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Game para aprender sobre partículas subatômicas (!)

11 de maio de 2010

Como para a maioria das pessoas que não têm o QI de Sheldon Cooper, da série The Big Bang Theory, aprender física não é uma coisa lá muito atrativa e emocionante, um grupo de pesquisa da UNESP lançou hoje um game que dá uma bela ajuda. Chamado Sprace Game (Sprace é também o nome do grupo, que vem da sigla em inglês para Centro Regional de Análise de São Paulo), a ideia é promover a atualização do ensino da física nas escolas. Lembra do modelo que considera os prótons e nêutrons como as partículas mínimas da matéria? Então. Está ultrapassado e a coisa é bem mais complexa, porque depois da descoberta do núcleo em 1911 foi comprovada a existência de muitas outras partículas subatômicas, como quarks, mésons, fótons, neutrinos, léptons, taus e bárions.

Mas nada de pânico e vamos ao jogo: ali, você pilota uma nave miniaturizada que permite olhar e capturar partículas subatômicas, formando depois átomos. Nesse processo, vai aprendendo sobre a massa e a energia das partículas. O game é para fins didáticos, mas é tão viciante que é uma coisa divertida para jogar em casa, tornando possível entender de uma forma bem menos assustadora o que raios são léptons e quarks.

A turma do Sprace já é conhecida pelo trabalho com o processamento de dados do LHC (o maior acelerador de partículas do mundo), o que tornou possível obter um conhecimento aprofundado sobre a física das partículas subatômicas. O game está disponível aqui. Num tempo em que está cada vez mais difícil ficar 50 minutos sentados em uma cadeira escutando o professor falar, é muito bom que haja alternativas para o ensino de coisas como essas, não?


Cerveja atrai mosquito da malária

6 de maio de 2010

Uma pesquisa descobriu que os mosquitos que transmitem malária são atraídos a quem acabou de beber cerveja. Os pesquisadores expuseram mosquitos Anopheles (o principal vetor da malária) a odores do corpo de pessoas antes e depois de elas terem consumido cerveja ou água.

Quem bebeu água não provocou nenhuma alteração no comportamento dos insetos, mas as pessoas que beberam cerveja fizeram sucesso, aumentando aquilo que os pesquisadores chamaram de ativação (proporção de mosquitos em exercício de decolagem e vôo) e orientação (proporção dos insetos voando em direção aos odores das pessoas).

O estudo avaliou 43 voluntários, todos homens com 20 a 43 anos de idade da Burkina Faso, na África: 25 foram designados para beber cerveja e 18 para tomar água. “Os resultados sugerem que o consumo de cerveja é um fator de risco para contrair malária e precisa ser integrado às políticas de saúde pública que visam combater a doença”, afirmam os pesquisadores no estudo. “Um controle bem-sucedido da doença depende do entendimento das interações entre o mosquito transmissor e os humanos”.

Antes acreditava-se que todas as pessoas tinham chances iguais de ser picadas pelo Anopheles e contrair malária. O estudo trouxe evidências fortes de que algumas pessoas exercem uma atração maior sobre os mosquitos. Agora os pesquisadores querem descobrir essa atração depende do álcool em geral, funcionando, portanto, com outras bebidas alcoólicas, ou se está relacionado com algum componente da cerveja. Quem se candidataria a servir de cobaia pra esse tipo de experimento, hein?


Bizz especial Lady Gaga: A Diva do Século 21

30 de abril de 2010

Ela chegou às rádios há apenas dois anos e nada menos do que 12 mil publicações internacionais lhe deram atenção no ano passado. Lady Gaga já é considerada a diva do século 21 e o especial da revista Bizz explica o porquê. A edição, com mais de 50 fotos da cantora, mostra a infância e adolescência em Nova York, os seus primeiros passos como cantora, os recordes acumulados e, é claro, os figurinos que fizeram dela um ícone da moda de vanguarda e uma poderosa marca.

Stefani Germanotta virou Lady Gaga por causa de um erro do corretor automático de texto do celular do então namorado, que lhe mandou uma mensagem certo dia fazendo referência à música Radio Gaga, do Queen. Ele achava que Stefani lembrava muito a personalidade artística de Freddie Mercury – exagerada, confiante, sexualizada. O nome pegou. Essa e várias outras histórias estão na matéria de oito páginas sobre sua vida antes da fama.

E a própria Gaga terá voz em dez páginas de entrevista inédita no Brasil, em que afirma não ser entendida nos EUA e rebate as críticas de que seu sucesso veio rápido demais.

A revista custa R$14,95 e já está nas bancas. Também pode ser comprada aqui.


Ah, os velhos tempos da internet…

30 de abril de 2010

Lembra dos primórdios da internet, em que pipocavam aquelas páginas do GeoCities cheias de gifs animados, aquela musiquinha delícia sem botão de desligar e a nossa querida fonte Comic Sans? Era uma explosão de cores e brilho piscando na sua tela, coisa mais linda. Se você quer relembrar esses tempos, ou se em meados dos anos 90 ainda nem sabia o que eram as internets, o Geocities-izer vai te dar uma ideia. É só colocar a url do site que você quer ver e curtir (ou não) a nostalgia.

Ó a página da Super que lindeza que ficou (se você clicar na imagem vai poder navegar por ela. O visual pode mudar cada vez que você clica):


A gente aproveitou e brincou com outras páginas da Abril. Algumas ficaram irreconhecíveis:


Não tem quem diga que esse site com o fundo de chips  aí de cima é o Guia do Estudante,   né não?



Mundo Estranho, toda desmontada



Veja toda no azul-amarelo-e-vermelho e com cara de site infantil


O GeoCities era um serviço de hospedagem de sites que os agrupava por temas – como esportes, músicas – e era o que mais se aproximava do que conhecemos como redes sociais. O serviço foi lançado em 1994, mas com o boom da web 2.0 e a chegada de ferramentas como os blogs, tornou-se obsoleto e foi extinto no dia 26 de outubro de 2009.


Discurso de religiosos com supostos poderes divinos pode “desligar” o cérebro

29 de abril de 2010

O que faz com que alguns líderes religiosos tenham tanta influência sobre os fiéis? Um estudo recente da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, encontrou a explicação em um mecanismo cerebral. Os pesquisadores descobriram que duas áreas do cérebro (relacionadas à crítica e cautela) ficam menos ativas quando ouvimos o discurso de religiosos com supostos poderes divinos de cura – e isso vale tanto para os fiéis como para os céticos.

Os pesquisadores avaliaram a atividade cerebral de 20 pessoas religiosas que acreditavam em curas divinas e 20 pessoas não-religiosas. Através de ressonância magnética, a pesquisa estudou esse comportamento enquanto os voluntários ouviram orações gravadas anteriormente. Foi dito a eles que seis das orações foram lidas por não-cristãos, seis por cristãos que supostamente tinham o poder da cura divina e outras seis por cristãos “comuns”. Na verdade, todas elas haviam sido gravadas por cristãos “comuns”.

Nos voluntários crentes, o estudo observou que a atividade cerebral do córtex pré-frontal e cingulado anterior (áreas responsáveis pela vigilância e ceticismo ao julgar aquilo que ouvimos) foi desativada enquanto eles ouviam as orações de quem tinha supostos dons divinos de cura. A atividade foi diminuída em menor medida quando quem falava era um cristão “normal” . O estudo constatou ainda que as orações de religiosos também afetava os descrentes: os voluntários não-religiosos também apresentaram uma mudança na percepção, mas em menor escala.

Para os pesquisadores, essa força ou dom conferido por graça divina que esses religiosos possuem apontam que a influência de uma pessoa sobre a outra está relacionada a noções preconcebidas de autoridade e confiabilidade. E mais: esse mecanismo pode estar presente em outras interações interpessoais, como quando ouvimos a fala de médicos, pais e líderes políticos.


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