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A célula chega à sala cirúrgica

Através da microcirurgia celular a laser, o biofísico americano Michael Berns realiza proezas como perfurar células e picotar seu material genético.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h45 - Publicado em 30 jun 1990, 22h00

Com a ajuda do laser e de uma avançadíssima técnica que permite até segurar e virar células individuais, a debilidade dos esperrnatozóides, que os impede de romper as proteções do óvulo feminino e fecundá-lo, deixará de ser causa de infertilidade. Essa é urna das proezas no horizonte da microcirurgia celular a laser, da qual um dos mais destacados praticantes é o biofísico Michael Berns, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Em vinte anos de pesquisa, ele aprendeu a perfurar a membrana das células e a picotar seu material genético com urna faca de 1/2 bilionésimo de milímetro de espessura. Aprendeu também a usar um laser de baixa potência para pressionar e agarrar urna célula, deixando as demais intactas, e movendo-a de um lado para outro. Outro feito de Berns foi o de segurar com laser um espermatozóide, para avalia sua força motora. Ele também furou duas células com um feixe, enquanto usava outro feixe para mantê-las em contato até se fundirem num híbrido – algo de deixar de água na boca qualquer engenheiro genético que se preze.

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