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O hélio do planeta está mesmo acabando?

Está. Mas não está. O que é um problema, porque a utilidade do hélio vai muito além de encher balões. Entenda.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 8 ago 2019, 14h27 - Publicado em 15 Maio 2019, 14h54

Calma: ele não vai acabar, pois é reposto. “O hélio sai naturalmente do subsolo graças ao decaimento radioativo do urânio e do tório”, explica Phil Kornbluth, dono da consultoria KHC, especializada na mineração do elemento. “Em alguns lugares, ele se incorpora aos depósitos de gás natural.”

  • O problema é que é difícil tirar o dito-cujo do chão: há apenas 14 usinas de extração de gás natural no mundo que geram hélio como subproduto, e os estoques de todas estão se esgotando. Até 2020, porém, novas instalações na Rússia e no Qatar vão entrar em operação – o que deve sanar o problema.

    Não parece, mas isso é um alívio: o hélio não serve só para encher balões ou deixar sua voz fina. Ele é usado nos equipamentos de laboratório da indústria química e farmacêutica, nos tanques de oxigênio de mergulhadores e até nas máquinas de ressonância magnética hospitalares. 

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