Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Arqueólogos descobrem cidade de 2.500 anos na Amazônia equatoriana

Graças à tecnologia de escaneamento por laser infravermelho, pesquisadores encontraram resquícios de cidades anteriores à chegada dos europeus na região.

Por Caio César Pereira
15 jan 2024, 19h03

Em uma pesquisa que durou aproximadamente 20 anos, arqueólogos encontraram evidências de um centro urbano pré-hispânico “escondido” no meio da floresta amazônica do Equador. Debaixo da densa floresta, os pesquisadores descobriram um extenso complexo agrícola, com estradas e campos que se estendem por mais de 6 mil plataformas retangulares de terra.

O sítio arqueológico está localizado a leste dos Andes, no Vale Upano, no Equador. O sítio mostra estruturas de pelo menos 15 assentamentos diferentes, conectados por um grande sistema de estradas, se estendendo por longas distâncias. Uma delas, por exemplo, tinha 25 km de extensão.

A pesquisa foi publicada na revista Science, e mostrou que a descoberta da cidade perdida só foi possível graças a utilização da tecnologia LIDAR (detecção e alcance de luz, ou light detection and ranging na sigla em inglês). Utilizando um laser de infravermelho, essa tecnologia de sensoriamento remoto permite o escaneamento preciso de regiões densas e de difícil acesso, como a floresta amazônica.

O Lidar escaneou uma área de aproximadamente 300 km2, até encontrar o sistema de estradas e plataformas da antiga cidade. 

“Explorei o local muitas vezes, mas o Lidar me deu outra visão da terra. A pé, você tem árvores no caminho, e é difícil ver o que está realmente escondido lá”, conta o arqueólogo Stéphen Rostain, autor principal do estudo e diretor de pesquisa no Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), à Live Science.

Continua após a publicidade

Segundo escavações arqueológicas realizadas, o complexo data de 500 a.C. a 600 d.C, e provavelmente foi habitado pelos povos Kilamope e Upano. A descoberta é importante por mostrar que os habitantes das américas pré-coloniais possuíam civilizações mais desenvolvidas do que se acreditava, e com uma numerosa população. As estimativas estão na faixa de 10 mil habitantes – mas o número pode chegar a 100 mil.

“É um cenário de corrida do ouro, especialmente para as Américas e a Amazônia. Os cientistas estão demonstrando de forma conclusiva que havia muito mais pessoas nessas áreas e que elas modificaram significativamente a paisagem. Isso é uma mudança de paradigma em nosso pensamento sobre o quanto as pessoas ocupavam essas áreas”, disse à Science News o arqueólogo da Universidade Estadual do Colorado, Christopher Fisher, que não esteve envolvido no estudo.

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.