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Até que ponto o piloto automático de um avião é automático?

Por Maria Clara Rossini - Atualizado em 8 ago 2019, 14h31 - Publicado em 15 Maio 2019, 14h58

Até a coisa ficar feia, basicamente.

De acordo com Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, o piloto automático não decide nada – apenas segue instruções. Se o piloto humano ordenar que o avião suba para 30 mil pés, por exemplo, o computador se encarrega de mudar a altitude, mantendo as outras variáveis constantes.

Quando há turbulência, o piloto automático desliga por conta própria. Se o comandante não considerar prudente lidar com o tempo ruim no modo manual, ele pode dar ao avião instruções para que ele desvie das nuvens. De novo: o avião até topa reassumir o comando, mas vai só obedecer, sem decidir.

Além de não gostar de ventanias e temporais, o piloto automático também é desligado por precaução quando o humano comete um erro ao operá-lo.

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Decolagem e pouso também são delicados: a primeira é inteiramente responsabilidade do piloto humano. Já no pouso, o automático leva o avião até muito próximo da pista, mas o controle volta para o manual imediatamente antes do avião tocar o chão.

É bom lembrar que o piloto automático é apenas um dos muitos sistemas que ajudam a guiar o avião. Ele faz parte do controle automático, que inclui também softwares estabilizadores o um sistema que “filtra” as ações do piloto, tornando-as mais suaves.

 

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