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Por que as eras glaciais acontecem?

Por Bruno Vaiano 17 nov 2020, 08h22

Um fator importante em jogo são os ciclos de Milankovitch: variações muito sutis que ocorrem, ao longo de milênios, em alguns parâmetros da rotação e da translação da Terra. Vamos citar, simplificadamente, dois deles. ⠀

O primeiro é a excentricidade orbital – um número que indica o quão elíptica (isto é, o quão “oval”) é a órbita da Terra em comparação a um círculo perfeito. Outro é inclinação do eixo de rotação do planeta – que varia entre 22,1 e 24,5 graus em ciclos de 41 mil anos.⠀

É como se nosso planeta, em longo prazo, girasse em torno de si como um peão ligeiramente instável, que se inclina um pouquinho para lá ou para cá. ⠀

De acordo com Michelle Reboita, professora de ciências atmosféricas da Unifei, essas variações na excentricidade ou na inclinação do eixo de rotação não mudam a quantidade total de energia solar que incide sobre o planeta, e sim a latitude em que essa energia incide. ⠀

Lembrando que latitude é o quanto um local da Terra está afastado da linha do Equador, seja na direção do Polo Sul, seja na direção do Polo Norte. E isso ajuda a desencadear períodos de maior frio ou calor. ⠀

Outro fator determinante para o início ou fim das eras glaciais são as manchas solares: regiões de atividade magnética intensa na superfície do Sol que deixam a estrela de mau humor. ⠀

Quando as manchas estão pouco frequentes por lá, a temperatura cai por aqui. Isso aconteceu, por exemplo, entre 1645 e 1751, um período de frio acima da média conhecido como Mínimo de Maunder, em homenagem ao astrônomo britânico Edward Maunder, um estudioso das manchas.⠀

Pergunta de @joaninstonsouza, via Instagram.⠀

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