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Os 6 plot twists mais inesperados do cinema

Por turma-do-fundao Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 14 jun 2016, 18h43

Pedro_Spadoni

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ATENÇÃO: ESTE POST CONTÉM FORTES SPOILERS DE TODOS OS FILMES MENCIONADOS.

 

Só de ler o título, já imagino que sua mente tenha se inundado com diversas cenas de vários filmes que, provavelmente, tiraram seu sono e/ou te deixaram encucado por dias. Em termos gerais, essa é a essência e a beleza dos famosos plot twists: reviravoltas que explodem sua cabeça e, não raro, carregam filmes inteiros nas costas.

De onde veio o conceito de plot twist? Sua origem é um tanto difusa. O longa O Gabinete do Doutor Caligari (Robert Wiene, 1920), por exemplo, possui em sua trama um ponto que poderíamos considerar como plot twist: no final, toda história era, na verdade, uma ilusão do personagem principal, Francis (Friedrich Feher), que se encontrava internado em um manicômio. Familiar, não?

Porém, considera-se que foi a partir da década de 70 que a prática “pegou” na sétima arte, tendo como um de seus expoentes o aclamado diretor Alfred Hitchcock. Embora ele seja amplamente respeitado, não deve levar o crédito sozinho quando o assunto é articulação de plot twists. Filmes do estilo noir também usavam e abusavam de reviravoltas para prender seus espectadores, décadas antes do diretor.

Considerando a história do cinema, incontáveis filmes se consolidaram na Academia e na boca do povo graças a seus plot twists bem articulados junto com produções bem feitas. Embora atualmente o hall da fama da sétima arte esteja repleto de longas superestimados com reviravoltas terrivelmente previsíveis e sem graça, ainda existem alguns que salvam a pátria. Juntando o melhor dos dois mundos, confira abaixo os 7 filmes com os melhores (e/ou mais inesperados) plot twists do cinema:

1) Os Suspeitos (The Usual Suspects – 1995)

 

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Dirigido por: Bryan Singer

Tudo começa com uma explosão em um cais que mata 27 pessoas. Para investigar o caso, a polícia interroga duas testemunhas: um húngaro, gravemente ferido, e Verbal Kint (Kevin Spacey), criminoso de longa data que, mesmo sendo paraplégico, saiu ileso da explosão. Ao aprofundar as investigações, um nome passa a ser recorrente: o também húngaro Keyser Soze. E não é só isso. Vai ficando cada vez mais evidente que o tal Soze, impiedoso e temido por todos, estava por trás de todo o ocorrido. Mas a pergunta que paira no ar o tempo todo é: Quem diabos é esse Keyser Soze?

O TWIST: Lembra do Verbal Kint, o paraplégico sortudo? Pois então, ele é o tão temido Keyser Soze, que de fato estava por trás de tudo. Ao sair da custódia, é revelado que Kint nem aleijado era. Tudo friamente calculado.

2) Clube da Luta (Fight Club – 1999)

 

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Dirigido por: David Fincher

O narrador anônimo da história (Edward Norton) é apenas um sujeito comum, trabalhando em uma empresa de seguros e levando uma vida confortável e… medíocre. Além da crise existencial que enfrenta, outro problema em sua vida é a insônia, que chega a deixá-lo dias sem dormir. Um dia, ele descobre que frequentar reuniões de grupos de autoajuda e testemunhar a desgraça alheia é a chave para ele se sentir em paz consigo mesmo e conseguir dormir (!).

Fazendo isso, ele acaba conhecendo a complexada Maria Singer (Helena Bonham Carter), que, assim como ele, frequenta as reuniões “just for fun”. Em paralelo a isso, o Narrador conhece o boa-pinta Tyler Durden (Brad Pitt) em uma de suas viagens a trabalho. Revolucionário e com tendências anarquistas, Tyler puxa o Narrador para seu mundo e, juntos, eles fundam o Clube da Luta. Com o tempo, o projeto sai do controle e, quando o Narrador percebe, Tyler e outros adeptos ao movimento já estão organizando um plano maluco para espalhar o caos pela cidade.

O TWIST: Quando o Narrador decide dar um basta na história, Tyler desaparece. É na sua busca frenética pelo seu sócio que o Narrador descobre algo que explode sua cabeça (assim como a nossa): na verdade, Tyler não passa da outra parte de sua dupla personalidade. Em outras palavras, o Narrador e Tyler Durden são a mesma pessoa!

3) Amnésia (Memento – 2001)

 

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Dirigido por: Christopher Nolan

A princípio, a história pode parecer um pouco clichê: Após um assalto, Leonard Selby (Guy Pearce) é deixado à beira da morte enquanto sua esposa (Jorja Fox) acaba falecendo. Mas não se engane. A partir daí, Leonard entra em uma busca (quase) inacabável pelo assassino de sua esposa, mas com um obstáculo: cada vez que ele dorme, sua memória de acontecimentos recentes é “apagada” (daí o título do longa).

Para lidar com isso, Selby desenvolve 2 métodos: tatuar em seu corpo os principais acontecimentos e guardar fotos de personagens importantes para sua investigação (junto a várias anotações). Com roteiro no estilo “vai-e-vem”, o espectador entra na onda de Leonard e, conforme o desenrolar da história, passa a entender como sua mente funciona.

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O TWIST: Quem matou a esposa de Leonard foi… o próprio Leonard! A causa da morte foi uma dose exagerada de insulina que ele aplicou na esposa.

4) O Grande Truque (The Prestige – 2006)

 

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Dirigido por: Christopher Nolan

Não é de hoje que vemos amizades se tornarem rivalidades, tanto no cinema como na vida. Porém, neste longa, o diretor Christopher Nolan leva a questão para outro nível. Em uma Londres do século 19, a competição entre os mágicos iniciantes – e amigos – Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) começa a sair do controle. A gota d’água que faz a rivalidade virar obsessão é quando Alfred realiza um truque que explode a mente de Robert: um VERDADEIRO teletransporte.

Depois de muito investigar, Robert descobre que o “fornecedor” de seu rival é o inventor Nikola Tesla, cuja máquina tornava possível clonar um indivíduo com perfeição. Ao tentar realizar um número usando a invenção, algo dá errado e Robert acaba morrendo. Por ter testemunhado o ocorrido, Alfred acaba sendo considerado como principal suspeito pela morte de seu rival, acabando preso e, por fim, executado.

O TWIST: Tudo não passava de um plano de Robert para se livrar de seu rival. Quem Alfred testemunhou morrer foi, na verdade, um dos clones de Robert. E mais: Alfred tinha um irmão gêmeo idêntico, que trabalhava junto com ele, tanto em seus números como em sua vida. Quem morreu executado foi esse irmão gêmeo.

5) Os Infiltrados (The Departed – 2006)

 

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Dirigido por: Martin Scorsese

Tiros, sangue, intrigas, traições e porrada: um verdadeiro shot de adrenalina. Essa é a essência do longa dirigido pelo norte-americano (e lendário) Scorsese. Em uma Boston dominada pelo crime organizado, o policial novato Billy Costigan (Leonardo DiCaprio) fica incumbido de se infiltrar em um dos piores lados da máfia: a “família” do (perdão adiantado pelo trocadilho) chefão Frank Costello (Jack Nicholson).

Do outro lado da moeda, mas não tão longe de Billy, temos o agente prodígio Colin Sullivan (Matt Damon), que, além de fazer parte do alto escalão da força-tarefa, trabalha como informante para Costello. O caldo de intrigas começa a engrossar quando surge a suspeita de que há um informante em ambos os lados, na máfia e na polícia. E quando digo engrossar, me refiro à quantia de sangue que começa a ser derramada.

O TWIST: Se você é um fã ávido da saga Game of Thrones, já deve estar acostumado com o baque, mas, no final, TODOS os principais envolvidos morrem, inclusive Billy (com um tiro na testa no momento mais inusitado possível).

6) Ilha do Medo (Shutter Island – 2010)

 

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Dirigido por: Martin Scorsese

Estamos de volta a Boston, mas, dessa vez, em 1954. O agente federal Teddy Daniels (adivinhe… Leonardo DiCaprio) e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) investigam o desaparecimento de uma paciente (que também é assassina) no asilo psiquiátrico (vulgo manicômio) para os “criminalmente insanos” na ilha Shutter (daí o título).

Com as investigações no lugar, que fica em uma porção de terra isolada em Massachusetts, começa a surgir uma teia mortal de intrigas – especialidade de Scorsese – que, pouco a pouco, vai engolindo os agentes, principalmente Teddy. Os conflitos e contratempos vão de uma rebelião de pacientes até um furacão (!). No ar, fica a impressão de que o lugar simplesmente não tem escapatória… para ninguém.

O TWIST: No melhor estilo “Doutor Caligari”, ao final descobre-se que Teddy era, na verdade, apenas outro paciente do asilo, condenado por ter matado sua esposa após ela ter afogado seus três filhos. Aparentemente, Teddy sofria com devaneios e ilusões sobre ser um investigador. Ou será que tudo não passou de uma conspiração da gestão do asilo para que ele não revelasse o que rolava lá dentro?

BÔNUS: 5 plot twists que você TEM QUE saber

 

  • Cidadão Kane (1941): O longa se sustenta na busca incansável de jornalistas pelo significado de “Rosebud”, última palavra do magnata Charles Foster Kane em seu leito de morte. No final, é revelado que o tal termo era, na verdade, o nome do trenó com o qual Kane brincou enquanto criança (única época em que foi verdadeiramente feliz).
  •  Psicose (1960): No longa, somos levados a crer que acompanharemos o desenrolar da história da secretária Marion Crane (Janet Leigh), que rouba 40 mil dólares e cai na estrada para fugir, se casar e começar uma nova vida. Ao se perder no caminho, acaba parando em um hotel para descansar. E então… BAM!
  • Planeta dos Macacos (1968): O tal planeta alienígena dominado por macacos no qual o astronauta George Taylor (Charlton Heston) se encontra preso é, na verdade, a Terra no futuro. Em sua expedição espacial, o astronauta viajou durante séculos em modo de hibernação e acabou voltando para seu planeta natal, agora totalmente diferente.
  • Star Wars V – O Império Contra Ataca (1980): No final das contas, o temido e impiedoso lorde sith Darth Vader (corpo: David Prowse/voz: James Earl Jones) não matou o pai de Luke Skywalker (Mark Hamill)…ele É o pai de Luke Skywalker, assim como da princesa Leia Organa (Carrie Fisher), que, aliás, é irmã gêmea de Luke.
  • O Sexto Sentido (1999): O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) se propõe a ajudar Cole Sear (Haley Joel Osment), um garotinho de 8 anos perturbado e com problemas em se relacionar na escola. A perturbação do garoto vem do fato de ele ver “gente morta” a todo momento, em todos os lugares. O choque é descobrir que Malcolm faz parte dessa gente.

 

Colaboraram: Letícia das Neves e Thierry Marsulo

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