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Diário da Campus Party 2018: dia 29

Por Eder Santana - Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 31 jan 2018, 16h13

Em 2018, assim como no ano anterior, a Campus Party liberou o credenciamento e a entrada para o camping dos campuseiros sem caravana no dia anterior à programação, que só começou oficialmente no dia 30. Isso possibilitou a entrada da TdF mais cedo no evento. Eis aqui nossa experiência no dia 29 de janeiro.

As caravanas

Luís Henrique Hochheimer/Mundo Estranho

Já no primeiro dia, caravanas de todo o país se reuniram em frente ao Anhembi para o cadastramento. A maioria dos campuseiros com quem pude conversar estavam vindo pela primeira vez e já começava a se adequar aos costumes, como os gritos de guerra da campus, a troca de contatos e os pactos de sentar na mesma mesa.

As barracas

Eder Santana/Mundo Estranho

Durante o evento, boa parte dos campuseiros ficam acampados em barracas, onde podem dormir, guardar seus pertences e acessar os chuveiros para o banho. Após guardar todas as coisas, os campuseiros registram seus computadores, por questões de segurança, e não é difícil encontrar pessoas registrando impressoras 3D, caixas de som ou computadores que precisam de pelo menos duas pessoas para serem carregados.

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A queda de energia

Eder Santana/Mundo Estranho

É algo normal e aceitável que, em um evento do porte da Campus Party, ocorram quedas de energia, o que costuma acontecer em todas as edições. Logo no primeiro dia, uma forte chuva fez com que a energia caísse em uma parte do prédio onde se encontravam as tomadas do camping. Felizmente, graças aos geradores internos, a força foi parcialmente restaurada em poucos minutos. As lâmpadas voltaram a funcionar, mas as tomadas demoraram um pouco mais.

Nesse meio tempo, a abstinência de carregar celulares levou vários campuseiros (incluindo este que vos escreve) a se reunirem no único lugar onde as tomadas funcionavam: o banheiro. Isso mesmo, 3 filtros de linha conectados em série para carregar mais de 10 celulares dentro do banheiro, e mesmo depois de as tomadas voltarem a funcionar, alguns campuseiros continuaram por lá.

A campus B
A entrada de qualquer tipo de bebida alcoólica é absolutamente proibida, mas, do lado de fora do pavilhão, a organização da campus não tem autoridade sobre tal consumo. Por isso, é exatamente na porta do Anhembi que se encontra a Campus B, ponto onde se reúnem os campuseiros que querem beber algo. Ali também rola uma verdadeira feira de marmitas, pizzas e outros comes. No primeiro dia, havia apenas um ponto de pizzas e mais nada, o que levou os campuseiros a criarem a própria B.

Este foi um pequeno resumo do que vi no dia 0 da Campus Party, que não tem arena, áreas abertas, palestras ou estandes. Mas há pessoas e networking, ou seja, o que dá significado ao evento: uma comunidade.

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