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Sob pressão, SeaWorld deixa de reproduzir orcas – e anuncia mudanças em shows

Atual geração de bichos será a última a viver nos parques da rede

O parque de diversões americano SeaWorld anunciou que sua atual geração de orcas será a última. Em comunicado, a empresa se comprometeu a não reproduzir os animais que já mantém em cativeiro. A empresa atualmente possui 29 mamíferos da espécie, espalhados por 11 parques. Eles não serão soltos – porque, segundo o SeaWorld, não teriam condições de sobreviver sozinhos, na natureza. 

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Os bichos continuarão sendo exibidos aos visitantes, mas de outro jeito – em “encontros educacionais”, nos quais as orcas poderão ser vistas fazendo exercícios físicos que, em teoria, visam a melhorar sua saúde. As exibições em que as orcas fazem truques e dão pulos vão acabar. “Nós vamos apresentar novos encontros com orcas, ao invés de shows teatrais. Isso faz parte do nosso atual comprometimento com a educação, pesquisa e resgate de animais marinhos”, afirmou o parque em um comunicado. Em novembro, a filial da marca em San Diego já havia interrompido os shows envolvendo orcas.

Em 2013 o SeaWorld virou alvo de polêmica após o lançamento do documentário Black Fish. O filme acusa a empresa de maltratar as orcas, colocando-as em ambientes mal iluminados, restringindo sua interação com outros animais, e forçando-as a fazer movimentos que fugiam de sua natureza, para divertir o público.  O parque ainda não se pronunciou sobre os demais shows envolvendo animais marinhos, como outra de suas atrações: os golfinhos. 

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