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Ah, os velhos tempos da internet…

30 de abril de 2010

Lembra dos primórdios da internet, em que pipocavam aquelas páginas do GeoCities cheias de gifs animados, aquela musiquinha delícia sem botão de desligar e a nossa querida fonte Comic Sans? Era uma explosão de cores e brilho piscando na sua tela, coisa mais linda. Se você quer relembrar esses tempos, ou se em meados dos anos 90 ainda nem sabia o que eram as internets, o Geocities-izer vai te dar uma ideia. É só colocar a url do site que você quer ver e curtir (ou não) a nostalgia.

Ó a página da Super que lindeza que ficou (se você clicar na imagem vai poder navegar por ela. O visual pode mudar cada vez que você clica):


A gente aproveitou e brincou com outras páginas da Abril. Algumas ficaram irreconhecíveis:


Não tem quem diga que esse site com o fundo de chips  aí de cima é o Guia do Estudante,   né não?



Mundo Estranho, toda desmontada



Veja toda no azul-amarelo-e-vermelho e com cara de site infantil


O GeoCities era um serviço de hospedagem de sites que os agrupava por temas – como esportes, músicas – e era o que mais se aproximava do que conhecemos como redes sociais. O serviço foi lançado em 1994, mas com o boom da web 2.0 e a chegada de ferramentas como os blogs, tornou-se obsoleto e foi extinto no dia 26 de outubro de 2009.


Discurso de religiosos com supostos poderes divinos pode “desligar” o cérebro

29 de abril de 2010

O que faz com que alguns líderes religiosos tenham tanta influência sobre os fiéis? Um estudo recente da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, encontrou a explicação em um mecanismo cerebral. Os pesquisadores descobriram que duas áreas do cérebro (relacionadas à crítica e cautela) ficam menos ativas quando ouvimos o discurso de religiosos com supostos poderes divinos de cura – e isso vale tanto para os fiéis como para os céticos.

Os pesquisadores avaliaram a atividade cerebral de 20 pessoas religiosas que acreditavam em curas divinas e 20 pessoas não-religiosas. Através de ressonância magnética, a pesquisa estudou esse comportamento enquanto os voluntários ouviram orações gravadas anteriormente. Foi dito a eles que seis das orações foram lidas por não-cristãos, seis por cristãos que supostamente tinham o poder da cura divina e outras seis por cristãos “comuns”. Na verdade, todas elas haviam sido gravadas por cristãos “comuns”.

Nos voluntários crentes, o estudo observou que a atividade cerebral do córtex pré-frontal e cingulado anterior (áreas responsáveis pela vigilância e ceticismo ao julgar aquilo que ouvimos) foi desativada enquanto eles ouviam as orações de quem tinha supostos dons divinos de cura. A atividade foi diminuída em menor medida quando quem falava era um cristão “normal” . O estudo constatou ainda que as orações de religiosos também afetava os descrentes: os voluntários não-religiosos também apresentaram uma mudança na percepção, mas em menor escala.

Para os pesquisadores, essa força ou dom conferido por graça divina que esses religiosos possuem apontam que a influência de uma pessoa sobre a outra está relacionada a noções preconcebidas de autoridade e confiabilidade. E mais: esse mecanismo pode estar presente em outras interações interpessoais, como quando ouvimos a fala de médicos, pais e líderes políticos.


Maior inseto do mundo e lesma que dispara “dardos do amor” são descobertos

26 de abril de 2010

Reprodução

Na floresta de Bornéu, uma ilha na Ásia, há bichos curiosos. Foram descobertas ali 123 novas espécies só nos últimos três anos, incluindo o maior inseto do mundo: um bicho-pau com quase 60 cm de comprimento. Apesar do tamanhão, o Phobaeticus chani geralmente passa despercebido por aí, graças à sua capacidade imensa de se camuflar e permanecer totalmente imóvel quando ameaçado, o que lhe faz realmente parecer um graveto. O bicho encontrado foi doado ao Museu de História Natural, em Londres.

A floresta, conhecida como “Coração de Bornéu”, é uma área de conservação de 220 mil quilômetros quadrados (quase o tamanho do Reino Unido!) criada em 2007 pelos governos da Indonésia, Malásia e o sultanato de Brunei. Todos eles se comprometeram a preservar essa área, onde vivem várias espécies de animais que não são encontrados em nenhuma outra parte do mundo.

Dentre as novas espécies descobertas estão ainda um sapo voador que pode planar por mais de 13 metros graças a estruturas sob seus braços e pernas e uma lesma que dispara “dardos do amor” para injetar hormônios em seu companheiro que aumentam sua capacidade de reprodução.


Ferramenta identifica doenças pela voz

22 de abril de 2010


E se fosse possível ao médico detectar doenças só por ouvir você dizer “aaaaa”? É o que esperam os pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, que desenvolveram uma ferramenta que deve ser capaz identificar doenças pela voz no futuro.

Os pesquisadores criaram um sistema de processamento digital de sinais capaz de identificar doenças relacionadas à produção da fala, como nódulos, pólipos e o edema de Reinke, uma espécie de inflamação das pregas vocais que provoca o seu inchaço.

Essas doenças são relativamente comuns, em especial para quem usa a voz como instrumento de trabalho. “Para produzir um som, as pregas vocais de um homem colidem em media 150 vezes por segundo, ou aproximadamente meio milhão de vezes em uma hora de atividade vocal. Nenhuma outra parte do corpo sofre diariamente esse tipo de forças de colisão, tensão e pressão do ar”, diz Paulo Rogério Scalassara, do Departamento de Engenharia Elétrica.

A identificação das doenças funciona porque a voz contém todas as características do sistema que a produz, indicando alterações, por exemplo, das funções do trato vocal, laringe e trato nasal.

Para a pesquisa, Scalassara usou um banco de vozes digitalizadas e submeteu os arquivos a análises com softwares criados pelo seu laboratório. Um dos aspectos testados é o da entropia, que tem a ver com o grau de regularidade da voz. Os softwares selecionam trechos e fazem previsões de como ele se comportará em seguida, para depois ver se a previsão foi correta. Vozes de pessoas saudáveis são mais “previsíveis”, tendo menor entropia. Doenças que comprometem o aparelho fonador geram vozes mais irregulares e, portanto, com maior entropia.

Umas das vantagens dessa pesquisa é o fato de ela fornecer uma ferramenta auxiliar para uma triagem rápida e econômica, substituindo exames invasivos,  como a laringoscopia (em que um aparelho é introduzido pela boca, goela abaixo), para detectar problemas.


Pais passam mais tempo com os filhos

20 de abril de 2010


Por Ana Carolina Prado

Apesar de as pessoas parecem estar trabalhando bem mais e de os pais viverem achando que não passam tempo bastante com os filhos, uma pesquisa feita por dois economistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, revelou que eles estão se saindo melhor do que pensavam e passam mais tempo com os rebentos do que as gerações anteriores faziam.

O estudo pegou dados de como os americanos afirmavam usar seu tempo entre 1965 e 2007. Antes de 1995, as mães passavam em média 12 horas por semana cuidando dos filhos, enquanto em 2007 esse número quase dobrou para as mães com formação universitária, passando para 21,2 horas por semana. Mulheres sem ensino superior passam menos tempo com eles, somando 15,9 horas. Os pais formados, que antes ficavam com os filhos por 4,5 horas semanais, agora passam 9,6 horas. Os demais gastam 6,8 horas com a cria, contra 3,7 horas anteriormente.

Uma razão possível para isso é a maior divisão das tarefas domésticas para que a família possa passar mais tempo junto. Além disso, as pessoas estão escolhendo parceiros que tenham mais interesses em comum, o que lhes permite fazer mais atividades juntos – que inclui passeios com os rebentos. O tempo que a família passa junto pode ter aumentado, mas será que a qualidade desse tempo também melhorou?


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