Assine Especiais Superinteressante

Blogs

Morar junto antes de casar aumenta chances de divórcio

Carol Castro 27 de abril de 2012

Morar sozinho dá um prejuízo enorme. É conta de luz, aluguel, condomínio, internet, telefone. Em alguns casos, fica mais em conta alugar um apê de 3 quartos do que uma quitinete de 30 metros quadrados. Então ou você fica na casa do papai ou aguenta as dores (e as delícias) de dividir o teto (e a louça, a sujeira, a tevê…) com os amigos. Ou junta os chinelos com o namorado e vai viver tranquilo (oi?) num apê de um quarto só.

Só que essa escolha pode não ser tão boa assim. Segundo um artigo publicado no New York Times, quem mora junto antes de casar tem mais chances de ter um casamento infeliz e de encarar o divórcio depois. Isso porque, segundo um estudo citado no texto, eles se juntam sem pensar muito no assunto. Já passam um tempão juntos, revezando as noites na casa um do outro, então por que não se unirem logo? E qualquer coisa, se der errado, um deles (ou os dois) sai da casa. Simples.

E isso parece ser tendência. O artigo diz que a maioria das pessoas de 20 e poucos anos vão viver com o par romântico pelo menos uma vez. E, mais da metade dos noivos, já vão ter morado juntos.

O problema, diz o artigo, é que eles se enganam: sair dessa relação não é tão fácil assim. Além das contas, eles dividem os amigos, o cachorro, os segredos… Já pensou na trabalheira que dá largar isso tudo, fazer a separação de bens? Aí eles preferem ficar juntos, casar. Mas logo se separam. (E aquela festa de 30 mil reais? Que desperdício, hein?)

Pois é. Mas ninguém garante também que sua vida conjugal vai ser linda se você namorar por 4 anos, sem dividir um teto antes, casar na igreja e ter 3 filhos. Cada caso é um caso. Melhor, então, fazer o que der vontade, né não?

Crédito da foto: flickr.com/yourdon

Leia também:

7 dicas científicas para ter um casamento feliz

Esposas magras são segredo de casamento feliz

Casamentos arranjados são mais felizes


Álcool pode te deixar mais esperto

Carol Castro 26 de abril de 2012

Sabe aquela desinibição que só uns copos de cerveja conseguem te dar? Ela também serve para apagar um pouco sua mania de “pensar muito” e liberar seu lado criativo.

Uma pesquisa da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, convidou 40 homens, entre 21 e 30 anos, para provarem esta hipótese. Metade deles fez jejum por 4 horas e ficou sem ingerir álcool ou usar qualquer tipo de drogas nas 24 horas anteriores ao teste. Ao chegarem para o desafio, esses 20 homens comeram um biscoito (o tamanho variava de acordo com o peso do participante) e tomaram drinks de vodka com suco de cranberry. Tomaram, no total, o equivalente a 1 litro de cerveja.

Os outros 20 participantes ficaram só com a parte chata: responderam aos exercícios, mas não beberam uma gota de álcool. Nem biscoitinho eles ganharam.

E ainda perderam nos testes de criatividade. Em uma das tarefas, cada pessoa recebeu três palavras (tipo colher, moeda, brinco). O desafio era acrescentar uma quarta que fizesse sentido no contexto (prata, por exemplo). Aí os bêbados levaram a melhor. Eles acertaram 40% a mais nestes testes e responderam mais rápidos: precisaram de 12 segundos, enquanto os sóbrios gastaram, em média, 15,5 segundos.

Isso porque o álcool diminui as atividades da memória ativa – é aquele conhecimento de fácil acesso no seu cérebro; é ela quem te faz entender essa sentença do início ao fim – e deixa mais vivo seu lado criativo. Com a memória ativa em baixa, a pessoa se distrai mais e se deixa levar por alguns “sinais” intuitivos, que seriam ignorados numa situação normal. Só não vale pedir para o pessoal alcoolizado fazer conta ou lembrar de coisas mais complicadas.

“A intoxicação moderada pode ser um caminho para deixar o estado de atenção mais favorável ao processo de criação”, diz o estudo.

Dá para até para abrir uma cervejinha para comemorar, não?

Crédito da foto: flickr.com/cmbellman

Leia também:

Quem gosta de cerveja é mais propenso a topar sexo no primeiro encontro

Cerveja faz bem para os ossos

Comerciais de cerveja deixam mulheres menos inteligentes


Homens paqueram no trabalho por puro tédio

Carol Castro 25 de abril de 2012

É o que diz a pesquisa do psicólogo Adrian Banks, da Universidade de Surrey, na Inglaterra. Ele pediu a 201 pessoas, entre homens e mulheres de 21 a 68 anos, que completassem um questionário sobre paquera no trabalho, satisfação profissional, desempenho no cargo atual e personalidade.

E aí ele descobriu que os homens insatisfeitos profissionalmente eram os mais galanteadores durante o expediente.

Outro questionário mostrou ainda que estes mesmos homens apresentam baixo nível de inteligência emocional. Ou seja, raramente conseguem entender os sentimentos de outras pessoas ou mesmo controlar os próprios sentimentos. E, por não conseguirem medir os excessos, não percebem quando a paquera começa a passar dos limites.

E esse “amor” todo, acredita o pesquisador, pode ser apenas tédio por conta da insatisfação com o trabalho. Vai que eles descolam um romance ou pelo menos uma paquera de leve para tornar o dia a dia no escritório mais feliz.

(Nota mental: nunca cair no papo dos colegas de trabalho insatisfeitos)

(Nota mental 2: onde se ganha o pão não se come a carne)

Crédito da foto: flickr.com/zsoolt

Leia também:

10 dicas científicas para fazer alguém se apaixonar por você

Música romântica deixa mulheres mais “facinhas”

Ter o coração partido pode matar


Ser você mesmo no trabalho atrapalha sua carreira

Carol Castro 23 de abril de 2012

E quando chega a festa da firma, hein? Como faz?

Pesquisadores da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, e Greenwich, em Londres, entrevistaram 533 pessoas para medir a autenticidade no ambiente de trabalho (veja apresentação da pesquisa). A maioria dos entrevistados revelou que não mostra aos colegas quem eles realmente são. Ou seja, nem sempre expressam opiniões e sentimentos verdadeiros e, às vezes, falam coisas apenas para impressionar ou agradar.

Mas quando estão ao lado dos parceiros (marido, namorada), amigos e parentes a autenticidade aumenta. E isso os torna mais felizes. Segundo a pesquisa, a sinceridade com o parceiro aumenta a satisfação com a vida e o sentimento de bem estar. Essa tendência não se aplica ao ambiente de trabalho. Ser você mesmo no serviço te deixa menos satisfeito com a vida. E gente feliz geralmente rende mais, não?

“Você ouve dos gurus de autoajuda que o segredo da felicidade é ser você mesmo ou expressar seus sentimentos verdadeiros, mas isso não parece funcionar no ambiente de trabalho – pelo menos não nessa amostra que estudamos”, explicou Oliver Robinson, da Universidade de Greenwich, durante o encontro anual da Sociedade Britânica de Psicologia (as aspas saíram dessa matéria aqui). Pelo visto, esse é mais um dos conselhos errados que as pessoas dão.

Mas até quando você acha que dá para manter as aparências e fugir dos conflitos de opiniões no escritório?

Crédito da foto: flickr.com/maryanne67

Leia também:

Ficar entediado no trabalho pode matar

Ouvir música no trabalho prejudica mesmo a produtividade

Quais são as 10 profissões mais felizes e infelizes do mundo?


Fumar maconha não prejudica o pulmão, afirmam cientistas

Carol Castro 20 de abril de 2012

Queridos fãs do fumo proibido, o estudo é de janeiro, mas, em pleno dia da maconha (entenda melhor aqui), vale dar uma notícia que ainda não havíamos contado: fumar maconha não prejudica o pulmão.

É o que diz um longo estudo realizado nos Estados Unidos. Os pesquisadores acompanharam por 20 anos mais de 5 mil pessoas e aplicaram testes regulares para medir a obstrução pulmonar. A tarefa era simples: respire fundo e depois expire o ar com força. Aí os pesquisadores analisavam quanto ar cada pessoa conseguia soltar no primeiro segundo. A maioria tinha 25 anos quando a pesquisa começou e mais da metade fumava cigarros, maconha ou ambos.

Fumantes de nicotina apresentaram os piores resultados, como era de se esperar… Mas a surpresa apareceu com quem fumava maconha “moderadamente” (pelo menos um baseado por dia durante 7 anos): eles apresentaram uma melhora mínima nas funções pulmonares quando comparados aos não fumantes. Essa melhora é quase insignificante, dá até para ser ignorada.

Mas nem tudo é festa. Segundo o estudo, quando o caso de amor entre maconha e usuário durava mais de 10 anos (ainda considerando um baseado por dia ou 365 ao ano), o pulmão já dava sinais de fraqueza. Isso sem contar os efeitos (ou mitos?) ainda desconhecidos da erva – como perda da memória.

Crédito da foto: flickr.com/eggrole

Leia também:

Tomar ecstasy pode ajudar a superar traumas

Ratos machos gostam de doces; fêmeas preferem cocaína

Pé na bunda pode ser tão ruim quanto abstinência de cocaína