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Maior inseto do mundo e lesma que dispara “dardos do amor” são descobertos

26 de abril de 2010

Reprodução

Na floresta de Bornéu, uma ilha na Ásia, há bichos curiosos. Foram descobertas ali 123 novas espécies só nos últimos três anos, incluindo o maior inseto do mundo: um bicho-pau com quase 60 cm de comprimento. Apesar do tamanhão, o Phobaeticus chani geralmente passa despercebido por aí, graças à sua capacidade imensa de se camuflar e permanecer totalmente imóvel quando ameaçado, o que lhe faz realmente parecer um graveto. O bicho encontrado foi doado ao Museu de História Natural, em Londres.

A floresta, conhecida como “Coração de Bornéu”, é uma área de conservação de 220 mil quilômetros quadrados (quase o tamanho do Reino Unido!) criada em 2007 pelos governos da Indonésia, Malásia e o sultanato de Brunei. Todos eles se comprometeram a preservar essa área, onde vivem várias espécies de animais que não são encontrados em nenhuma outra parte do mundo.

Dentre as novas espécies descobertas estão ainda um sapo voador que pode planar por mais de 13 metros graças a estruturas sob seus braços e pernas e uma lesma que dispara “dardos do amor” para injetar hormônios em seu companheiro que aumentam sua capacidade de reprodução.


Ferramenta identifica doenças pela voz

22 de abril de 2010


E se fosse possível ao médico detectar doenças só por ouvir você dizer “aaaaa”? É o que esperam os pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, que desenvolveram uma ferramenta que deve ser capaz identificar doenças pela voz no futuro.

Os pesquisadores criaram um sistema de processamento digital de sinais capaz de identificar doenças relacionadas à produção da fala, como nódulos, pólipos e o edema de Reinke, uma espécie de inflamação das pregas vocais que provoca o seu inchaço.

Essas doenças são relativamente comuns, em especial para quem usa a voz como instrumento de trabalho. “Para produzir um som, as pregas vocais de um homem colidem em media 150 vezes por segundo, ou aproximadamente meio milhão de vezes em uma hora de atividade vocal. Nenhuma outra parte do corpo sofre diariamente esse tipo de forças de colisão, tensão e pressão do ar”, diz Paulo Rogério Scalassara, do Departamento de Engenharia Elétrica.

A identificação das doenças funciona porque a voz contém todas as características do sistema que a produz, indicando alterações, por exemplo, das funções do trato vocal, laringe e trato nasal.

Para a pesquisa, Scalassara usou um banco de vozes digitalizadas e submeteu os arquivos a análises com softwares criados pelo seu laboratório. Um dos aspectos testados é o da entropia, que tem a ver com o grau de regularidade da voz. Os softwares selecionam trechos e fazem previsões de como ele se comportará em seguida, para depois ver se a previsão foi correta. Vozes de pessoas saudáveis são mais “previsíveis”, tendo menor entropia. Doenças que comprometem o aparelho fonador geram vozes mais irregulares e, portanto, com maior entropia.

Umas das vantagens dessa pesquisa é o fato de ela fornecer uma ferramenta auxiliar para uma triagem rápida e econômica, substituindo exames invasivos,  como a laringoscopia (em que um aparelho é introduzido pela boca, goela abaixo), para detectar problemas.


Pais passam mais tempo com os filhos

20 de abril de 2010


Por Ana Carolina Prado

Apesar de as pessoas parecem estar trabalhando bem mais e de os pais viverem achando que não passam tempo bastante com os filhos, uma pesquisa feita por dois economistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, revelou que eles estão se saindo melhor do que pensavam e passam mais tempo com os rebentos do que as gerações anteriores faziam.

O estudo pegou dados de como os americanos afirmavam usar seu tempo entre 1965 e 2007. Antes de 1995, as mães passavam em média 12 horas por semana cuidando dos filhos, enquanto em 2007 esse número quase dobrou para as mães com formação universitária, passando para 21,2 horas por semana. Mulheres sem ensino superior passam menos tempo com eles, somando 15,9 horas. Os pais formados, que antes ficavam com os filhos por 4,5 horas semanais, agora passam 9,6 horas. Os demais gastam 6,8 horas com a cria, contra 3,7 horas anteriormente.

Uma razão possível para isso é a maior divisão das tarefas domésticas para que a família possa passar mais tempo junto. Além disso, as pessoas estão escolhendo parceiros que tenham mais interesses em comum, o que lhes permite fazer mais atividades juntos – que inclui passeios com os rebentos. O tempo que a família passa junto pode ter aumentado, mas será que a qualidade desse tempo também melhorou?


Pulsos magnéticos podem alterar sua forma de fazer julgamentos morais

15 de abril de 2010

Por Ana Carolina Prado

E se fosse possível modificar a forma como você julga o que é certo e o que é errado? Mais: e se isso pudesse ser feito por meio de estimulações magnéticas? Pode parecer coisa de teorias conspiratórias envolvendo o controle da mente, mas pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Harvard descobriram que interromper uma área específica do cérebro com pulsos magnéticos altera os julgamentos morais que as pessoas fazem.  Os pulsos bloquearam temporariamente a atividade das células na região cerebral relacionada à moralidade, prejudicando a noção de certo e errado.

A maioria das pessoas julga os outros com base não apenas nas conseqüências de suas atitudes, mas também na avaliação de suas intenções – é por isso que os pais são (geralmente, né?) justos ao castigar as crianças quando elas aprontam, já que elas não têm plena consciência do que estão fazendo.

Mas os voluntários desse estudo passaram a fazer seu julgamento com base apenas nas conseqüências das ações, sem levar em conta a intenção do autor. Nos testes, 20 pessoas foram expostas a pulsos magnéticos no couro cabeludo antes de ler histórias envolvendo personagens moralmente questionáveis, tendo que julgar suas ações. Os pesquisadores descobriram que, depois dos pulsos magnéticos, os voluntários estavam mais propensos a julgar ações exclusivamente levando em conta os danos causados, e não se eram moralmente errados em si. Atos ruins com um “final feliz” foram muitas vezes considerados aceitáveis.

Por exemplo: você acharia aceitável um cara deixar a namorada atravessar uma ponte sabendo que ela não é nada segura? Depois dos pulsos magnéticos, os voluntários consideraram que, como a moça chegou bem do outro lado, não havia nada de errado. E uma amiga envenenando o café da outra? Como o veneno na verdade era só açúcar e ninguém morreu, eles consideraram que a amiga não tinha feito nada de errado também.

O neurologista da Unifesp Rodrigo Rizek Schultz é cético quanto a usar essa técnica para alterar a moralidade das pessoas. “Tenho certa resistência em achar que possa funcionar, porque fazer esse tipo de mudança na personalidade de alguém, do ponto de vista ético, é discutível”.

E você, acha que em alguma situação seria aceitável usar pulsos magnéticos no cérebro das pessoas por aí?


O fenômeno Star Wars em documentário

15 de abril de 2010



Cena do documentário que fala da loucura em torno dos filmes de George Lucas

Por Ana Carolina Prado

Foram dois anos e meio de produção, 126 entrevistas e muita coisa – vídeos, paródias, depoimentos – enviada por fãs de Star Wars e do seu criador George Lucas, o que somou mais de 600 horas de material. Isso tudo resultou no documentário em forma de animação “O Povo Contra George Lucas” (The People Vs. George Lucas), que faz parte da programação do festival internacional de documentários É Tudo Verdade, que está rolando em São Paulo e no Rio de Janeiro até o dia 18 de abril.

O filme procura fazer um balanço do fenômeno Star Wars e da idolatria gerada no mundo inteiro, que atingiu um ponto em que é possível perguntar se George Lucas ainda é o dono de suas obras ou se elas não se tornaram uma coisa muito maior que ele próprio. Além dos fãs, críticos e personalidades do cinema comentam o fenômeno cultural e a relação de amor e ódio que os fãs da saga têm com o diretor.

Veja o trailler abaixo (em inglês):

 

Onde e quando:
São Paulo: Cinemateca (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino): 17/04 – 20h
Rio de janeiro: Instituto Moreira Salles – IMS (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea): 18/04 – 18h
Cine Santa Teresa (Largo do Guimarães, 136): 16/04 – 15h


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