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Projeto “DNA do Brasil” vai sequenciar genoma de 15 mil brasileiros

A ideia é que o levantamento sirva para orientar programas de prevenção e tratamento de doenças.

Por Maria Clara Rossini 10 dez 2019, 20h02

Depois de muito tempo – e vários pedidos na internet – finalmente chegou o momento de o brasileiro ser estudado. O “DNA do Brasil” é o primeiro projeto a mapear o genoma do brasileiro em larga escala, algo que já vem sendo pesquisado em outros países.

A iniciativa veio a público nesta terça-feira (10) e será liderada pela geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP. 15 mil brasileiros entre 35 e 74 anos terão seu DNA mapeado. Os participantes são funcionários públicos que já fazem parte do Elsa (sigla para Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto), que estuda a saúde dos trabalhadores de seis capitais brasileiras desde 2008.

As informações genéticas serão fornecidas pelos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, que financiam o Elsa. Tudo será lançado na nuvem, mais precisamente no Google Cloud: cada um dos 15 mil genomas ocupa 500 gigabytes – o dobro do que o iPhone mais moderno seria capaz de guardar. De acordo com a empresa, os dados ficarão protegidos e apenas os pesquisadores terão acesso às informações genéticas dos pacientes. Tudo é feito com o consentimento dos participantes, que podem desistir a qualquer momento.

O objetivo da pesquisa é compreender melhor quais fatores genéticos têm influência em doenças crônicas. Ao saber se uma pessoa é predisposta a alguma doença, é possível atuar na prevenção ou até editar o DNA para evitar que ela se manifeste.

Outros projetos já fizeram o mesmo fora do país. O mais famoso é o Projeto Genoma Humano, que teve início em 1990 e foi o maior sequenciamento genômico da história e contou com a participação de diversos países.

Mas então por que fazer isso no Brasil? Apesar de o DNA da espécie humana ser praticamente idêntico, cada população possui características genéticas específicas. Como destaca Pereira, o Brasil é marcado pela miscigenação de diferentes povos, incluindo indígenas, europeus, asiáticos, africanos e outros. Entender as variantes e riscos específicos da população brasileira vai ajudar a criar melhores políticas de saúde para o país.

Usar pacientes que já possuem um histórico de saúde mapeado pelo Elsa foi uma decisão estratégica. Os pesquisadores poderão comparar as informações genéticas com as doenças que as pessoas envolvidas no estudo já possuem. 

Ainda vai demorar pelo menos cinco anos até o projeto gerar os primeiros resultados. A empresa DASA, de medicina diagnóstica, financiou o sequenciamento dos primeiros três mil genomas, que devem começar a ser sequenciados no primeiro semestre de 2020. No entanto, ainda não há recursos para os outros 12 mil, que devem ser financiados futuramente por outras empresas.

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