Ciência Maluca Ciência Maluca

Por Atualizado em 16/06/2016

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Um sonho: três dias de descanso por semana, sem nem pensar em trabalho. É muito mais justo. Teríamos 42% do nosso tempo semanal livre – e não apenas 28%, como acontece. A vida seria bem mais feliz e as pessoas muito menos chatas. E digo mais: a ciência concorda. Confira abaixo três estudos que comprovam que o fim de semana deveria mesmo ter três dias.

Você seria mais saudável
Passar horas e horas no escritório deixa qualquer um stressado. E isso faz muito mal para a saúde do seu coração. Um estudo que avaliou os dados de mais de 600 mil americanos, europeus e australianos descobriu que trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% os riscos de ter um infarto. E esses workaholics ainda têm 13% mais chances de sofrer qualquer outro problema cardíaco. O ideal é trabalhar menos do que 40 horas semanais.

Sofreria menos de insônia
Até por que excesso de trabalho acaba com o seu sono. Outra pesquisa com 10 mil trabalhadores descobriu que quem trabalha menos do que 8 horas por dia caía no sono bem mais rapidamente do que os outros. Aí, além de dormir mais, quando acordavam se sentiam mais energizados que os outros.

E se sairia muito melhor no trabalho
Pesquisadores da Harvard Business School obrigaram alguns funcionários de uma firma de consultoria em Boston para tirar um dia a mais de folga, toda semana. Depois de cinco meses nessa dura rotina, os clientes da empresa começaram a contar sobre a melhora dos serviços prestados por esses funcionários. Quem havia seguido o cronograma normal, de 50 horas por semana, apresentou resultados piores.

Ainda é pouco para convencer os chefes? Bem, outros estudos já mostraram que pessoas com sono costumam se meter mais em briga do que outras pessoas – isso por que elas entendem mal os sinais alheios, confundem sinais de decepção e raiva, por exemplo. E como trabalho em excesso dá sono… pelo bem do mundo, é melhor apostarmos logo em expedientes mais curtos – ou fins de semana maiores.

Crédito da foto: Belitas / iStock

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Por Atualizado em 14/06/2016

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Acha que religião e pornografia não combinam? Pois pense de novo. Uma pesquisa americana revelou que religiosos fervorosos são os maiores consumidores da indústria pornográfica.

Eles chegaram a essa conclusão ao checar as respostas de vários voluntários sobre quantos filmes pornôs assistiam por mês e quão religiosos eram (se duvidavam de Deus). Quem não via esses filmes era sempre religioso. Mas, surpreendentemente, os consumidores diários de “conteúdo adulto” eram os mais devotos. Os menos crentes pertenciam ao grupo que via pornôs raramente.

Os pesquisadores ainda não sabem explicar a relação entre pornografia e religião. Mas dá para especular. Se já são religiosos e adoram esses filmes, talvez a consciência pese toda vez que se rendam aos pornôs. Aí correm para a igreja para receber o perdão divino. 

Créditos da foto: Caio Gomez

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Por Atualizado em 09/06/2016

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Quantos bares existem perto da sua casa? Se a resposta for nenhum, considere uma mudança de vizinhança. Um estudo inglês descobriu que morar perto de bares deixa as pessoas mais felizes e saudáveis.

Os pesquisadores entrevistaram pessoas no condado de Oxfordshire, no Reino Unido. E descobriram que quem frequenta pubs pela vizinhança relata uma satisfação maior com a vida, tem mais amigos, enfrenta menos problemas de saúde e corre menos risco de beber exageradamente.

Surpreendente? É que o bar funciona como um ponto de encontro – e ajuda você a criar laços com o lugar onde mora. Cheios de amigos por perto, você se sente melhor (a gente já contou por aqui que amizade faz bem à saúde) e, com mais suporte social, tende a fazer menos besteiras, do tipo encher a cara todos os dias.

Mas funciona melhor em botecos pequenos. Afinal, bares grandes sempre recebem diferentes pessoas – e, talvez, seja mais difícil se sentir em casa e fazer aquele encontro casual entre amigos numa sexta à noite movimentada.

Créditos da foto: Caio Gomez

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Por Atualizado em 02/06/2016

HOME_Trabalho_Istock_gpointstudioO sábado está quase aí. E você vai ter dias inteiros para não pensar em trabalho. Até chegar a segunda-feira… Parece triste? Bem, nem tanto: a maioria das pessoas é bem feliz no trabalho.

É o que revelou uma pesquisa com mais de 14 mil pessoas em 15 países diferentes (Índia, EUA, Brasil, México, Chile, Alemanha, Reino Unido, China, Polônia, Bélgica, Espanha, Turquia, França, Japão, Itália). Eles perguntaram a todos elas como se sentiam em relação ao trabalho, se curtiam o ambiente no escritório, o nível de satisfação que sentiam e se estavam emocionalmente realizados e conectados com suas funções.

Os participantes estavam bem felizes: 71% relataram sentimentos positivos com o trabalho. E os brasileiros, concorde você ou não, estão entre os mais felizes: 77% gostam do emprego – a Índia é o país com mais trabalhadores satisfeitos.

Assim como no Brasil, indianos, mexicanos e chilenos precisam se identificar com o emprego – e ver um um sentido além de só pagar as contas no final do mês.

E aí, ficou surpreso?

Créditos da foto: Istock/gpointstudio

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Por Atualizado em 25/05/2016

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Alguns ratos sortudos dos laboratórios da Universidade Princeton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, tiveram direito a vários encontros semanais com fêmeas no período fértil delas. Tiveram a certeza de sexo garantido, algo raro na natureza. Outros, um pouco menos afortunados, só puderam namorar uma vez durante as duas semanas de testes. Quando foram contabilizar o número de neurônios no hipocampo, os cientistas tiveram uma surpresa: os neurônios dos ratinhos mais garanhões havia aumentado. E num nível bem maior do que o dos outros roedores. Os hormônios relacionados ao estresse também haviam diminuído. Em comparação com ratos virgens, então, a disputa ficava desleal. Ao que tudo indica, quanto mais sexo menor o nível de estresse. Em um clima geral de felicidade, os neurônios se multiplicam numa velocidade maior.

Não há ainda como saber se o cérebro dos humanos reage da mesma forma. Mas o sexo estimula em nós um tipo específico de inteligência: o raciocínio analítico. E não precisa nem transar, de fato. Só pensar em sacanagem já surte efeito.

Em outra universidade, dessa vez em Amsterdã, pesquisadores convidaram 60 pessoas para ganhar 20 euros e fazer uns testes. Os voluntários foram divididos em três grupos. A primeira tarefa era pensar em cenas hipotéticas: imaginar o parceiro ideal, ou a melhor situação para descolar sexo sem compromisso, ou só pensar em um passeio tranquilo, sozinho, em um parque qualquer. Os pesquisadores perguntaram depois como havia sido a experiência – legal ou mais ou menos. E como andava o humor deles (nervosos, ansiosos, felizes etc). Aí partiram para a próxima missão. Em uma tela de computador, viram um modelo de formas geométricas. Em seguida, uma série de figuras aparecia, e, rapidamente, eles precisavam registrar se eram ou não semelhantes àquela imagem do início. Por exemplo: o modelo poderia ser um conjunto de triângulos, e as imagens sequenciais poderiam ser vários quadrados formando um triângulo. Era um jogo de atenção. Por último, ganharam vários blocos de madeira para montar quantas figuras conseguissem.

Essa chateação toda era para ver se os integrantes de cada grupo se sairiam melhor nos testes de criatividade ou foco. E sim. Quando haviam idealizado um encontro com possibilidade de sexo, os voluntários se saíam melhor no primeiro teste – acertavam mais na hora de escolher a semelhança entre as figuras. Mas quando a tarefa exigia criatividade, o grupo do amor, que havia pensado no príncipe encantado, era o mais empenhado. Faziam e desfaziam muito mais objetos do que os outros.

É que amor e sexo agem de formas diferentes no cérebro. O amor faz sonhar. Deixa as pessoas com o pensamento lá longe, no abstrato, nos sentimentos, na memória e na imaginação. E essa parece ser a chave da criatividade: desligar o foco e viajar um pouco. É nesse momento que o cérebro encontra conexões inusitadas. Mas com sexo não funciona assim. Ao sexo importa o agora. O foco. Pensar em sexo aciona o modo de atenção – para a sedução, para os aspectos físicos. E aí os detalhes importam mais.

Se funciona mesmo assim, imagine, então, como fervilha a cabeça humana ao longo do dia. Em 24 horas, as mulheres costumam pensar em sexo dez vezes. Os homens pensam bem mais naquilo: 19 vezes. Pensar ajuda. Mas nada como chegar ao desejado orgasmo. Barry Komisaruk, da Universidade Rutgers, recorreu à famigerada máquina de ressonância. Pediu a algumas mulheres para entrar lá e fazer algumas atividades: sudoku, palavras-cruzadas ou… masturbação. Durante esses desafios, o fluxo de sangue no cérebro delas aumentava consideravelmente. É um bom sinal: quanto mais sangue, mais oxigênio e nutrientes. Cheio de gás, o cérebro trabalha a todo vapor. De todas as missões, o orgasmo se sagrou campeão. Ele estimulava mais as atividades cerebrais do que qualquer outra atividade intelectual.

Esse texto faz parte do livro Ciência Maluca, publicado pela Editora Abril, que já está à venda em bancas e livrarias – aqui e aqui.

Créditos da foto: Istock | AntonioGuillem

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