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Sapos podem ter mais posições sexuais que você

Cientistas descobriram mais uma posição de acasalamento - e parece que os bichinhos não fazem sexo só para se reproduzir ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Se houvesse um Kama Sutra animal, os sapos teriam um capítulo só para eles. As 7 mil espécies conhecidas variam entre seis posições sexuais diferentes para se reproduzir. Ou, pelo menos, era o que se achava até agora: um estudo da Universidade de Deli revelou uma sétima forma de acasalar. Batizada de “montaria dorsal”, ela é inédita entre os anfíbios – e esquisita até para eles. 

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Em geral, os sapos agarram a fêmea por trás e ejaculam dentro dela, onde os ovos estão férteis e prontos para a fecundação. Essa é a posição mais comum e varia apenas na forma de manter a fêmea no lugar: os machos podem agarrar suas axilas, entrelaçar as patas traseiras nas dela, segurar ou sentar sobre a sua cabeça ou então soltar uma substância melequenta que cola um sapo no outro. Outra ideia mais ousada é ficar de costas um para o outro e encostar os genitais – e essas são as seis posições já conhecidas pelos cientistas.

Mas a montaria dorsal é bem diferente: nela, não há contato genital, e a ação acontece na vertical, sobre uma folha. Em vez de segurar a fêmea, o macho simplesmente monta nas costas dela, segura em alguma coisa próxima – como um graveto, uma pedra ou um tronco de árvore -, ejacula sobre a pele da companheira e cai fora. A fêmea, então, bota os ovos e o sêmen escorre de suas costas até fecundá-los.

Isso surpreendeu os voyeurs cientistas, porque em todas as outras posições, os ovos são fecundados de forma direta – ou seja, o macho ejacula diretamente sobre eles. Na montaria dorsal, não: como os ovos ficam à mercê da sorte para serem fecundados, é quase como se o sexo não fosse para a reprodução – se é que você entende.

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Outro comportamento que surpreendeu os cientistas foi o barulho que as “sapas” fazem enquanto estão acasalando. Já se sabia que os machos gritam e fazem todo o tipo de som estranho para atrair companheiras, mas pela primeira vez os pesquisadores ouviram as fêmeas emitirem algum som – até então, acreditava-se que elas fossem mudas. 

A pesquisa foi longa. Como a posição não é comum, foram 40 noites observando o sexo dos sapos da espécie Nyctibatrachus humayuni em uma floresta tropical no Sudeste da Índia, durante a temporada de chuvas. O pornô dos anfíbios não é muito divertido, já que muitas vezes, os bichinhos são levados pela chuva ou pelo vento e precisam recomeçar tudo de novo. Então, imagine a canseira: os cientistas ficavam esperando os bichinhos de 5 cm decidirem mudar de posição.