Alexandre Versignassi
Ninguém mais vai reclamar que a vida é curta: com uma recauchutada nos genes, vamos passar dos 500 anos. E com um corpinho de 20! É o que diz uma pesquisa da Universidade da Califórnia. Bioquímicos conseguiram esticar a longevidade de vermes da espécie C. elegans em seis vezes. A vida das cobaias saltou de 20 para 120 dias. Um recorde nesse tipo de estudo, com o adendo de que os bichos se mantiveram vigorosos até o dia do velório.
O segredo dessa fonte da juventude foi o seguinte: enganar as células dos vermes para que elas “não soubessem” que estavam envelhecendo. Como? Inibindo os genes que captam insulina. Quanto menor for a atividade dessa substância nas células, mais tempo elas demoram para ligar a “válvula” do envelhecimento. Mas ninguém faz idéia se a funilaria genética que funcionou no C. elegans daria certo no Homo sapiens.
“Sabemos apenas que o gene receptor de insulina influencia na longevidade de vermes e insetos. O mesmo talvez valha para ratinhos. Mas é muito difícil determinar se existe algum papel desse gene no envelhecimento de humanos”, diz o bioquímico português Nuno Arantes-Oliveira, que liderou a pesquisa.
Ah, tem outro probleminha: Nuno e seus colegas norte-americanos concluíram que o sistema reprodutor também é responsável por acelerar o envelhecimento. Para que os vermes se transformassem em recordistas de longevidade, o aparato sexual deles teve de ser arrancado. Tomara que dêem um jeito de driblar isso. Senão, vai ser mais negócio continuar do jeito que está: a gente vive pouco, mas se diverte.
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