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Dom Kulatunga , ciência e budismo

Estima-se que um milhão de brasileiros tenham contato com a religião. E boa parte procura inspiração nos ensinamentos do ex-monge Dom Kulatunga.

Ciro Pessoa

Quando o ex-monge budista Dom Kulatunga veio do Sri Lanka para o Rio de Janeiro na década de 60, os adeptos da doutrina no Brasil não passavam de algumas dezenas. Hoje, estima-se que um milhão de brasileiros tenham contato com o budismo. E boa parte procura inspiração nos ensinamentos desse homem lúcido e bastante bem conservado para seus 79 anos de idade. Kulatunga conversou com a Super sobre ciência e religião.

Super – Como se faz para atingir a iluminação?

A vigilância é a única maneira para não se deixar levar por pensamentos destrutivos. Desde que você tenha autocontrole, o mal pode ser evitado. Fazer o bem é uma lei universal.

Mas esta não é a mesma mensagem da maioria das religiões, inclusive do catolicismo?

Infelizmente, a Igreja Católica não tem dado a devida importância para as mensagens de Cristo: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Para amar os outros tenho que me amar. Se eu me deixar levar por sentimentos ruins, vou passar sofrimento para os homens e para tudo o que está ao meu redor.

Esse tudo inclui a matéria?

Segundo a física quântica, cada sub-átomo tem uma inteligência sobre o que está acontecendo em outro pólo. É uma inteligência que conecta, uma consciência presente em tudo: planta, animal, terra, madeira. Buda falou isso antes da física quântica: “A vida começa na matéria”.