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“Kit de bruxaria” é encontrado nas cinzas de Pompéia

Espelhos, escaravelhos, mini crânios, até pequenos pênis (chamados de amuletos fálicos) estavam entre os objetos.

Por Maria Clara Rossini - Atualizado em 16 ago 2019, 19h53 - Publicado em 16 ago 2019, 19h52

Pompeia é um curioso caso de cidade que ganhou bem mais relevância após sua destruição: ela foi engolida pela grande erupção do vulcão Vesúvio no ano 79, que acabou sepultando o lugar em cinzas. Após se manter oculto por 1600 anos, o assentamento foi redescoberto por acaso, em 1748. Hoje, o que restou da cidade romana é um dos destinos mais visitados da Itália. E as escavações por lá continuam descobrindo relíquias de grande valor arqueológico.

Agora, pesquisadores acharam uma antiga caixa de madeira, bem surrada, em uma estrutura chamada Casa del Giardino, localizada numa região chamada Regio V, área da cidade que esteve sob escavação recente. Apesar das aparentes más condições, o conteúdo interno da caixa estava intacto: incluía um total de 100 pequenos objetos como elementos decorativos feitos de bronze, osso e âmbar, escaravelhos de pedras preciosas, cristais, botões feitos de ossos, espelhos, pequenos crânios, bonecos e até alguns pênis em miniatura chamados pelos pesquisadores de amuletos fálicos. Veja todas as imagens aqui.

Os arqueólogos do Parque Arqueológico de Pompeia estão examinando as relíquias para entender seu significado, mas a melhor suposição é que são objetos de uma antiga feiticeira romana. Segundo eles, a caixa era um “kit de ferramentas” da suposta bruxa, e ela usava os artefatos em rituais de fertilidade, sedução ou para buscar bons presságios para um parto ou gravidez.

Ainda de acordo com os estudiosos, é muito provável que esse kit fosse de uma criada ou escrava da casa, não da dona da mansão pois a caixa era relativamente simples, sem os luxos que a elite de Pompeia gostava de exibir em todos os seus pertences.

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As peças serão expostas em breve, junto a outras jóias, em um museu na Itália.

O mais curioso dessa história toda é que, apesar de os arqueólogos afirmarem que a caixa era o típico objeto deixado para traz quando as pessoas estavam fugindo da tragédia, a dona dos pertences pode ter morrido perto deles: foram encontrados restos mortais de várias pessoas dentro da casa. E os pesquisadores agora fazem análises genéticas para tentar descobrir a identidade deles.

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