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Tinder diminui a exigência das pessoas em relação aos parceiros

Apps e sites de namoro baixaram nossos critérios sobre o intelecto do possível parceiro

Escolher um parceiro(a) não é uma tarefa fácil, muito menos objetiva. Não à toa, a ciência vem pesquisando os segredos de por que a gente se apaixona por quem a gente se apaixona ou simplesmente por que não sente nenhuma borboleta no estômago quando sai com pessoas que, em tese, teriam tudo a ver conosco.

Se pudéssemos listar os pré-requisitos para se relacionar com alguém os principais fatores seriam: química (porque sem atração não se vai a lugar algum), interesses em comuns e comportamentos simétricos ou complementares. Claro que somado a esses três pilares entram fatores muito mais subjetivos como idade, cultura, crenças, personalidade, educação, aparência, senso de humor e outras preferências bastante pessoais.

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Mas desde o boom das redes sociais, de sites de namoro e de aplicativos como Tinder, Happn e Grindr, a árdua jornada de encontrar um amor ou sexo casual sofreu grandes transformações. Se antes nossas possibilidades eram limitadas a pessoas que conhecíamos ou que nossos amigos conheciam, com a internet esses limites ganharam novas proporções – temos acesso uma quantidade muito maior de possíveis parceiros.

Só que de match em match, acabamos deixando alguns pré-requisitos em segundo plano. Principalmente no que diz respeito ao nível intelectual do pretendente. Foi o que concluiu um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, que analisou os hábitos de paquera online de 41.936 australianos entre 18 e 80 anos e suas 219.013 interações. A pesquisa incluiu millennials e octogenários para comprovar que a tecnologia possibilita novas experiência para encontrar um relacionamento em todas as fases da vida.

O estudo foi publicado no periódico internacional Personality and Individual Differences.

Ao longo dos quatro meses de pesquisa, os cientistas notaram que a partir de meios de paquera virtual, os usuários estão mais propensos a entrar em contato com mais pessoas com o mesmo nível de educação que eles. No entanto, à medida que as pessoas envelhecem o “match intelectual” deixa de ser tão importante.

“As mulheres mais velhas, em particular, apresentaram mais probabilidade de entrar em contato com parceiros com menor nível educacional que elas. Em contrapartida, homens mais jovens também se importam menos com o grau de escolaridade do(a) pretendente” explica o economista comportamental Stephen Whyte, coautor do estudo.

Além da educação ter ficado em segundo plano, o estudo também mostrou que um terço das mensagens iniciais recebidas pelos voluntários não condizia com seus critérios.

Ou seja, mesmo os matches mais recíprocos não são tão ideais assim.

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