Ciência Maluca Ciência Maluca

Por Atualizado em 23/09/2016

iStock | EvgeniiAnd
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Elas podem negar, dizer que amam todos os filhos da mesma forma. Ou jogar um papinho do tipo “é que fulano precisa mais de mim”. Mas a verdade é que desde cedo ela já elegeu um filho favorito – no fundo, você sabe disso. E nada vai mudar essa preferência.

É o que prova a ciência. Pesquisadores americanos entrevistaram 381 mães com dois ou mais filhos vivos. Em uma série de entrevistas, eles cavaram informações para descobrir o que torna um filho mais querido do que o outro.

Quer confirmar se você é o sortudo da vez? Se for homem e tiver uma irmã, já perdeu pontos. Mães costumam se aproximar muito mais das filhas. Isso porque, segundo o estudo, os meninos tendem a se afastar mais rapidamente da família, atrás da própria independência, enquanto as meninas se mantêm próximas por mais tempo.

Fora isso, a queridinha da mamãe precisa compartilhar os mesmos valores e estilos de vida que ela. Se a mãe for religiosa, por exemplo, e uma das filhas seguir os passos dela, ponto para ela. Esse, na verdade, é o fator principal. Conta mais do que aqueles dias que você ajudou a cuidar da saúde dela, dos diplomas que pendurou na parede (e que encheram sua mãe de orgulho) ou da distância geográfica entre vocês. Nada vai mudar a predileção dela: o filho preferido é aquele que pensa como ela. Ponto final.

Ou seja, você nunca será a queridinha – a menos que já seja. Aí, amiga, pode comemorar: nem suas maiores cagadas vão mudar isso. É ou não é, mamis? <3

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Por Atualizado em 15/09/2016

iStock | Veresovich
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Parar de fumar não é fácil. Em média, só 30% dos fumantes conseguem passar um ano inteiro longe do vício. Isso se eles entrarem de cabeça em tratamentos médicos e psicológicos. Caso não o façam, as chances de parar de vez diminuem ainda mais.

Mas cientistas encontraram um novo tratamento que pode surtir efeito melhor do que qualquer outro remédio: cogumelos alucinógenos.

Funcionou bem com 15 fumantes de nível hard: todos fumavam, em média, um maço de cigarros por dia. E o hábito já durava há mais de três décadas. Ao longo de um mês, todos passaram por um tratamento psicológico para controlar melhor os pensamentos negativos.

Na quinta semana, o tratamento ficou menos tradicional: os 15 voluntários tomaram uma pílula com uma “dose moderada” e pura de psilocibina, a substância alucinógena dos cogumelos. Duas semanas depois, tomaram outra pílula mágica, dessa vez com uma dosagem maior. Na 13º semana, eles poderiam tomar ou não mais uma dose de psilocibina.

Um ano depois, os pesquisadores reencontraram suas cobaias. E descobriram que 10 deles estavam livres do vício há 12 meses. Trinta meses depois desse encontro, só um desses ex-fumantes haviam voltado a fumar. Ou seja, esses voluntários superaram a média: 60% deles conseguiram mesmo parar de fumar.

O segredo? Bem, segundo os próprios ex-fumantes, a viagem com a psilocibina teve um “profundo significado espiritual”. Eles listaram a experiência como um dos cinco momentos mais importantes e significantes de suas vidas. “Nosso estudo mostra que essas experiências mudam as prioridades de vida das pessoas, que deixam de apenas buscar prazer fácil, e priorizando outros aspectos, como a família”, contou Matthew Johnson, psiquiatra e autor da pesquisa, ao NyMag.

A pesquisa, claro, tem alguns buracos: não houve um grupo de controle (outros voluntários que, durante o mesmo período, não experimentaram cogumelos alucinógenos) e o número de participantes era bem pequeno. Ainda assim, pode servir para abrir espaço para tratamentos menos tradicionais. Quem sabe.

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Por Atualizado em 09/09/2016

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Largue esse celular, desencane do WhatsApp e vá encontrar alguém pessoalmente. Mas conversar, cara a cara, não é suficiente. Se você quiser mesmo se sentir mais feliz, o negócio é tocar, abraçar, beijar seus amigos.

Parece ciência de boteco? Ideia de hippie paz e amor? Pois não é. Isso é papo da neurociência. “Tocar não é uma opção para os seres humanos. É fundamental”, escreve David Linden, neurocientista da Universidade Johns Hopkins.

A explicação dele começa com recém-nascidos. Bebês que não recebem toques carinhosos no começo da vida levam mais tempo para se desenvolver e ainda tendem a apresentar mais problemas de cognição e autocontrole ao longo da vida. Não é preciso muito para colocar um fim nessa carência: uma horinha de carinho resolve o problema.

Mas não é só no começo da vida. A necessidade de receber carinho vai te acompanhar para sempre. “Toque interpessoal é crucial para formar uma ‘cola social’. Reforça os laços entre pais e filhos, entre casais. Aumenta as emoções de gratidão, simpatia e confiança”, completa Linden.

O segredo dessa mágica está na liberação de uma substância: a ocitocina. Ela faz parte do sistema de recompensa do cérebro e, para te estimular a repetir uma ação, enche seu corpo com uma sensação de prazer e bem-estar, quando você recebe ou dá um abraço.

Não à toa, quando estudantes da Universidade da Penn State receberam a missão de trocar pelo menos 5 abraços por mês, o nível de felicidade reportado por eles aumentou.

Fácil, não é?

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Por Atualizado em

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Regra de dieta geralmente começa assim: evite o consumo de doces e bebidas alcoólicas. Isso deixa a vida tão mais chata… e a tarefa tão mais difícil. Mas agora uma nova pesquisa propõe um ritual diferente: consumo de tudo. Inclusive chocolate, acompanhado por uma boa taça de vinho.

O segredo, segundo Tim Spector, do King’s College, de Londres, é diversificar – e não cortar alimentos e contar calorias.

É que quanto mais coisas diferentes você come, maior será a flora bacteriana no seu intestino. E cada tipo de bactéria tem sua função: algumas regulam o apetite, enquanto outras acumulam gordura e auxiliam na digestão. Se você der a elas os alimentos que elas mais gostam, suas chances de perder uns quilinhos aumentam.

Parece bom, não? Ainda tem a melhor parte do estudo: bactérias adoram chocolate e vinho. Culpa dos polifenóis, antioxidantes naturais, presentes no cacau e na bebida.

Só não dá para diversificar sua alimentação em redes de fast food. De verdade. Tim Spector pediu ao filho para comer por 10 dias no McDonald’s. No fim do experimento, a diversidade das bactérias no intestino do rapaz caiu 40% – e ele, claro, ganhou uns quilinhos a mais.

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Por Atualizado em 03/08/2016

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Casais brigam, é fato. E às vezes esse desentendimento dura loooongas semanas ou meses. Até que uma hora as coisas se ajustam novamente – e o namoro volta a ser bom.

Ou não.

Tem gente que simplesmente não consegue esquecer e superar os momentos ruins a dois. Aí, ao contar a história, mostram todo o descontentamento com o parceiro. “Tivemos uma briga horrorosa. Fulano é péssimo”.

Tsc, tsc, tsc. Esses casais não têm futuro. É o que mostra a ciência.

Pesquisadores conversaram com várias mulheres que estavam casadas há anos. Elas contaram sobre o relacionamento e os problemas que enfrentaram juntos. E quando ela relembrava os momentos ruins de uma forma negativa era batata: os casais se separavam em até 3 anos.

Já as mulheres que viam as brigas como algo do passado, uma lição para os dois, continuavam casadas. Em geral, elas contavam mais ou menos assim: “bem, brigamos, foi horrível. Mas arrumamos as coisas e agora estamos melhor do que nunca”.

A partir daí, eles começaram a prever a duração do relacionamento de outros casais pelo modo como os dois contavam sobre o passado. E acertavam em 94% das vezes!

“Todo casal vai passar por momentos difíceis e se perguntar se deveriam continuar juntos. É parte de um relacionamento logo”, conta Jonah Lehrer, no livro “A book about love”. “A questão é: como eles falam sobre isso? Alguns casais veem como um sinal dos deuses de que deveriam ter se separado. Outros acham um jeito de glorificar isso, veem o momento ruim como algo que os fortaleceu”.

(Via Bakadesuyo)

Créditos: PeopleImages | iStock

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