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Pé na bunda pode ser tão ruim quanto abstinência de cocaína

Thiago Perin 7 de julho de 2010

Amor em pó (ou em pills)

Amor em pó (ou em pills)

Sabe aquele amigo que passou meses e meses chorando no seu ombro porque levou um pé na bunda? (Ou lembra de quando quem fez isso em ombro alheio foi você? Então.) Um estudo da Universidade de Rutgers apareceu para explicar por que é tão difícil para algumas pessoas superar o fim de um relacionamento. Em testes com homens e mulheres que estavam “curtindo” uma fossa (foram rejeitados, mas continuavam apaixonados), olhar para fotos dos ex ativou regiões do cérebro associadas ao controle das emoções, ao apego (até aí, tudo bem), à abstinência e até à dor física (!). Segundo os pesquisadores, existem grandes semelhanças entre o que sentem pessoas que levaram um fora do amado e viciados em cocaína em processo de desintoxicação. “O amor romântico é um vício”, disse a antropologista Helen E. Fisher, líder da pesquisa. “É um vício maravilhoso quando as coisas estão indo bem, mas um vício tenebroso quando tudo dá errado”. Isso explica porque certas pessoas são capazes de atitudes extremas (como perseguir e até ferir o ex-parceiro) após levarem o temido pé na bunda. Mas também há uma notícia boa nessa coisa toda: o estudo confirmou que o tempo cura mesmo as feridas – quanto maior o período desde o término do relacionamento, menor é a atividade registrada nesses cantinhos perigosos do cérebro. (Íntegra aqui.)

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Comentários

Camila disse:

Hahaha É, estou/estava passando por isso. É incrível como ficamos irracionais. Cheguei ao ponto de começar a me arranhar (com unhas mesmo, nada profundo, mas, para mim, que mesmo nos piores momentos sempre me mantive consciente, a auto-mutilação – mesmo que branda – é algo chocante)

Paula, se houve ameaças, procure a polícia. A dor é grande, mas nada justifica isso.

Paula disse:

O que vou dizer aqui é sério.
Sai da casa que morava com o pai do meu filho a força.
Hj, depois de 4 anos ele ainda dá sinais de que ainda não aceitou a sepraração.
Persegções e ameaças viraram rotina…
Qual o limite máximo de tempo pra esse comportamento?
Se estivéssemos falando da cocaína, quanto tempo a pessoa precisaria ficar sem usar para parar de sentir abstinencia?
Obrigada e parabéns pela matéria!

Náira disse:

Que triste, mas doi bastante essa abstinencia, estou passando por isso e nao vejo a hora de superar, mas parece q nunca passa…Espero q a ciencia encontre uma outra forma de nos livrar desse “mal” rsrsrs.

Reinaldo Barreto disse:

Então quando verificar que a sitauação tá ficando sem solução. Mande o pé na bunda do parceiro(a), que aí tenho certeza: Quem vai se sentindo rejeitado é o outro(a).

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