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Beleza do jogador influencia seu desempenho no campo

Thiago Perin 25 de novembro de 2011

No quesito beleza, a gente já contou por aqui que pessoas bonitas são mais inteligentes e mais malvadas e que, apesar disso, cometem menos crimes. Também já mostrou que professores bonitos ganham mais dinheiro, que os políticos bonitos têm vantagem nas eleições, que as mulheres bonitas emburrecem os homens e que, pra elas, é mais difícil arrumar emprego. Já falamos até que gente bonita é mais querida pelas galinhas.

Parte disso segue uma lógica bem clara: a beleza realmente abre portas. Mas, de alguma forma, parece que também exerce influência sobre o desempenho.

Um grupo de pesquisadores das universidades de Bristol (Reino Unido) e Groningen (Holanda) colocou 60 mulheres — que, eles destacam, não entendiam nada do esporte — para dar notas de 1 a 10 à aparência de cerca de 90 jogadores profissionais de futebol americano. Depois, eles compararam as avaliações femininas à pontuação oficial de cada um.

E no que deu? Os jogadores que foram classificados como mais bonitos pelas voluntárias eram também os que tinham melhores resultados em campo.

Os cientistas jogam a hipótese de que como o porte atlético, assim como a beleza física, é uma característica desejável em um parceiro, a seleção natural garante que pessoas com esses traços se relacionem e se reproduzam mais, garantindo ambos os “talentos” na prole.

Que beleza, né?

Crédito da foto: flickr.com/virtualsugar

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Mulheres são menos dramáticas do que homens no futebol

Thiago Perin 22 de julho de 2011

Olha o drama, gente.

Pesquisadores da Technischen Universität München (Alemanha) analisaram 56 jogos de futebol masculinos e femininos e observaram que: (1) quando estão sendo substituídos, os homens levam quase 10 segundos a mais para sair do campo do que as mulheres; (2) depois de fazer um gol, as mulheres comemoram por mais ou menos 30 segundos, enquanto os homens ficam festejando por quase um minuto; (3) quando rolam pelo campo depois de se machucarem (ou fingirem que se machucaram), eles demoram 30 segundos a mais para se levantar do que elas.

Um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa, Malte Siegle, tenta limpar a barra dos rapazes. Segundo ele, não é só drama, exibicionismo ou necessidade de atenção. “Temos evidências de que os homens usam essas interrupções de forma tática“. Hum. Sério mesmo, Malte?

Enquanto isso, um outro estudo, esse feito lá na Wake Forest University (EUA), focou apenas nas lesões que rolam durantes os jogos, e constatou que, sim, os homens fingem se machucar mais vezes do que as mulheres. Entre elas, o ferimento pode ser considerado inquestionável (quando há sangue visível ou o jogador demora mais do que cinco minutos para se recuperar) em 14% das vezes em que caem no chão; entre eles, apenas 7% das cenas dão indícios de serem realmente sérias. O resto, ou não é grande coisa ou é só charminho para o juiz.

Às vezes eles perdem o jogo, mas bem que mereciam um Oscar, né?

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Dá para jogar futebol em Marte

Thiago Perin 30 de junho de 2011

Sim, o esporte funcionaria bem no planeta vermelho. É essa a conclusão de um estudo do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, na Inglaterra. Você pode não ter como chegar lá, mas, se um dia conseguir, já tem um passatempo garantido.

Na superfície de Marte, a atração gravitacional e a pressão do ar são menores do que as daqui, o que, segundo os cientistas, mexeria com o jogo de duas formas: primeiro, a bola iria cerca de quatro vezes mais longe quando chutada; segundo, graças à resistência do ar, seria impossível para os jogadores fazer aquelas manobras bonitas em que a bola faz curvas.

Fora esses poréns, dizem, daria para manter o jogo do jeitinho que ele é. “O futebol deve ser capaz de fazer a transição para Marte de maneira relativamente fácil”, concluem os inspirados pesquisadores. Não, eles ainda não tentaram.

Mas espera aí. E vôlei? E basquete? E peteca? Contem mais.

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Escada rolante torna você uma pessoa melhor

Thiago Perin 15 de abril de 2011

Um anjo na Terra

Quando você se cansar de aprontar por aí e quiser se redimir, já sabe o que fazer.

Pesquisadores dos EUA resolveram avaliar o quanto mudanças de altura (coisas simples, como, no caso, subir escadas) podem influenciar o nosso comportamento. Em um dos testes, colocaram caixas para a coleta de doações em um shopping center, bem em frente às escadas rolantes, de modo que as pessoas (que, isso é importante, não sabiam que estavam sendo observadas) davam de cara com elas logo após subir ou descer as escadas.

E adivinha no que deu? Os passantes que tinham acabado de subir colocaram mais dinheiro na caixinha do que o povo que desceu – que, em maioria, passou direto.

Em outros testes, participantes que estavam sentados em cadeiras mais altas foram mais prestativos e pacientes na hora de oferecer ajuda a desconhecidos. E a gente segue achando que está no controle das próprias atitudes. Confere a íntegra aqui.

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Times que comemoram muito têm mais chances de vencer

Thiago Perin 24 de setembro de 2010

Smaaack

Smaaack

Tem que abraçar, pular, jogar as mãos pro alto, dar tapinha no bumbum alheio, beijar (!) mesmo – se bobear, até soltar palavrão em alto e bom som (né, Kaká?). Depois de analisar as reações de jogadores de futebol durante os pênaltis em 151 jogos da Copa e de campeonatos europeus, pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda, descobriram que os times que comemoram mais calorosamente após fazer gols têm mais chances de ganhar.

De acordo com o estudo, fazer um gol e comemorar levantando os dois braços, em vez de um só, por exemplo, faz com que o jogador do outro time fique duas vezes mais propenso a errar o próximo chute. Os caras observaram também que os times cujos jogadores olhavam para baixo após colocar a bola na rede, sem fazer festa, tendiam a sair do campo como perdedores.

“Quanto mais entusiasmado alguém é na hora de celebrar o sucesso com os companheiros de time, maiores as chances de seu time ganhar”, diz o líder do estudo, o doutor Gert-Jan Pepping. Ele explica que o comportamento empolgado “infecta” o resto do time com uma atitude positiva. “Também importante, o outro time fica mais inseguro”, aponta – efeitos que, associados, melhoram a performance geral do time festeiro.

Pesquisas anteriores já demonstraram que essa reação, que eles chamam de “contágio emocional”, é comum também em outros esportes, como críquete e handebol – ainda que as comemorações tenham “regras” diferentes de um para outro. “Por exemplo, tapinhas no bumbum e beijos são mais aceitáveis no futebol do que no rugby”, diz o doutor Pepping.

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