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Teste de cheiro ajuda a diagnosticar Alzheimer mais cedo

A capacidade de identificar odores pode indicar o Alzheimer anos antes de sintomas mais sérios - e o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Por Ana Carolina Leonardi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
21 dez 2016, 17h20 •
  • A capacidade de sentir cheiros pode ser uma pista importante para diagnosticar o Alzheimer antes mesmo que os sintomas mais graves apareçam. Um novo estudo da Universidade da Pensilvânia mostra que dá para conseguir diagnósticos bem mais precisos do Alzheimer testando o olfato do paciente.

    A pesquisa se baseou na hipótese de que, anos antes dos sintomas da demência aparecerem, há uma queda brusca na capacidade de identificar cheiros. Essa percepção veio da própria experiência dos médicos que acompanham pacientes com Alzheimer: com frequência, eles reclamam que a comida está perdendo o sabor. Com a capacidade de cheirar prejudicada, o gosto também fica muito menos intenso.

    Assim, o nariz seria uma possível chave para melhorar o diagnóstico precoce das pessoas com alto risco de Alzheimer. Os medicamentos que estão sendo testados para a doença também parecem funcionar melhor nos pacientes em estágio inicial – então descobrir o Alzheimer mais cedo pode ser essencial para prevenir a progressão do declínio cognitivo.

    Os pesquisadores recrutaram 292 idosos saudáveis, 262 pessoas com Alzheimer e 174 pacientes diagnosticados com comprometimento cognitivo leve, quadro que tende a evoluir para o Alzheimer.

    Os voluntários passaram pelos testes cognitivos tradicionais que ajudam a diagnosticar o Alzheimer. Depois, os pesquisadores aplicaram um teste de cheiro, no qual é preciso identificar 16 aromas diferentes.

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    Os pacientes com Alzheimer tiveram o pior desempenho, seguidos pelos idosos com comprometimento leve da função cognitiva. Mais que isso, porém, os pesquisadores conseguiram mostrar que o teste de cheiro turbinava o número de diagnósticos corretos do Mal de Alzheimer.

    Só olhando para os testes cognitivos, os pesquisadores conseguiram diagnosticar 75% dos pacientes com Alzheimer. Quando combinavam esses resultados à prova de olfato, o índice de acerto subiu para 87%. Se esse sucesso todo for transferido para o consultório médico, muitos idosos ganham a chance começar a reagir contra a doença antes mesmo de começar a ter problemas no dia a dia.

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