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#SuperAgenda da semana (de 12 a 17 de junho)

11 de junho de 2010


Está em dúvida sobre quais são os programas mais bacanas que irão rolar entre os dias 12 e 17 de junho de 2010? Reunimos as dicas dos seguidores da @revistasuper no Twitter. São filmes,  exposições, show e outros eventos interessantes para o fim de semana. De quedra, sugerimos algumas outras coisas legais para se fazer, na modesta opinião do site da SUPER.

Sua dica não saiu por aqui? Não deixe de participar na próxima quinta.





DICA DA SUPER: Artista inglês mapeia emoções em obras
Quem está em São Paulo pode curtir a partir de terça a exposição do artista Simon Evans. O inglês apresenta seus trabalhos feitos em papel na galeria Fortes Vilaça. Em suas obras, o artista mostra a natureza humana a partir de organogramas e mapas.
Onde: Galeria Fortes Vilaça (r. Fradique Coutinho, 1500, Pinheiros, São Paulo, SP, tel 0.xx.11.3032-7066)
Quando:  terça a sábado, de 10h às 19h (até 17/07)

Obrigado @zitita, @simonecastro81, @alciferreira, @AvalonStore, @biolo_gi, @fabio_espiga, @monique_arq, @jujupinto, @s2Tuka e @CarlosFreak pelas dicas.

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E mais: o @cgribeiro deu uma sugestão que dura até o final da Copa. Alguém compartilha da ideia dele?

E o @aanoseguros não disse a data da sua sugestão. Quem topa ir ao aeroporto acompanhá-lo a receber os pais?


A melhor agenda colaborativa do Brasil

10 de junho de 2010

Qual é a boa da próxima semana? Que evento você indica?
Mande tweets com sua sugestão para @revistasuper com a tag #superagenda

A gente já pediu a opinião dos internautas sobre o que mudou na vida deles com o apagão que ocorreu no final de 2009,  perguntamos sobre programas bacanas para quem não queria curtir o Carnaval deste ano e até seguimos o Oscar juntos. Agora, decidimos unir forças com você e criar o Guia mais bacana de eventos do país.

E é você, internauta, quem sugere lugares para a gente indicar na nossa #SuperAgenda! Toda quinta iremos pedir a sua colaboração no twitter. Fique ligado e avise os amigos! Vale de tudo, portanto indique exposições, shows, conferências e filmes que irão estrear para a gente. Para participar é fácil: mande tweets com a sua sugestão para a próxima semana para @revistasuper com a tag #superagenda. Na sexta, iremos divulgar a melhor agenda colaborativa de eventos do Brasil.


Chegou o Curso Preparatório Enem 2010!

1 de junho de 2010

Vai fazer o Enem em novembro e está meio preocupado porque agora o esquema da prova é outro e você não sabe exatamente o que estudar? Pois a Abril Coleções e o Guia do Estudante, junto com um time de professores das melhores escolas brasileiras, lançou um curso preparatório para lhe ajudar.

O programa do curso é composto pelas apostilas (são 20 no total) e pelo site. Além do conteúdo explicativo que apresenta a matéria de uma forma prática, mostrando como se relaciona com seu dia a dia, as apostilas trazem exercícios resolvidos e comentados para melhorar sua capacidade de interpretar textos, gráficos e imagens. No site, você pode montar seu grupo de estudo, organizar sua agenda, fazer testes profissionais, ficar por dentro das últimas notícias relacionadas às provas e consultar professores para tirar dúvidas.

A primeira apostila, de Biologia, já está nas bancas e custa R$7,90. Nela você vai encontrar tudo o que precisa nessa matéria – de citologia a taxonomia e zoologia, sempre com ilustrações, gráficos e resumos para aprender de um jeito mais bacana. Você também pode comprar por aqui.

Para saber mais:

- Enem será realizado em 6 e 7 de novembro

-   Resolva o Simuladão Enem Guia do Estudante online


O fim de Lost por Alexandre Matias*

31 de maio de 2010

Foi certo Lost terminar como uma grande novela das oito. Afinal, a série foi isso durante estes seis anos, é por isso que ela conseguiu o alcance que teve. Se não tivesse o elemento Janeth Clair (mais do que Manoel Carlos ou Gloria Perez, como alguns citaram, meros amadores na arte cada vez mais, er, perdida de escrever uma telenovela), Lost seria uma série que falaria com um público específico, uma tribo. Seria cult, alternativo, cool, nerd – seria uma realidade paralela.

Como toda a obra de J.J. Abrams, Lost pegou uma fração específica de um nicho e deu-lhe uma noção épica, monumental. “Dar tratamento A à cultura B”, como ele mesmo diz, com freqüência. E quando pensamos que Lost é uma mistura de Além da Imaginação com um reality show numa ilha deserta, tendemos a nos animar com o lado do seriado de Rod Serling, esquecendo que é a novelinha e os personagens que tornam a série tão importante.

Essa história foi encerrada em The End, seu último episódio, que junto também trouxe uma pontada de frustração por não responder as tais inúmeras perguntas abertas pelo seriado semanalmente. Mas como Across the Sea, o antepenúltimo episódio, que já havia causado cisão entre os fãs, The End não estava preocupado com as respostas. E, como em quase toda duração da série, ambos episódios não esclareceram nada, funcionaram apenas como uma amostra do poder narrativo de Lost, enfileirando questionamentos vagos à medida em que traduzia os sentimentos dos protagonistas – que poderiam ser resumidos no título da série, a sensação de estar perdido, e não apenas geograficamente.

Este sentimento não era exclusivo dos personagens – era também nosso. Passamos seis anos perdidos numa ilha maluca que muito de vez em quando dava alguma amostra de racionalismo. Seis anos perseguindo números, constantes, equações, cronologias, efeitos especiais, coincidências e linhas do tempo que nos fizeram crer que a ilha fosse o paraíso perdido, uma nave espacial, o oco do planeta, uma dimensão alternativa, um estado de espírito, uma anomalia eletromagnética, um lugar místico. Ilha que já colheu gente de todas as épocas e lugares – de adoradores das divindades do Egito antigo a cientistas e militares norte-americanos – e que por seis anos (três, na contagem cronológica da série, entre 2004 e 2007) foi palco para o drama dos passageiros do vôo 815 da Oceanic Airlines. E para o nosso drama também, como telespectador.

Eis o trunfo de Lost: nos colocar como participante da viagem. O tempo todo sabíamos que o que acontecia na ilha era ficção, não havia como confundir ator com personagem e havia um próprio subtexto na produção da série – o blog de Hurley, a transformação de Damon e Carlton em ícones pop, as entrevistas de Michael Emerson – que fazia questão de nos lembrar que estávamos apenas acompanhando uma novela e que o ator que fazia o vilão não era, de verdade, um vilão. Por mais ridícula que esta afirmação possa parecer, lembre-se que estamos na era dos reality shows e torcidas são organizadas em torno do caráter – ou a falta de – de qualquer participante deste tipo de programa, esteja cantando, dançando, cozinhando ou simplesmente discutindo o nada com outros tipos sem graça.

Lost esfregava ficção em nossa cara ao mesmo tempo que nos deixava tão atônitos quanto o estado de seus personagens. E enquanto os personagens só começaram a experimentar as viagens no tempo a partir da quinta temporada, nós estamos sendo submetidos, desde a primeira, a flashbacks e flashforwards na vida de cada personagem, que nos deixaram tão desorientados a ponto de sermos lindamente driblados no final da terceira temporada.

The End nos ajudou a nos reencontramos com a essência de cada personagem – explicando, assim, a função dos flashsideways. Mais do que o “purgatório” visto com esgar pela parte dos fãs do seriado que se sentiram traídos, a realidade paralela criada nesta temporada serviu para que voltássemos a nos encontrar com os personagens da primeira temporada, aqueles que foram importantes no período em que Jack esteve na ilha (que, não custa lembrar, existiu, existe e continua existindo – a ilha em si não é um purgatório, como interpretações ainda mais apressadas tentaram provar). Os personagens que deram origem à história que assistimos.

Aos que reclamaram do final, exigindo respostas, não custa lembrar que a ficção científica também aborda a questão do pós-vida e que a metáfora de uma realidade exatemente idêntica à que vivemos é tema recorrente até neste meio. É uma ficção científica, no entanto, espiritualizada e epitomizada em um autor que, de tão específico, não pertence a nenhuma escola: Philip K. Dick. PKD usava ficção científica para discorrer sobre filosofia e, mais tarde em sua bibliografia, espiritualidade. Viciado em drogas para manter-se acordado e escrevendo, K. Dick teve a própria sanidade posta em xeque quando, no meio dos anos 70, viveu um delírio em que acreditava viver duas épocas ao mesmo tempo (história que o R. Crumb conta com maiores detalhes na tradução que fiz para A Experiência Religiosa de Philip K. Dick). Profundamente abalado por estas visões, K. Dick passou a buscar o sentido da vida em livros quase cifrados – como Ubik e Valis -, em que discorre sobre o que acontece depois da morte indo para além das metáforas religiosas, mas sem se distanciar das referências terrenas. Daí a igreja com seu vitral ecumênico na última cena.

Mas Lost não terminou de maneira espiritualizada e mística, pura e simplesmente. Retire todos os flashsideways e a rendenção final de Jack Shephard e eis a história dos passageiros do Oceanic 815 na ilha, contada desde sua queda até a fuga. Do confronto final entre Jack e Locke (na mesma chuva negra do último duelo entre Neo e Smith em Matrix Revolutions, a série se autoironizou até os últimos minutos) ao sacrifício feito por Jack (Donnie Darko feelings) para restaurar a luz do coração da ilha (puro Disney) até o último fechar de olhos na última cena, toda a história do Jacob e de seus candidatos foi contada. Alguns morreram, outros fugiram, mais outros ficaram. Sem o flashsideways, no entanto, não teríamos a citação de Ben e Hurley à série O Prisioneiro, ao se referirem como “número 1″ e “número 2″ e saudarem-se com um parente do “be seeing you” – e fico imaginando a reação de quem não gostou do fim de Lost com o fim do Prisioneiro (não o remake americano, tou falando do original inglês)…

(Lost ainda termina com a troca de cargo, deixando o pacato Hurley para tomar conta da ilha que equilibra a bondade do mundo. Há um subtexto maior aí, de que o mundo em que vivemos era regido por um personagem em plena vingança contra seu irmão – e que agora está nas mãos de um gordo gente boa.)

Assim, Lost não foi só uma história que ouvimos, mas que vivemos. Uma experiência coletiva que gerações seguintes apenas poderão imaginar – e comemorar quando, décadas no futuro, alguém explicar os números ou a segunda canoa ou quem é aquele povo dizimado pela mãe dos gêmeos ou contar a história dos DeGroot, entrando assim, para um cânone que começou quando ele nem havia nascido. Quando resumirem Lost em uma frase no futuro (”todos morrem no final” – mas esse não é o spoiler da vida?), a ironia por vir não dará conta das teorias imaginadas e da busca por referências, numa capa de livro, num recado por escrito, num gesto, que vivemos nos últimos seis anos. Lost foi como se pudessem medir a audiência de um seriado que era ao mesmo tinha a densidade dramática de um seriado novelesco (pense em A Sete Palmos) e tensão paranóica e pseudocientífica de uma série geeek (por exemplo, o novo Battlestar Galactica) segundo a segundo, mesmo após a exibição dos episódios. Mesmo após a exibição do último episódio.

Foi bom enquanto durou. Agora, como nos avisaram, é hora de deixar ir – e seguir em frente.

Vambora.

*Alexandre Matias é editor do caderno “Link”, do Estadão. Desde 1995, edita o blog/site Trabalho Sujo, referência em cultura pop.


Lost no purgatório: editor da Superinteressante comenta final

26 de maio de 2010

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO VIU O EPISÓDIO FINAL DA SÉRIE, SAIBA QUE O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS!

Por Alexandre Versignassi

Foi passar meia-dúzia de episódios da primeira temporada para todo mundo ter certeza de que a ilha era o purgatório (o lugar onde você tem que fazer estágio antes de ser aceito no céu). Tinha sentido: os primeiros flashbacks mostravam os pecados e as frustrações de cada personagem. E a ilha era o lugar das redenções. Purgatório.

Seria um bom final para uma minisérie com uma dúzia de capítulos. E era para ser isso mesmo: os produtores tinham certeza de que Lost não passaria da primeira temporada, disseram isso várias vezes.

Mas aí veio o problema: o povo gostou demais da série. E os produtores ganharam um contrato para continuar por anos no ar (num primeiro momento, a ABC queria que Lost fosse eterno, enquanto durasse a audiência). Mas e agora? Como enrolar anos pra terminar com um final que todo mundo já tinha adivinhado?

Desmentir esse final, ué! Foram várias entrevistas dizendo que, não, eles não estão mortos. Que tudo ali era real e blá blá blá. Segundo passo: bolar histórias que se fechem em si mesmas, na medida do possível, enquanto o final original, o do purgatório, esperava na geladeira. E aí tome estações da Dharma, vila dos outros, tribo dos hostis, estátua, templo, Jacob, Samuel… Ah, pegadinha: esse era o nome do Homem de Preto nos scripts. Só não usaram na história para fazer charme, para inventar “mistério” onde não havia nada.

Aí veio o último capítulo e descobrimos que realmente não havia nada. A cabeça dos criadores estava vazia. Todos os mistérios importantes eram falsos. Tinham sido concebidos sem conclusão. Claro. Se a ideia original era a de que a própria ilha fosse o purgatório, quando ela deixa de ser, por decreto dos produtores, ela própria deixa de fazer sentido. Por isso a série acabou sem falar nada sobre a natureza mitológica da ilha. Transformaram ela num mundo “Caverna do Dragão”. Uma terra sobrenatural sem um propósito convincente.

E aí… chegou a hora de o programa terminar. Mickey Mouse tinha que partir. E o que fizeram? Em vez de bolar alguma coisa que amarrasse o mínimo que fosse as (ótimas) histórias que tinham criado para ganhar tempo, os produtores pularam fora do próprio barco. Resolveram manter aquele que seria o final original. Mas com outro purgatório, a realidade alternativa, já que a ilha tinha ganho o status de “lugar real”.

Fizeram provavelmente o mesmíssimo final que tinham na cabeça lá atrás. Christian Shephard é a maior evidência disso. Vemos o caixão dele vazio logo no comecinho da série. E o próprio Christian surge para Jack no mato – mas ainda sem falar nada.

Ele só falaria no final da primeira e única temporada imaginada originalmente para Lost. A cena: Jack encontraria Christian na praia (ou em uma eventual igrejinha que tivessem contruído na ilha). E…

- Pai, o que vc está fazendo aqui se está morto?

- O que VOCÊ está fazendo aqui, Jack?

- Então eu morri! Todo mundo aqui morreu…

Fim.

E seria bom. O problema foi colocar esse final agora, improvisado, como se nada tivesse acontecido entre a primeira e a última temporada.

É disso que boa parte dos fãs reclamou. Só que, na real, não aconteceu nada mesmo entre a primeira e a última. Histórias inconclusivas não são histórias. São passatempos. As viagens no tempo, os templos, a coisa de apertar o botão a cada 108 minutos para salvar o mundo… Foram brincadeiras bem legais. Mas soltas, sem nenhuma relevância para a história que tinham para contar.

Vender essas brincadeiras como elementos que formariam uma saga foi estelionato. Para piorar, a própria Lostpedia estava cheia de idéias de fãs que dariam conta de resolver tudo. De fundir aquela miríade de histórias sem pé nem cabeça numa narrativa coerente. A criatividade coletiva dos fãs tinha ultrapassado com folga a dos produtores. Mas eles preferiram fechar os olhos. Para um pecado desses, não tem purgatório.

E você, o que você achou do capítulo final da série? Comente aqui.


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