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Baterista amputado ganha prótese que permite controlar duas baquetas ao mesmo tempo

Na década de 1980, fãs do Def Leppard viram o baterista da banda sofrer um acidente de carro que o obrigou a amputar um dos braços. Anos depois da tragédia, o baterista ressurgiu, dando a volta por cima e com uma inovação no mundo do rock: o pedal duplo. Os integrantes da banda chegaram a […]

Na década de 1980, fãs do Def Leppard viram o baterista da banda sofrer um acidente de carro que o obrigou a amputar um dos braços. Anos depois da tragédia, o baterista ressurgiu, dando a volta por cima e com uma inovação no mundo do rock: o pedal duplo. Os integrantes da banda chegaram a dizer que ele passou a tocar melhor do que antes.

Veja como é incrível vê-lo tocar:

O americano Jason Barnes tem uma história de superação parecida. Quando garoto, ele sonhava em ser baterista profissional. Dois anos atrás, porém, Barnes levou um choque elétrico enquanto limpava uma coifa em um restaurante e acabou tendo metade do braço direito amputado pelos médicos.  Apesar do triste acontecimento, o rapaz se recusou a desistir de seu sonho musical e construiu um dispositivo de percussão. A criação funciona como uma espécie de cinta que encaixa as baquetas em seu braço.

Confiante de sua capacidade como músico, Barnes se inscreveu no Atlanta Institute of Music and Media, na Geórgia (EUA). No Instituto, ele chamou a atenção dos instrutores de bateria, que apresentaram o rapaz ao laboratório de Gil Weinberg, fundador e diretor da Georgia Tech Center for Music Technology. Lá, traçaram um plano para construir uma prótese que lhe permitiria tocar tão bem quanto qualquer outro baterista (ou até melhor).

O laboratório projetou o braço robótico usando uma técnica chamada eletromiografia, que capta sinais elétricos nos músculos de um determinado membro do corpo. Contraindo seu bíceps, o baterista consegue controlar um pequeno motor que muda a velocidade com que o braço bate a baqueta.

Além disso, os pesquisadores adicionaram um recurso mais complexo: Barnes tem uma segunda baqueta no braço robótico que também é controlada através do seu próprio motor. Esta segunda baqueta usa um microfone e um acelerômetro para detectar o ritmo em que o músico está tocando. Em seguida, um algoritmo produz uma nova batida com um ritmo e uma melodia complementar.

Na semana passada, Barnes testou o dispositivo pela primeira vez. “Foi muito legal, ele revela-se muito mais útil do que a minha prótese atual, com certeza gostaria de usá-lo o tempo todo”, afirmou.

Veja Barnes ensaiando:

“Já criamos alguns robôs que conseguem acompanhar algumas batidas, mas o divertido desta vez vai ser ver o que acontece quando o robô faz parte de um humano”, diz Weinberg. “Com este acréscimo de inteligência artificial, humano e máquina se combinam para tornar Barnes uma espécie de super-humano baterista”, completa.

A tecnologia pode mudar a maneira como os músicos vão interagir com os instrumentos no futuro. A invenção não é apenas um grande avanço para pessoas com membros amputados, mas para bateristas que estão dispostos a usar a tecnologia.

Via NewScientist

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