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Estudo encontra ligação entre uso de cannabis e perda de memória

A maior pesquisa do tipo analisou mais de mil imagens cerebrais e revelou que o consumo constante de maconha está ligado à perda da memória de trabalho.

Por Manuela Mourão
3 fev 2025, 18h00

Hoje em dia o uso medicinal e recreativo da cannabis é legal em muitos países. Aqui no Brasil, por exemplo, até 40 g ou o cultivo de 6 plantas para uso pessoal é descriminalizado, enquanto pacientes podem optar pelo canabidiol para tratar dores crônicas, epilepsia, esclerose múltipla, ansiedade, depressão, sequelas de AVC, câncer e efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia. 

Mesmo assim, ainda existem dúvidas sobre os efeitos na saúde humana, principalmente quando o consumo da substância é feito com muita frequência. Por isso, pesquisadores de instituições do Canadá e dos Estados Unidos analisaram varreduras de imagens cerebrais de 1.003 jovens adultos – e descobriram que o uso intenso da maconha pode causar problemas em nossa “memória de trabalho”. 

O tamanho do grupo testado torna esse estudo o maior deste tipo concluído até agora. A pesquisa foi publicada no JAMA Network Open.

A memória de trabalho é responsável por reter uma quantidade pequena de informação em um formato “acessível” de nosso cérebro. De acordo com os pesquisadores, ela se difere da memória de curto prazo, que guarda informações por um tempo relativamente curto (normalmente até 30 segundos).

Pelo contrário, a memória de trabalho facilita o planejamento, a compreensão, o raciocínio e a resolução de problemas – ou seja, tem um papel cognitivo importante para a realização de tarefas.

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Para analisar a atividade cerebral, os participantes realizaram sete atividades enquanto em ressonância magnética, para que os cientistas pudessem observar onde e como áreas do cérebro respondiam a estímulos específicos.

“As tarefas examinaram a resposta neural relacionada à emoção, recompensa, função motora, memória de trabalho, linguagem, raciocínio relacional ou lógico e teoria da mente ou processamento de informações sociais”, escrevem os autores no estudo.

De acordo com Joshua Gowin, um neurologista que participou do estudo, “para minimizar o risco de falsos positivos, empregamos a correção da taxa de descoberta falsa (FDR). Embora algumas das outras tarefas indicassem potencial comprometimento cognitivo, apenas a tarefa de memória de trabalho mostrou um impacto estatisticamente significativo”, em comunicado.

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O estudo observou que o uso excessivo de cannabis pode afetar a função cerebral, especialmente em áreas com alta densidade de receptores CB1, que são alvo do THC (principal substância psicoativa encontrada nas plantas de maconha).

As áreas que mostraram atividade inferior ao esperado são associadas à concentração da atenção, tomada de decisões e processamento de emoções. 

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Além disso, a análise mostrou que esses efeitos persistem mesmo em indivíduos sem THC no sistema no momento do teste.

“As pessoas precisam de estar conscientes da sua relação com a cannabis, uma vez que a abstenção também pode perturbar a sua cognição”, disse Gowin. Isso porque, embora reduzir o uso de cannabis possa melhorar a memória, os sintomas temporários de abstinência em usuários podem neutralizar esses benefícios.

Porém, ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas. Por exemplo, quais podem ser os mecanismos por trás da associação, ou até que ponto as mudanças podem ser permanentes. Gowin diz que “à medida que o consumo de cannabis continua a crescer globalmente, estudar os seus efeitos na saúde humana tornou-se cada vez mais importante”.

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