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Tempo de homens partidos

No Brasil, esse mundo muitas vezes é a repartição pública.

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
31 ago 2001, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h49
  • Jerônimo Teixeira

    Por mais abstrato e conceitual que o intelectual seja nas suas obras, ele ainda precisa garantir o concreto e prosaico leite das crianças. Intelectuais à Brasileira (Companhia das Letras), do sociólogo Sérgio Miceli, derruba a desgastada torre de marfim para escrutinar o mundo real em que os intelectuais ganham o pão de cada dia. No Brasil, esse mundo muitas vezes é a repartição pública.

    O livro reúne vários trabalhos que Miceli, professor da USP, desenvolveu sobre esse tema apaixonante. Na peça central do livro, “Intelectuais e classe dirigente no Brasil (1920-1945)”, Miceli examina as estratégias de sobrevivência de vários escritores consagrados. Especialmente delicado é o problema da cooptação de intelectuais pelo Estado Novo. Quando o trabalho foi publicado pela primeira vez, em 1979, o poeta Carlos Drummond de Andrade acusou o golpe. Drummond, que ocupou cargo de confiança no Ministério da Educação no governo Vargas, respondeu de forma oblíqua em crônicas de jornal.

    Intelectuais à Brasileira não poderia ter aparecido em melhor hora: ainda que não fale diretamente do Brasil atual, é evidente a importância do tema para o país governado pelo ex-professor Fernando Henrique Cardoso. E é sobretudo um exemplo iluminado de pensamento autocrítico. Com seu belo livro, Sérgio Miceli conseguiu fazer a “sociologia da sociologia”.

    lsarmatz@abril.com.br

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