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Panda mais velha do mundo morre em cativeiro

Jia Jia tinha 38 anos - um recorde mundial para a espécie :(

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 19h03 - Publicado em 17 out 2016, 18h30

A gente pede desculpas por trazer essa notícia em pleno início de semana, mas não tem como ser menos direto: aos 38 anos, a panda mais velha do mundo morreu no domingo (16), no Ocean Park, em Hong Kong.

Jia Jia (que significa algo como “boa” em chinês), nasceu livre, em 1978, na província de Sichuan. Ela foi dada de presente pela China para Hong Kong, em 1999, para celebrar a independência da ilha em relação ao Reino Unido. 17 anos depois, Jia Jia estava bem velhinha, com problemas de visão e de audição, artrite e pressão alta. Mesmo assim, até o ano passado, estava firme e forte – e até ganhou bolo de aniversário, como você vê aí na foto.

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Esse ano, porém, ela simplesmente perdeu a vontade de viver: não demonstrava interesse pela comida, e perdeu 4 kg em menos de um mês. Jia Jia também quase não bebia água e passava o dia adormecida, provavelmente porque sentia muita dor. No domingo, ela já não conseguia caminhar, e os veterinários do parque acabaram sacrificando a pandinha. No comunicado oficial da morte de Jia Jia, o parque disse que “ela era um membro da família”.

A longa vida da panda estabeleceu um recorde mundial pelo Guiness, em julho do ano passado. Isso porque, de fato, ela viveu muito mais do que a maioria dos indivíduos da espécie: em cativeiro, eles chegam até os 30 anos, enquanto no mundo selvagem vivem, no máximo, até os 20. Jia Jia, porém, viveu 38, o equivalente a 114 anos humanos.

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A vida curta é uma das razões pelas quais os pandas estão ameaçados de extinção. Isso diminui as já pequenas chances de reprodução. Para começar, o cio das fêmeas é de 72 horas por ano, sendo que elas só ficam férteis para valer durante 12 ou 24 horas. E não é só isso: a gravidez fica ainda mais difícil porque os pandas vivem muito isolados uns dos outros e, quando finalmente se encontram, frequentemente brigam entre si, em vez de acasalar.

Por isso, o cativeiro é essencial para a preservação da espécie – lá, os cientistas conseguem dar uma forcinha para eles se reproduzirem. Fácil não é, claro: na maior parte da vezes, os animais se recusam a acasalar e os pesquisadores precisam apelar até para pornô. Mas com Jia Jia a coisa foi tranquila: durante sua longa vida, ela deu à luz seis filhotes.

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