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Evolução das espécies e seleção natural das Flores

Relato de mais uma teoria de Darwin sobre a evolução das espécies pela selecão natural.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h53 - Publicado em 31 Maio 1989, 22h00

Quando publicou a sua teoria sobre a evolução das espécies pela seleção natural, Charles Darwin exemplificou a dependência mútua dos seres vivos mostrando como gatos e trevos vermelhos se acham ligados. O trevo vermelho é uma flor visitada apenas pelas mangabas, pois as abelhas comuns não conseguem atingir seu nectário. No seu esforço para conseguir o néctar, as mangabas se sujam de pólen e garantem a reprodução das flores. Por outro lado, essa abelha costuma fazer ninho em buracos abandonados pelos arganazes, uma espécie de ratazana silvestre. Lá a rainha deposita sucessivas ninhadas de ovos, que acabam atraindo de volta os arganazes, para uma saborosa refeição de mel, massa de pólen e larvas suculentas. Darwin raciocinou: “O número de mangabas num determinado distrito depende em grande parte do número de ratos que lhes destroem os ninhos. Por sua vez, o número de ratos depende do número de gatos”. E concluiu: “É bem provável que a presença de um felino em grande quantidade, no distrito, possa determinar freqüência de certas flores”. Mais tarde, seu amigo e defensor Thomas Henry Huxley acrescentou mais um elo à cadeia: “Podemos dizer que as solteironas também são amigas indiretas das mangabas e inimigas indiretas dos arganazes pois criam gatos”.

 

 

 

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