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No passado, o que acontecia quando só um dos gêmeos siameses morria?

Por Luiza Monteiro - Atualizado em 4 jan 2019, 12h51 - Publicado em 4 jan 2019, 12h00

O outro morria também. E isso acontece até hoje, quando uma cirurgia de separação não é possível. “No momento em que um gêmeo morre, as bactérias responsáveis pela putrefação atingem o outro – o que acontece em poucas horas”, explica o cirurgião pediátrico Nicolino Rosito, do Hospital Moinhos de Vento – uma instituição de referência nesses casos, localizada em Porto Alegre. 

Cirurgias de separação são, é claro, muito complexas. Entre médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas, podem envolver mais de 100 profissionais – que simulam cada detalhe, incluindo a movimentação na sala ao longo do procedimento. Como se fosse um ensaio de orquestra. Por razões éticas, nem todos os membros da equipe aceitam participar. Às vezes, é preciso escolher qual dos gêmeos vai viver, e a qualidade de vida do sobrevivente é baixa.

Caso os gêmeos nasçam estáveis, sem problemas graves em órgãos vitais, o ideal é adiar a cirurgia para algo entre 6 meses e um ano após nascimento – e usar esse período para investigar o caso. “Temos que saber exatamente quais órgãos serão separados, as sequelas, e tudo isso é discutido com os pais”, diz Rosito.

 

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