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Máquina torna mais difícil mentir

Cientistas descobrem que estímulos magnéticos no cérebro podem ser a chave para fazer as pessoas falarem a verdade

Todo mundo mente, e ainda não existe uma maneira 100% eficaz de identificar se alguém está ou não falando a verdade. Mas talvez isso mude. Uma experiência feita na Universidade de Tartu (Estônia) constatou que, ao terem partes do cérebro estimuladas por pulsos magnéticos, voluntários se tornavam mais propensos a dizer verdades ou mentiras.

Em testes com 16 pessoas, cientistas usaram um dispositivo chamado de Transcranial Magnetic Stimulation (TMS), utilizado em estudos do cérebro e também no tratamento de doenças como enxaqueca e depressão. A ideia era testar a veracidade do que os participantes diziam após uma desaceleração temporária do córtex pré-frontal dorsolateral, a região logo atrás da nossa testa, que, acredita-se, está ligada à tomada de decisões. O grupo foi instruído a, enquanto olhava figuras azuis ou vermelhas em uma tela de computador, apontar corretamente a cor de algumas delas e mentir a respeito de outras, como bem entendesse. Metade das pessoas sofreu estímulos no lado esquerdo da região cerebral, e mentiu consideravelmente menos vezes do que a outra metade do grupo – que teve o lado direito estimulado.

Como o número de voluntários foi pequeno e não havia motivação concreta para mentir durante o teste (eles não ganhariam ou perderiam nada por não falar a verdade), os cientistas alertam que ainda não é possível contar plenamente com o método. Mas, aperfeiçoado, é possível que logo ele esteja na sala de interrogatórios mais próxima de você.