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Por que você deve desconfiar de tudo (ou quase tudo) que ouve e lê sobre o aquecimento global

Texto Pedro Burgos

Só se fala nas tais mudanças climáticas. Todos, de cientistas a ascensoristas, se convenceram de que, se o homem não parar de castigar o planeta,o apocalipse virá em forma de inundações, furacões e outras pragas. Será que esse consenso é tão absoluto assim?

Ninguém escapa dele, esteja em São Paulo, na Amazônia, na China ou na Antártida. O aquecimento global – estamos falando do assunto, não do fenômeno climático – saiu há mais ou menos duas décadas dos fechados círculos acadêmicos para ganhar a atenção de ativistas, da imprensa e de pessoas de qualquer grau de instrução. Parte da culpa é do ex-vice-presidente americano Al Gore, que aborda a questão de maneira clara e direta em seu documentário Uma Verdade Inconveniente. Mas a faísca que incendiou de vez os debates de boteco sobre aquecimento global foi a estrondosa divulgação do quarto relatório (AR4) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), órgão das Nações Unidas que reuniu cientistas e políticos de 116 nações para analisar o tema. Ele criou, com base em 5 anos de pesquisa, o que é quase impossível na ciência: um consenso. Pelo menos aos olhos do público.

Com que virtualmente todo mundo concorda: o mundo está realmente ficando mais quente. Desde 1850, quando começaram a medir de maneira mais con­fiável a temperatura, não víamos os termômetros marcar números tão altos. Ondas de calor, furacões mais intensos e derretimento das geleiras nos pólos são alguns resultados desse aquecimento já percebidos – que devem se agravar, pelas projeções dos cientistas do IPCC apresentadas em abril na segunda parte do AR4. (O relatório é divulgado em 3 etapas: uma trata das causas científicas do fenômeno, outra faz projeções e a terceira aborda medidas para mitigar, ou suavizar, a curva de aquecimento.)

Se o aquecimento é uma certeza, sobram dúvidas e opiniões conflitantes em quase tudo o que diz respeito a ele. O que exatamente está fazendo o planeta aquecer tanto? Qual é o impacto real das ações humanas? O que acontecerá no futuro? Que atitudes precisamos tomar agora?

Existe mesmo um consenso?

O IPCC diz que é “muito provável” (veja exatamente o que isso significa na pág. anterior) que a elevação acelerada da temperatura na Terra nos últimos anos (0,13 °C por década) seja resultado da ação humana. O motivo, pela teoria amplamente aceita, é que nós lançamos CO2, CFC, metano e outros gases na atmosfera. Esses gases compõem um tipo de manto, que retém a radiação solar que normalmente seria refletida de volta ao espaço. É o chamado efeito estufa (que não é essencialmente mau, pois sem ele a temperatura média seria 30 °C mais baixa que hoje, impossibilitando a vida).

Bem antes de o homem aparecer no pedaço, esses gases já eram produzidos pela decomposição de seres mortos, vulcões, queimadas espontâneas e outros fenômenos. O problema, dizem os cientistas, é que estamos lançando CO2 demais na atmosfera, aumentando o efeito estufa e aquecendo o planeta. Os reponsáveis por esse estrago todo seriam a queima de petróleo e carvão, a destruição de florestas e a pecuária extensiva (sim, são as flatulências bovinas).

As tais emissões antropogênicas, nome que os cientistas dão para a nossa interferência na atmosfera, aumentaram muito desde a Revolução Industrial, no século 18. A concentração de CO2 na atmosfera quase duplicou: de 200 ppm (partes por milhão) para 383 ppm. Essa é a principal causa do aquecimento global, do ponto de vista dominante entre os cientistas que elaboraram o AR4.

Mas há um grupo de cientistas, conhecidos genericamente por céticos, que desconfia da tese que aponta o homem como o principal vilão: para vários deles, essa variação na concentração de CO2, apesar de grande, não seria suficiente para explicar a maior parte das mudanças climáticas, como faz o IPCC. “Partes por milhão”, como o nome diz, é coisa pouca em relação ao todo. Na prática, a poluição humana mexeu em menos de meio por cento da composição atmosférica nesses 150 anos. Para os céticos, as alterações climáticas são comuns na história do planeta, e causas naturais, como variantes na atividade solar, atividade vulcânica e correntes marítimas, que foram responsáveis por mudanças no passado, continuariam sendo as maiores responsáveis hoje.

Do outro lado, os cientistas do consenso dizem que a atmosfera sempre esteve num equilíbrio muito sensível e tênue, e qualquer alteração, por mínima que aparente ser, provoca reações em cadeia e pode acarretar mudanças drásticas e mais aceleradas no clima. Testes de laboratório mostram que uma variação pequena na quantidade de CO2 da atmosfera seria efetivamente suficiente para causar um aumento na temperatura, e modelos cada vez mais apurados indicam uma relação diretamente proporcional entre o aumento dos gases do efeito estufa e a intensificação do aquecimento. Ponto para o consenso.

Mas esse não é um argumento vencedor para os céticos, que afirmam que testes de laboratório dificilmente conseguem prever outras variáveis para o equilíbrio da temperatura na Terra, como as nuvens e a radiação solar. “Sempre mostramos que existe uma variabilidade natural do clima. Sem medo de exagerar, é possível dizer que o clima da Terra é o resultado de tudo que acontece no Universo – a radiação solar e até a explosão de uma estrela milhões de anos atrás pode mudar a temperatura aqui”, afirma o climatologista Luis Carlos Molion, da UFAL, um dos brasileiros que defendem com mais ardor a bandeira dos céticos.

Pesquisas indicando o aumento na temperatura de Júpiter, Marte e Plutão nos últimos anos dão força à tese de que o aquecimento na Terra seja resultado da maior atividade solar nos últimos 1 000 anos. E a discussão esquenta ainda mais quando o lobby cético saca da manga indícios de que um período de aquecimento global na Idade Média, por volta do ano 1000, foi mais severo que o de hoje.

Paulo Artaxo, climatologista da USP, que participou do relatório do IPCC, joga água fria nos argumentos ardentes dos céticos. Para ele, essas alegações estão ultrapassadas. O último grande estudo sobre a radiação solar, por exemplo, já tem 16 anos, sofreu muitas críticas e foi invalidado por vários centros de pesquisa desde então – apesar de citado até hoje como um dos mais fortes argumentos contra a causa humana. O AR4 define que o Sol tem apenas 7% da responsabilidade pelo aquecimento em curso.

Artaxo diz que o consenso sobre a culpa do homem é quase inabalável. “Não há 100% de certeza porque não existe isso em ciência”, afirma. “Mas tudo que contribui para a mudança da temperatura foi pesado e atribuído no relatório, e passado por um escrutínio enorme e rigorosíssimo.”

O que vai acontecer, então?

Se os céticos em relação às causas do aquecimento global são minoria, não faltam cientistas com um pé atrás em relação às previsões sobre os impactos das mudanças climáticas.

Este ano, acompanhando os relatórios do IPCC, chegou ao público uma quantidade enorme de informações alarmistas – e muitas vezes conflitantes. Jornais e revistas trouxeram montagens com grandes cidades debaixo d’água, número de pessoas afetadas pela seca e fome, espécies de animais em extinção e todo tipo de cenário apocalíptico.

Parte do pessimismo tem razão de ser: o CO2 lançado na atmosfera nos últimos séculos ficará lá por mais de 100 anos; O CFC, poluente relacionado a sprays e geladeiras, demora mais de 1 milhão de anos para se dissipar. Então, mesmo que parássemos milagrosamente de poluir agora, enfrentaríamos as conseqüências neste século (considerando verdadeira, é claro, a hipótese de que esses gases são os principais vilões).

Entretanto, uma leitura atenta do levantamento da ONU mostra que ele é cauteloso ao trazer uma escala de confiabilidade de cada projeção, além de considerar diversos cenários possíveis. Ninguém lerá no relatório que um número específico de espécies será extinto, como chegou a ser dito na imprensa. Sobre isso, o AR4 diz que “aproximadamente de 20 a 30% das espécies de animais e plantas estudadas provavelmente estarão em um risco de extinção maior se a temperatura exceder 1,5 a 2,5 °C no próximo século”.

“Acho que o público e a imprensa já estão à frente da ciência em termos de previsões catastróficas, fazendo conexões que ainda não estão nos dados”, afirmou o britânico Martin Parry, co-presidente do grupo de trabalho que apresentou a segunda parte do relatório do IPCC. Parry e boa parte da comunidade científica receiam que o bombardeio de anúncios apocalípticos, que inicialmente seria positivo por chamar a atenção da população para o problema, possa acarretar insensibilidade por superexposição.

Para fazer as previsões, os cientistas inserem o maior número de variáveis possíveis em modelos matemáticos que rodam em supercomputadores, projetando o comportamento esperado do clima com base em dados climáticos do passado. Para o relatório do IPCC, foram usados mais de 20 modelos – todos tinham resultados diferentes, alguns com uma discrepância razoável. “As incertezas são muito grandes, os modelos são reconstruções não instrumentais, funcionam mais como indicadores. Ainda temos dúvidas em relação ao passado”, afirma José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Após uma palestra de apresentação dos dados do IPCC na USP, em abril, o geó­grafo Aziz Ab’ Saber fez duras críticas justamente à falta de dados sobre o passado climático da Terra. “Já houve um período naturalmente quente, o Ótimo Climático, entre 5 000 e 6 000 anos atrás, quando aconteceu a retropicalização do Brasil”, afirmou. “O mar chegou a subir quase 3 metros, as correntes marítimas mudaram. Se não considerarmos isso, não podemos dizer que vai ser maléfico para a Amazônia.”

Um dos 4 brasileiros a participar do painel da ONU, o climatologista Carlos Nobre, também do Inpe, não desaprova o escarcéu midiático. Ele pensa que as previsões são, muitas vezes, catastróficas de fato. “Uma pesquisa entre cientistas da área feita pela revista Nature perguntou qual era a probabilidade do derretimento completo das geleiras da Groenlândia nos próximos 100 anos. Cerca de 10% dos entrevistados acreditam nessa hipótese”, disse. Nobre reconhece que o número é baixo, mas o julga importante demais para ser descartado porque, se 90% dos especialistas estiverem errados, 100% da humanidade estará numa enorme encrenca. “É por isso que devemos ter precaução máxima. Senão, corremos o risco de passar o ponto de não retorno.”

As pesquisas são neutras?

Discordâncias e incertezas na ciência são normais e saudáveis, afinal é isso que move as descobertas. Mas alguns defendem que, no caso do aquecimento global, há mais em jogo que simples pontos de vista diferentes. Muito se falou, não raro com razão, que a indústria do petróleo financiava os céticos. Em 1998, o Instituto Americano do Petróleo (API), poderosa organização que congrega as maiores empresas do ramo nos EUA, tentou arregimentar cientistas que pudessem ir a público e falar das falhas das teo­rias sobre as causas do aquecimento global. O jornal The New York Times descobriu a tramóia e os céticos começaram a ser vistos com desconfiança.

Por outro lado, seria injustiça dizer que todos os negacionistas sejam vendidos, como os tacha a maioria dos cientistas que defendem a hipótese antropogênica. “Aquecimento global virou uma religião. Falar algo contra a corrente dominante virou heresia”, afirma Nigel Calder, ex-editor da revista New Scientist, ele mesmo um “herege” assumido.

Calder é um dos principais personagens do documentário The Great Global Warming Swindle (“A Grande Farsa do Aquecimento Global”, inédito no Brasil, mas que você vê no site da Super), que foi ao ar na TV inglesa em março. O filme defende uma tese controversa: da mesma maneira que há empresas interessadas em negar o impacto da poluição humana na mudança climática – como as de petróleo, carvão e automóveis –, há pessoas, empresas e grupos de pressão que não se dariam mal com a histeria em torno do aquecimento global.

Essas seriam, diz o documentário, as diversas ongs ambientalistas, que receberiam mais fundos, os países que vendem tecnologias de geração de energia renovável (como alguns da Europa) e lucrariam com a substituição das fontes de energia, e, principalmente, cientistas que estão sendo atraídos para o tema por causa de abundantes linhas de financiamento para pesquisas na área.

A tese tem alguma base. Segundo Carlos Nobre, cresceram os fundos para estudos sobre mudanças climáticas, mas por uma razão trivial. “Existe uma percepção de que é um problema sério. Esse consenso tem de aparecer na forma de financiamento”, afirma. O climatologista, porém, diz acreditar que há espaço para qualquer teoria. Richard Lindzen, climatologista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, discorda. No polêmico documentário, ele dispara: “Cientistas que não aceitam o alarmismo têm visto seus fundos desaparecer, seus trabalhos alterados, e eles mesmos são tachados de fantoches da indústria”.

Como, para o bem e para o mal, o aquecimento é a moda, a coisa acontece no Brasil também. “Se eu disser que vou fazer um estudo para contestar o aquecimento global, dificilmente vou conseguir financiamento”, admite Ercília Steinke, professora de Climatologia Geral da UnB. “O cientista tem de seguir o fluxo.”

Chris de Freitas, professor de ciência ambiental na Universidade de Auckland, Nova Zelândia, é um dos céticos mais combativos da atualidade. Ainda assim, ele considera benéfica a maior parte dos interesses que movem as causas verdes. “O problema da mudança climática ganhou vida própria”, escreveu em um artigo publicado no jornal New Zealand Herald. Segundo ele, além da grana para a pesquisa estão em jogo a qualidade do ar, o consumo de recursos não renováveis, a eficiência energética, a redução da dependência do petróleo estrangeiro, o zelo pelo ambientalismo e a geração de riqueza por taxas ambientais.

O que precisamos (não) fazer?

A sabedoria popular diz que, na dúvida, é melhor prevenir. Então, se há a possibilidade de mudanças climáticas extremas, não temos muito a perder em fazer o mundo menos poluído, certo? A coisa não é tão simples assim. Para diminuir a emissão de gases poluentes, temos de mudar hábitos, buscar novas formas de energia e substituir as antigas, reciclar o lixo, plantar árvores e outras medidas de mitigação do impacto humano. O custo disso tudo é difícil de prever. O terceiro relatório do IPCC estima algo entre ­US$ 78 bilhões e mais de US$ 1 trilhão por ano – o que vem a corresponder a entre 0,2 e 3,5% da soma dos PIBs de todas as nações do mundo.

Vale a pena todo o custo e trabalho? Parece uma pergunta absurda, em se tratando do objetivo (salvar o planeta). Mas um dream team de economistas (alguns Prêmios Nobel) se reuniu há 3 anos com o desafio de eleger quais prioridades a humanidade deve ter na relação custo/benefício. O chamado Consenso de Genebra, como ficou conhecido o grupo, colocou a contenção do aquecimento global atrás de 9 outros desafios prioritários, como diminuição da fome e o combate à malária na África. Para efeito de comparação, os economistas calcularam em US$ 27 bilhões a despesa para prevenir que o HIV contaminasse 28 milhões de pessoas até 2010 – e os benefícios seriam 4 vezes maiores que o custo.

O próprio relatório do IPCC reconhece que os esforços para mitigar o aquecimento global não podem vir desacompanhados de outras políticas públicas. “O equilíbrio entre impactos positivos e negativos para a saúde irá variar de um lugar para outro, e mudará durante o tempo com as temperaturas aumentando”, lê-se no AR4, na parte de saúde. “Para enfrentá-los, serão criticamente importantes fatores que diretamente moldam a saúde da população, como educação, campanhas e infra-estrutura de saúde pública e desenvolvimento econômico.”

O que muitos dos céticos deixam de levar em consideração, ao calcular o alto custo de frear as emissões de gases poluentes, é a possibilidade de que o gasto seja, na verdade, um investimento. “É possível que os benefícios econômicos excedam os custos da mitigação”, diz o terceiro relatório do IPCC, datado de 2001. Geração de energia eólica ou solar, apesar do alto custo de implantação, tende a ser mais barata no futuro. A produção de carros mais econômicos e utilização de materiais recicláveis nas indústrias já são realidade, e têm trazido economia para grandes empresas. Na Europa, algumas companhias aéreas já oferecem a opção de passagens “verdes”, mais caras que as normais, mas que prometem ao passageiro que serão plantadas árvores em quantidade proporcional ao CO2 emitido na viagem. Por enquanto, a iniciativa tem sido um sucesso.

Mas, se as previsões mais sinistras se concretizarem, problemas como a falta d’água e o racionamento de energia provocarão mudanças sensíveis no comportamento das pessoas. “A maneira como consumimos até hoje, com todo esse desperdício, não poderá continuar”, avisa Artaxo. “Mas não é o fim do mundo. O ser humano tem condições de enfrentar o problema e conseguirá encontrar maneiras”, aposta o professor da USP.

E, para que possamos chegar a soluções sensatas tanto para diminuir as emissões de CO2 quanto para nos adaptar às novas condições climáticas, é preciso questionar as “verdades” impostas. É a opinião do escritor, médico e biólogo Michael Crichton, autor do livro Estado de Medo: “A ciência não tem nada a ver com consenso. Consenso é coisa de política. Os maiores cientistas da história são grandes justamente porque desafiaram o consenso”.

Homem X Sol

O consenso defende a culpa da humanidade pelo aquecimento global; céticos dizem que a radiação solar é a causa.

Verde X Petróleo

Para os defensores do consenso, os céticos são pagos pelas petrolíferas; os céticos falam numa conspiração verde.

Extinção X Adaptação

Alguns cenários nos reservam o triste destino dos dinossauros; em outros, nos adaptamos como baratas.

Ambiente X Capitalismo

Na dúvida, o que devemos priorizar: a salvação das baleias ou o fomento do crescimento econômico?

O dicionário do IPCC

A redação dos relatórios do IPCC é feita de modo a não deixar margem para nenhuma dubiedade. Assim, expressões como “muito provável”, bastante vagas na linguagem cotidiana, ganham definições rígidas, que não admitem outra interpretação. Veja abaixo o que significam os termos do relatório.

Virtualmente certo: 99% de probabilidade.

Extremamente provável: >95%.

Muito provável: >90%.

Provável: >66%.

Mais provável que improvável: >50%.

Muito improvável: <10%.

Extremamente improvável: < 5%.

Confiabilidade muito alta: 9 chances em 10 de estar correto.

Alta confiabilidade: 8 chances em 10.

Confiabilidade média: 5 chances em 10.

Baixa confiabilidade: 2 chances em 10.

Confiabilidade muito baixa: menos de 1 chance em 10.

Para saber mais

http://www.ipcc.ch

Site do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, com relatórios para download).

The Skeptical Environmentalist

Bjorn Lomborg, Cambridge University Press, Inglaterra, 2001.