Ciência Maluca Ciência Maluca

Por Atualizado em 03/08/2016

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Casais brigam, é fato. E às vezes esse desentendimento dura loooongas semanas ou meses. Até que uma hora as coisas se ajustam novamente – e o namoro volta a ser bom.

Ou não.

Tem gente que simplesmente não consegue esquecer e superar os momentos ruins a dois. Aí, ao contar a história, mostram todo o descontentamento com o parceiro. “Tivemos uma briga horrorosa. Fulano é péssimo”.

Tsc, tsc, tsc. Esses casais não têm futuro. É o que mostra a ciência.

Pesquisadores conversaram com várias mulheres que estavam casadas há anos. Elas contaram sobre o relacionamento e os problemas que enfrentaram juntos. E quando ela relembrava os momentos ruins de uma forma negativa era batata: os casais se separavam em até 3 anos.

Já as mulheres que viam as brigas como algo do passado, uma lição para os dois, continuavam casadas. Em geral, elas contavam mais ou menos assim: “bem, brigamos, foi horrível. Mas arrumamos as coisas e agora estamos melhor do que nunca”.

A partir daí, eles começaram a prever a duração do relacionamento de outros casais pelo modo como os dois contavam sobre o passado. E acertavam em 94% das vezes!

“Todo casal vai passar por momentos difíceis e se perguntar se deveriam continuar juntos. É parte de um relacionamento logo”, conta Jonah Lehrer, no livro “A book about love”. “A questão é: como eles falam sobre isso? Alguns casais veem como um sinal dos deuses de que deveriam ter se separado. Outros acham um jeito de glorificar isso, veem o momento ruim como algo que os fortaleceu”.

(Via Bakadesuyo)

Créditos: PeopleImages | iStock

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Por Atualizado em 28/07/2016

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Muita coisa entra em jogo quando o negócio envolve medalhas conquistadas em Olimpíadas. Ninguém entra em campo sozinho. Por trás, vem uma série de fatores, como investimentos nos esportes, torcida, talento etc. Mas três coisas principais ajudam a prever o sucesso de um país nos Jogos: o PIB em paridade do compra (uma forma de medir a economia considerando alguns fatores internos, como inflação e custo de vida, em dólar), desempenho histórico, e quem é o anfitrião.

Com base nesse três dados, pesquisadores do PricewaterhouseCoopers, empresa internacional de consultoria, garantem que o Brasil vai subir 25 vezes no pódio no próximo mês. É mais do que nos Jogos anteriores, em Londres, quando faturamos 17 medalhas – e isso vai render ao país o 11o lugar no ranking de medalhas.

A parte de cima da tabela não deve mudar muito. O grande vencedor, para variar, serão os Estados Unidos, com 108 medalhas. Em seguida, devem vir China, Rússia, Grã-Bretanha e Alemanha.

Veja como eles imaginam o próximo quadro de medalhas:

EUA – 108 medalhas

CHINA – 98 medalhas

RÚSSIA – 70 medalhas

GRÃ-BRETANHA – 52 medalhas

ALEMANHA – 40 medalhas

AUSTRÁLIA – 35 medalhas

FRANÇA – 34 medalhas

JAPÃO – 33 medalhas

CORÉIA DO SUL – 27 medalhas

ITÁLIA – 26 medalhas

BRASIL – 25 medalhas

UCRÂNIA – 20 medalhas

Agora é esperar as próximas semanas para ver se os caras são realmente bons em palpites matemáticos.

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Por Atualizado em 07/07/2016

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Desde os tempos de Marilyn Monroe, lá na década de 1950, o cinema adora retratar mulheres loiras como burras. A moda pegou geral e segue até hoje. Mas isso não passa de preconceito. As loiras (e os loiros), na verdade, superam um pouco outras pessoas quando o assunto é inteligência.

É o que mostra uma pesquisa com 11 mil americanos. Todos tiveram de fazer testes de QI. E, surpresa ou não, os loiros lideraram com pontuação média até 3 pontos acima de outros grupos. Ruivos, pessoas com cabelos pretos ou castanhos não conseguiram superá-los.

A diferença não foi lá grandes coisas. Segundo a pesquisa, é “estatisticamente insignificante”. Mas serve para uma coisa: provar que loiras não são burras, como reza a lenda.

Os pesquisadores ainda não sabem o quanto fatores genéticos e sociais influenciaram o resultado. O chute dele é que, talvez, pessoas loiras tenham mais estímulo intelectual dentro de casa.

Ilustração: Caio Gomez

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Por Atualizado em 30/06/2016

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Wilfred Doricent levava uma vida tranquila em uma pequena vila no Haiti. Era só mais um jovem adolescente na pequena ilha caribenha. Até adoecer repentinamente. Começou a ter convulsões e os olhos amarelaram. Uma semana depois, não apresentava qualquer sinal vital. Os médicos o deram por morto e Doricent foi enterrado horas depois.

Até aí seria uma história normal – quer dizer, uma morte inesperada do tipo que acontece de vez em quando, mas sem grandes mistérios. Mas Doricent reapareceu. Um tempo após o sepultamento, lá estava o jovem perambulando pelo pequeno povoado, cheio de machucados e cicatrizes e sem qualquer memória. Não conseguia conversar ou compreender qualquer coisa. Assustada, a família o prendeu com correntes. A culpa recaiu sobre o tio do rapaz, acusado de ser um conhecido e temido feiticeiro da região.

Mas não havia ali qualquer magia. Anos antes, em 1982, o etnobotânico Wade Davis havia descoberto uma substância chamada tetrodoxina, 10 mil vezes mais letal que o cianeto. Ela faz o corpo parecer morto, mesmo sem estar. A mistura dessa toxina, encontrada em baiacus, com ervas alucinógenas deixa as vítimas paralisadas em 25 minutos. O cérebro se desliga. Se não morrerem em até 24 horas por parada cardíaca ou asfixia, os pacientes voltam à vida como se nada tivesse acontecido. Foi o que aconteceu com Doricent, após beber ou comer alguma coisa batizada pelo tio com o veneno.

Ele sobreviveu à toxina, mas voltou lesado. Quando Roger Mallory, neuropsiquiatra da Sociedade Médica Haitiana, escaneou o cérebro do rapaz ele entendeu o motivo: havia ali sinais de danos causados por falta de oxigênio. Enterrado dentro de um caixão, o rapaz ficou quase sem ar. Doricent acordou do coma e, num instinto de sobrevivência, escapou do túmulo (em geral, as covas são rasas no Haiti). Mas as consequências da falta oxigênio nunca mais foram embora.

Gostou? Essa e outras histórias estão no livro Ciência Maluca, publicado no ano passado. Compra lá!

Créditos da foto: Reprodução

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Por Atualizado em 16/06/2016

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Um sonho: três dias de descanso por semana, sem nem pensar em trabalho. É muito mais justo. Teríamos 42% do nosso tempo semanal livre – e não apenas 28%, como acontece. A vida seria bem mais feliz e as pessoas muito menos chatas. E digo mais: a ciência concorda. Confira abaixo três estudos que comprovam que o fim de semana deveria mesmo ter três dias.

Você seria mais saudável
Passar horas e horas no escritório deixa qualquer um stressado. E isso faz muito mal para a saúde do seu coração. Um estudo que avaliou os dados de mais de 600 mil americanos, europeus e australianos descobriu que trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% os riscos de ter um infarto. E esses workaholics ainda têm 13% mais chances de sofrer qualquer outro problema cardíaco. O ideal é trabalhar menos do que 40 horas semanais.

Sofreria menos de insônia
Até por que excesso de trabalho acaba com o seu sono. Outra pesquisa com 10 mil trabalhadores descobriu que quem trabalha menos do que 8 horas por dia caía no sono bem mais rapidamente do que os outros. Aí, além de dormir mais, quando acordavam se sentiam mais energizados que os outros.

E se sairia muito melhor no trabalho
Pesquisadores da Harvard Business School obrigaram alguns funcionários de uma firma de consultoria em Boston para tirar um dia a mais de folga, toda semana. Depois de cinco meses nessa dura rotina, os clientes da empresa começaram a contar sobre a melhora dos serviços prestados por esses funcionários. Quem havia seguido o cronograma normal, de 50 horas por semana, apresentou resultados piores.

Ainda é pouco para convencer os chefes? Bem, outros estudos já mostraram que pessoas com sono costumam se meter mais em briga do que outras pessoas – isso por que elas entendem mal os sinais alheios, confundem sinais de decepção e raiva, por exemplo. E como trabalho em excesso dá sono… pelo bem do mundo, é melhor apostarmos logo em expedientes mais curtos – ou fins de semana maiores.

Crédito da foto: Belitas / iStock

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