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Por que tantos códigos de barras começam com o número “7”?

O RG dos produtos segue um padrão numérico que varia de país para país

Por Guilherme Eler Atualizado em 26 nov 2018, 13h46 - Publicado em 26 nov 2018, 13h43

Pergunta de @peddrog, via Instagram

Antes de mais nada, parabéns por reparar nisso, caro amigo internauta @peddrog. Se quase todo mundo sequer bate o olho na informação nutricional do que consome, a numeração do código de barras, então, é tão lida quanto os termos de uso de redes sociais.

Indo direto ao ponto, é provável que você adquiriu essa impressão por ter focado sua análise em produtos made in Brazil.

Quando os três primeiros dígitos da sequência de um código de barras são 789 (ou 790), é sinal que a mercadoria foi cadastrada em território nacional. Mesmo que não tenha sido fabricada aqui, foi no Brasil que ela ganhou seu RG – um conjunto de barras e espaços em branco acompanhado por 13 números.

Nessa sequência numérica, cada país é identificado por uma combinação própria, mais ou menos como o código de DDI que digitamos no telefone ao ligar para alguém que mora gringa. Pode reparar da próxima vez que for consumir algo importado: os três números iniciais serão diferentes do nosso trio tradicional. Assim como o Brasil adota 789, a Argentina, por exemplo, usa 779. Portugal, 560. A Alemanha, qualquer um entre 400 e 440. E por aí vai.

Os Estados Unidos, como não poderia deixar de ser, são um caso à parte. Ao invés da sequência de 13 números, é mais comum que produtos americanos tenham um código de barras com 12 algarismos – o mesmo vale no Canadá. Para cravar que uma mercadoria ganhou seu registro nos EUA, é preciso ficar um pouco mais esperto. Isso porque, por lá, o código de barras obedece numerações diferentes. Ele pode começar por qualquer sequência entre 002-019, ou 030-039 ou ainda 060-139. Haja consumo para tanta variável.

  • Outras informações que a sequência de 13 números indica

    Depois do código do país, um segundo bloco de números indica a empresa que fabricou o produto – se foi a Coca-Cola ou o laticínio do seu Zé, por exemplo. Essa sequência tem entre 4 e sete dígitos, e cada empresa tem sua próprio. Quem determina qual será qual é a GS1, organização mundial que estabelece parâmetros para comunicação empresarial em 150 países.

    O trecho seguinte da numeração traz as especificidades do produto. Nessa parte entram fatores como quantidade, tipo de embalagem, peso e tamanho. Por isso, o código estampado em um fardo de cerveja é diferente do que consta em cada uma das latinhas – ou em uma garrafa de 600 mL, ou, ainda, no popular “litrão”.

    Completa a sequência do código de barras um número que tem a função de “dígito verificador”. Ele serve apenas ao computador que faz a leitura no caixa do mercado. Como se fosse uma prova real, ele compara os dígitos anteriores e calcula qual número deve ser o último da sequência. Caso a conta bata, o registro do produto está nos conformes.

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