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Se eu tiver anticorpos contra covid e doar sangue, o receptor se imuniza?

Pode acontecer no caso de transfusões de plasma. E alguns tratamentos experimentais já exploram essa possibilidade.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 19 fev 2021, 13h10 - Publicado em 14 fev 2021, 11h54

Pode acontecer. Precisamos antes explicar o básico sobre transfusões.

O sangue tem dois componentes básicos: o plasma e os glóbulos vermelhos. Eles são separados após a coleta. Quando você imagina uma bolsa de sangue para doação, você pensa numa bolsa de glóbulos vermelhos. Afinal, ela é vermelha. Mas também existem bolsas de plasma, que é um líquido translúcido ligeiramente amarelado. É no plasma que ficam os anticorpos.

Existem tanto transfusões de plasma quanto de glóbulos vermelhos. Tudo depende das necessidades clínicas do paciente receptor.

  • Se houver uma bolsa de plasma com anticorpos contra o novo coronavírus, há alguma chance de que o receptor dela se torne, por acidente, imune ao dito-cujo. O nome disso é “imunização passiva”. Ela acaba quando os anticorpos acabarem – eles duram no máximo algumas semanas, e evidentemente só poderiam ser repostos com outra bolsa de plasma do mesmo doador.

    A vacina, por outro lado, ensina seu sistema imunológico a fabricar anticorpos contra aquela ameaça específica pelo resto da vida.

    A possibilidade de usar o plasma de convalescentes (esse é o termo técnico) como terapia contra a Covid-19 está sendo estudada por pesquisadores de todo o mundo – inclusive André Nicola, professor de medicina e pesquisador da Universidade de Brasília que forneceu as informações acima para este #OráculoSuper.

    Pergunta de @gheuren, via Instagram.

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