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Por que reconhecemos sabores que nunca provamos?

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h52 - Publicado em 31 jul 2005, 22h00

Bárbara Semerene

Você já deve ter dito ou ouvido alguém dizer: “Estou com gosto de ferrugem na boca”. Às vezes sentimos gosto de plástico. Ou de metal. Mas como identificamos esses sabores se nunca comemos ferrugem, plástico ou metal? Eles podem estar registrados nos nossos genes. “Herdamos a memória gustativa de nossos ancestrais, que não eram tão exigentes com a comida”, explica o neurologista Egberto Reis Barbosa, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Aliás, você não foi sempre tão fresco em relação ao cardápio. É comum bebês colocarem terra, isopor, metal e até fezes na boca, já que adoram conhecer o mundo por via oral. “A gente não lembra dessas coisas, mas elas ficam registradas”, diz Barbosa.

Há também uma explicação mais simples: muitas vezes confundimos sabor com odor. “O paladar é a composição do olfato e da gustação. Esses dois sentidos se comunicam na mesma área do cérebro e é fácil relacioná-los”, diz Henry Ugadin, do grupo de estudos de olfato e gustação do Hospital das Clínicas.

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