OMS desiste de regular “substâncias eternas”
Entidade não irá propor limite para PFAS – que não se decompõem nunca.
Os PFAS (per e polifluoroalquis) são moléculas extremamente estáveis, com ligações muito fortes entre os átomos de flúor e carbono que as compõem. Elas repelem água e gordura, e por isso são usadas em embalagens de comida, tecidos impermeáveis, tintas e diversos outros produtos (até 2015, também estavam presentes nas panelas antiaderentes).
Mas não se decompõem nunca, o que lhes rendeu o apelido de “substâncias eternas”. O efeito dos PFAS sobre o corpo humano ainda não é plenamente compreendido. Por isso, em 2022 a OMS decidiu estabelecer limites máximos para a presença dessas substâncias na água.
Mas cientistas acusaram a entidade de propor uma regra frouxa, que permitiria um alto nível de PFAS: 100 partes por trilhão (ppt). É muito mais que a norma da Environmental Protection Agency (EPA), a agência ambiental americana, que impunha o limite de 70 ppt, mas neste ano decidiu reduzi-lo para 4 ppt.
Em vez de apertar sua própria regra, a OMS desistiu: anunciou que não irá mais propor um limite para os PFAS.
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