não foi igual em todo mundo. Em pessoas magras, os horários de dormir e acordar não tiveram, necessariamente, uma relação com as variações de peso.  No entanto, no grupo dos mais gordinhos, os cientistas confirmaram a ligação entre aumento de peso e conflitos do relógio biológico com o social. Mesmo assim, essas diferenças não alteraram a conclusão da pesquisa.

E você, já mudou a rotina e percebeu alguma mudança no peso?

Via LiveScience

Crédito da foto: flickr.com/jessicajuriga

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Cachorros podem diminuir estresse no trabalho

Carol Castro 10 de maio de 2012

Imagine hoje um dia cansativo, cheio de trabalho e entrega de relatórios. Acrescente umas três reuniões (uma delas marcada para começar às 18h…) e uma discussão acalorada com o chefe sobre o desempenho da sua equipe. Dia de cão. Falando nisso, como seria se você pudesse levar seu companheiro babão pra encarar essa cilada empreitada ao seu lado?

Pesquisadores da Universidade da Comunidade da Virginia testaram essa possibilidade e concluíram: pessoas que levam o cachorro para o trabalho se estressam menos durante o expediente.

Eles avaliaram uma semana de trabalho em uma empresa voltada para o varejo. Durante o período, cerca de 30 funcionários levaram seus cachorros para o trabalho. Os 75 voluntários que participaram do estudo completaram vários questionários e coletaram amostras da própria saliva (usada para medir o nível de estresse).

Pela manhã, não houve diferença no nível de estresse entre quem estava acompanhado pelo cão, quem o havia deixado em casa, e aqueles que nem sequer tinham um cachorro. Mas ao longo do dia, os funcionários “solitários” apresentaram muito mais estresse do que os felizardos acompanhados pelo bichinho.

E nem precisa ser o seu cachorro. Segundo os pesquisadores, a presença de qualquer cão no trabalho melhora o ânimo de todos os membros da equipe.

Pede aí pro seu chefe.

Crédito da foto: flickr.com/purpri

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Suco de romã funciona como Viagra natural

Carol Castro 9 de maio de 2012

superstição sempre avisou: romã traz fartura e fertilidade. E não é que a ciência comprovou mesmo a relação dessa fruta com o sexo? (Tem a ver com fertilidade, vai) Mas não adianta só guardar as sementes na carteira. Se quiser sentir o poder afrodisíaco da romã, você vai precisa beber pelo menos um copo de suco por dia.

Um estudo realizado pela Universidade Queen Margaret, na Escócia, escalou 58 voluntários (homens e mulheres entre 21 e 54 anos) para beber um copo de suco de romã por dia, durante duas semanas. Após o período, o nível de testosterona dos participantes aumentou de 16% a 30%.

Se aumenta a quantidade de testosterona no corpo, cresce também a vontade de fazer sexo. E isso acontece tanto com homens quanto com mulheres.

Os pesquisadores ainda descobriram outros benefícios da romã. Eles mediram, antes e depois da dose diária de suco, os níveis de algumas emoções, como medo, tristeza, culpa, timidez e autoconfiança. Depois do teste, as emoções positivas aumentaram e as negativas diminuíram. Ah, e a romã ainda reduziu a pressão arterial dos voluntários.

Fora os benefícios para a saúde, o suco ainda sair até mais barato que o Viagra. Olha só: 4 comprimidos azuis custam uns R$ 50; já o litro do suco de romã de caixinha sai por uns R$ 10 – se for beber 250 mL todo dia, por duas semanas, os gastos serão de R$ 40. Mais barato. Mas o efeito do remédio natural deve ser bem mais fraco (sem contar que o suco industrial é “batizado”, vem com maçã e uva.). Ainda assim, você acha que vale acrescentar o suco dentro da sua dieta diária?  Vai que…

Crédito da foto: flickr.com/mizzmurray

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