Ciência Maluca Ciência Maluca

Por Atualizado em 06/12/2016

iStock | Rocksana
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Nunca deixe para resolver seus problemas no dia seguinte. Dormir com a cabeça cheia de frustrações e desavenças mal resolvidas só piora a situação. É que o cérebro, durante o sono, consolida e guarda as memórias vividas durante o dia. E levar sentimentos negativos para a cama só torna mais difícil a tarefa de esquecê-los depois.

A descoberta é de pesquisadores ingleses. Eles convidaram 73 homens para ver 26 pares de foto: uma 3×4 de pessoas junto a uma imagem perturbadora (criança chorando ou alguém mutilado). No dia seguinte, todos eles voltaram ao laboratório para contar como eram as fotos – e tentar excluir as imagens horríveis que acompanhavam os retratos. Ainda assim, a maioria acabava associando os rostos às cenas tristes.

Logo em seguida, os pesquisadores mostraram outros 26 pares de fotos, seguindo a mesma lógica da anterior. Meia hora depois, conversaram sobre as imagens, na tentativa de dissociar a pessoa retratada da cena ruim mostrada ao lado. Quando foram descrever, mais uma vez, essas novas fotos, a tarefa ficou mais fácil: eles esqueceram mais rapidamente as situações negativas ligadas ao rosto de cada pessoa.

Durante todo esse processo de recordar e dissociar as imagens, os cientistas escanearam o cérebro de seus voluntários. E perceberam que a tentativa de apagar cenas negativas vivenciadas e relembradas no mesmo dia ativava apenas o hipocampo. Quando tentavam apagar as sensações negativas das fotos do dia anterior, depois de uma noite toda de sono, outras áreas do cérebro entravam em ação. Aí ficava muito mais difícil apagar essas imagens.

Ou seja: em caso de briga, resolva a situação antes de dormir. Ou o dia seguinte pode ser ainda pior.

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Por Atualizado em 02/12/2016

iStock | llhedgehogll
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Poucas coisas na vida fazem tão bem quanto sexo – melhora sua pele, seu humor e ainda deixa você mais inteligente. E para melhorar, a mais recente descoberta da ciência comprova: sexo faz bem para a memória. Pena que tanta gente prefira comida a uma noite de prazer

Pesquisadores da Universidade da MgGill, no Canadá, pediram a 78 mulheres, entre 18 e 29 anos, para fazer um teste de memória. O desafio delas era tentar se lembrar de rostos e palavras que apareciam na tela do computador. As mulheres que transavam com mais frequência pontuaram mais do que as outras.

Elas se saíram melhor nos testes com as palavras. Isso porque, segundo a pesquisa, sexo impulsiona a formação de novos neurônios no hipocampo. Mas a vida sexual não fez diferença na memorização de rostos, por envolver estruturas cerebrais de outras regiões.

“Os químicos envolvidos na sinalização de recompensa do cérebro, como hormônios e neurotransmissores, se mostram ligados tanto à memória quando à atividade sexual”, explica Jens Pruessner, um dos autores da pesquisa.

Então é isso: você pode aproveitar suas horas de folga no fim de semana para aprimorar sua memória. 😉

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Se fosse para escolher entre um jantar delicioso em um restaurante cinco estrelas ou uma boa noite de sexo, qual seria sua opção? Pense bem: imagine o seu prato favorito sendo preparado por um bom chef de cozinha… Escolheu?

A maioria das mulheres, pasme você ou não, prefere o jantar. Foi o que mostrou uma pesquisa com 12 mil pessoas do mundo todo. No geral, para 60% dos homens e mulheres que participaram do estudo comer é tão prazeroso quanto transar.

Não é que sexo esteja em baixa, não. Segundo os pesquisadores, uma das explicações é que as pessoas tendem a identificar suas opções gastronômicas com a própria personalidade. Não à toa, 70% dos participantes contaram que suas escolhas na cozinha mostram parte de seus valores. Aí quando comem bem se sentem mais conectadas a seus princípios – por isso o prazer de um jantar parece tão bom quanto sexo.

“As pessoas se sentem bem com elas mesmas quando comem produtos frescos e até um pouco superior a quem consome apenas comida processada”, escrevem os pesquisadores. “O que comemos – e o que escolhemos não comer – é um testemunho diário de quem somos e como vivemos nossas vidas”.

E aí, você concorda?

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Por Atualizado em 18/11/2016

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Eles, claro.

Quer dizer… não é bem assim. A verdade é que, segundo uma pesquisa inglesa com 1,2 mil pessoas, encomendada por uma marca de chás, as mulheres mentem mais do que os homens. Mas é por uma boa razão: empatia.

Pelo menos foi o que disse a maioria das mulheres entrevistadas pelos pesquisadores. 60% delas contaram que às vezes preferem mentir para não machucar outras pessoas. Quando ganham um presente sem graça, por exemplo, acham melhor fingir que adoraram. Ou inventam uma desculpinha qualquer quando querem fugir de um encontro – ao invés de lançar logo a real. Só 40% dos homens costumam fazer o mesmo nessas situações.

Tá bom, nem sempre a mentira é pelos outros. Elas também mentem mais do que eles quando querem faltar ao trabalho. 37% delas já criaram uma doença para não encarar um dia inteiro no escritório – 27% dos homens admitiram ter feito algo assim. E as mulheres também mentem sobre o andamento da dieta: 33% assumiram que já burlaram o regime, se entregaram a um doce qualquer, e nunca falaram sobre essa escapada para ninguém.

Mas em alguns pontos homens e mulheres empatam. A maioria deles disse que não mente para os pais ou para os cônjuges.

Só resta uma dúvida: será que todos os entrevistados disseram mesmo a verdade aos pesquisadores?

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Parece contraditório. Afinal, a gente contou por aqui que só o fato de pensar em dinheiro já deixa você mais chato. Mas, ao que tudo indica, conversar sobre grana também tem um lado bom: deixa os casais mais felizes.

É o que mostra uma pesquisa encomendada por um banco canadense – o Toronto Dominion Bank. Eles perguntaram a 1900 pessoas como andava a vida a dois e sobre quais assuntos o casal costumava conversar. Os mais felizes eram aqueles que conseguiam levar um papo sério sobre grana sem gritaria ou discussão. Essas conversas aconteciam, em média, uma vez por semana.

Como um assunto tão chato como esse pode melhorar um relacionamento? Bem, segundo os pesquisadores, esses casais entram em uma sintonia maior, como se os dois unissem forças para alcançar o mesmo objetivo: tranquilidade e estabilidade financeira.

E eles até dão uma dica para você conseguir falar sobre grana com seu parceiro. Tente entender o motivo dos gastos dele ou dela, sem julgamentos – mesmo se você achar uma grande bobagem gastar 500 reais em um restaurante. Aí o desafio de ambos é ver como aquele jantar caro faz parte ou não dos objetivos do casal.

E aí, vai fazer o teste?

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