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Gigante farmacêutica suspende pesquisas sobre Alzheimer

Pfizer também suspenderá pesquisas sobre Parkinson – mas planeja criar fundo dedicado a estudos de neurociência

Por Lucas Baranyi - 10 jan 2018, 19h06

A Pfizer, uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, anunciou que está cancelando seus programas de descobertas em neurociência, cancelando novas buscas para encontrar remédios e tratamentos para Alzheimer, por exemplo.

O movimento extinguirá 300 empregos – além de interromper buscas por novas medicações para Parkinson. Em contrapartida, a empresa se comprometeu a criar um fundo dedicado a pesquisas sobre neurociência no futuro.

Em comunicado à imprensa, a Pfizer explicou a decisão. “Tomamos a decisão de encerrar nosso programa de neurociência e realocar fundos para áreas em que temos forte liderança científica, causando um impacto maior na vida dos pacientes.”

Segundo Tara Spire-Jones, neurocientista da Universidade de Edimburgo, a decisão não é equivocada. “Mais de 99% dos testes para remédios contra Alzheimer falharam nos últimos 15 anos. Nós aprendemos com estas falhas mas também é necessário dar um passo para trás e compreender as mudanças do cérebro”, afirmou à BBC.

No Brasil

De acordo com o IBGE, o número de pessoas com Alzheimer no país ultrapassa 1,2 milhão – e apenas metade se trata. A cada ano, surgem 100 novos mil casos no país, e este número pode dobrar até 2030, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer. Segundo a OMS, o número de casos pode aumentar até 500% na América Latina.

Já o Parkinson atinge, segundo estimativas, entre 200 e 250 mil pessoas no país – e o aumento da incidência se dá com o envelhecimento da população, já que a faixa acima de 65 anos é a mais atingida.

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